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Herdeiro de Ramon Ramos diz querer seguir legado com bênção da família

Reprodução/Ramon Ramos até apelido deu ao amigo Cardozo Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Candidato a vereador, Mauricio Cardozo era braço direito do político


Daniel Tossato
Do Diário do Grande ABC

05/10/2020 | 07:00


 Quem conversa com Mauricio Cardozo (PSDB) pelo telefone, se não estiver bem atento, pode confundir a voz do tucano com a de Ramon Ramos, ex-presidente da Câmara de São Bernardo e que morreu vítima de acidente de carro no ano passado. Mas não é apenas no modo de falar que Cardozo e Ramon se parecem, garante o primeiro. Tanto que ele é candidato a vereador neste ano para seguir o legado de Ramon, e conta com apoio da família do político para essa empreitada.

Ramon se elegeu vereador pela primeira vez em 2008 – foi cassado dois anos seguintes, por processo de porte ilegal de arma. Retornou à casa em 2012 e renovou o mandato em 2016, quando se encorpou politicamente. No primeiro biênio, foi líder do governo do prefeito Orlando Morando (PSDB) na Câmara. No segundo, comandava o Legislativo pela primeira vez e passou a ser cotado para voos maiores dentro do grupo governista. Ascensão interrompida na madrugada do dia 6 de outubro de 2019, quando seu Volkswagen Jetta colidiu com uma árvore em frente ao colégio Harmonia, no bairro Rudge Ramos.

Durante toda essa trajetória, Cardozo foi o braço direito de Ramon. Não foi surpresa quando a família do político deu aval para que ele representasse a figura de Ramon nas urnas. “Fui reconhecido como o herdeiro natural da trajetória de Ramon logo depois da tragédia. Conversei com a família dele o pai dele meu deu a bênção para continuar o trabalho do Ramon. Então é isso que vou fazer”, declarou Cardozo, em tom emocionado. O candidato relembrou que a relação com Ramon ultrapassava o campo político: foram amigos por 30 anos. “Brincávamos sempre aqui nas ruas da Vila Vivaldi e frequentamos as mesmas escolas”, disse. O apelido Madruga foi dado exatamente pelo amigo Ramon, que via em Cardozo alguma semelhança com o icônico personagem do seriado Chaves. “Ele dizia que eu parecia, daí ficou.”

O candidato sustentou que, caso seja eleito, pretende seguir os mesmos passos deixados pelo ex-presidente do Legislativo. “Ele sempre me falou que gostaria de tentar realizar voos mais altos e que eu poderia assumir a trajetória dele na Câmara, mas isso sempre foi tratado de maneira coletiva e transparente. Só não imaginava que aconteceria dessa forma triste”, declarou. A proximidade entre os dois amigos trouxe uma particularidade a Cardozo, já que o candidato a vereador lembra muito Ramon Ramos no jeito de falar. “Muita gente diz isso, acho que foi a convivência”, reconheceu.

Cardozo já atuou no Executivo de São Bernardo como diretor de esportes. Também trabalhou no setor de serviços urbanos do município. Por essa proximidade com a gestão, Cardozo também procurou conselhos de Morando, que, após ouvir a família, também identificou o candidato a vereador como real herdeiro da trajetória política de Ramon. “Pude acompanhar o trabalho de Ramon na Câmara. Era um dos vereadores mais queridos na casa, com trânsito na situação e na oposição. É uma grande responsabilidade para mim. Quero fazer por merecer e orgulhar meu grande amigo”, declarou Cardozo.



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Herdeiro de Ramon Ramos diz querer seguir legado com bênção da família

Candidato a vereador, Mauricio Cardozo era braço direito do político

Daniel Tossato
Do Diário do Grande ABC

05/10/2020 | 07:00


 Quem conversa com Mauricio Cardozo (PSDB) pelo telefone, se não estiver bem atento, pode confundir a voz do tucano com a de Ramon Ramos, ex-presidente da Câmara de São Bernardo e que morreu vítima de acidente de carro no ano passado. Mas não é apenas no modo de falar que Cardozo e Ramon se parecem, garante o primeiro. Tanto que ele é candidato a vereador neste ano para seguir o legado de Ramon, e conta com apoio da família do político para essa empreitada.

Ramon se elegeu vereador pela primeira vez em 2008 – foi cassado dois anos seguintes, por processo de porte ilegal de arma. Retornou à casa em 2012 e renovou o mandato em 2016, quando se encorpou politicamente. No primeiro biênio, foi líder do governo do prefeito Orlando Morando (PSDB) na Câmara. No segundo, comandava o Legislativo pela primeira vez e passou a ser cotado para voos maiores dentro do grupo governista. Ascensão interrompida na madrugada do dia 6 de outubro de 2019, quando seu Volkswagen Jetta colidiu com uma árvore em frente ao colégio Harmonia, no bairro Rudge Ramos.

Durante toda essa trajetória, Cardozo foi o braço direito de Ramon. Não foi surpresa quando a família do político deu aval para que ele representasse a figura de Ramon nas urnas. “Fui reconhecido como o herdeiro natural da trajetória de Ramon logo depois da tragédia. Conversei com a família dele o pai dele meu deu a bênção para continuar o trabalho do Ramon. Então é isso que vou fazer”, declarou Cardozo, em tom emocionado. O candidato relembrou que a relação com Ramon ultrapassava o campo político: foram amigos por 30 anos. “Brincávamos sempre aqui nas ruas da Vila Vivaldi e frequentamos as mesmas escolas”, disse. O apelido Madruga foi dado exatamente pelo amigo Ramon, que via em Cardozo alguma semelhança com o icônico personagem do seriado Chaves. “Ele dizia que eu parecia, daí ficou.”

O candidato sustentou que, caso seja eleito, pretende seguir os mesmos passos deixados pelo ex-presidente do Legislativo. “Ele sempre me falou que gostaria de tentar realizar voos mais altos e que eu poderia assumir a trajetória dele na Câmara, mas isso sempre foi tratado de maneira coletiva e transparente. Só não imaginava que aconteceria dessa forma triste”, declarou. A proximidade entre os dois amigos trouxe uma particularidade a Cardozo, já que o candidato a vereador lembra muito Ramon Ramos no jeito de falar. “Muita gente diz isso, acho que foi a convivência”, reconheceu.

Cardozo já atuou no Executivo de São Bernardo como diretor de esportes. Também trabalhou no setor de serviços urbanos do município. Por essa proximidade com a gestão, Cardozo também procurou conselhos de Morando, que, após ouvir a família, também identificou o candidato a vereador como real herdeiro da trajetória política de Ramon. “Pude acompanhar o trabalho de Ramon na Câmara. Era um dos vereadores mais queridos na casa, com trânsito na situação e na oposição. É uma grande responsabilidade para mim. Quero fazer por merecer e orgulhar meu grande amigo”, declarou Cardozo.

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