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Moradores instalam câmeras, mas não evitam crimes no Casa Grande

DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Daniel Tossato

03/10/2020 | 08:50


A sensação de insegurança incomoda moradores e comerciantes do bairro Casa Grande, em Diadema. A própria comunidade tomou algumas providências, como a instalação de câmeras de segurança para monitorar o bairro e solicitou a PM (Polícia Militar) a colocação de grades para fechar o acesso nas vielas para inibir os assaltantes, mas ainda assim os assaltos continuam acontecendo na região.

O Diário publicou há um ano crime bárbaro que tirou a vida da motorista de aplicativo Adriana Márcia, 46 anos, que foi assassinada com um tiro no pescoço no dia 15 de setembro, quando foi ao bairro para buscar duas mulheres que saíam de baile funk, segundo informações da polícia. O caso ocorreu entre a Rua Artur Bernardes e as avenidas Prudente de Moraes e Getúlio Vargas, onde existem vielas para acesso de pedestres. A região é alvo constante de criminosos, que cometem delitos em motocicletas ou a pé, por volta das 6h30 e a partir das 21h.

O cabeleireiro e morador do bairro há seis anos, Valter Manoel da Silva, 62, disse que as grades instaladas pela PM e as câmeras de monitoramento dificultam a ação dos bandidos, mas ainda não solucionou o problema. “Agora eles (criminosos) acabam ficando sem opção. Antes eles cortavam caminho pelas vielas, de moto ou a pé, hoje é preciso dar a volta no quarteirão, então ficou mais complicado”, destaca.

O operador de máquina Israel Marcos, 36, não mora no bairro, mas frequenta semanalmente para ver seus filhos que moram na região e detalha que as grades e câmeras são 50% de toda segurança que deveria ter no local. “É o início de um trabalho que deveria continuar. Os moradores já se uniram tomando essas providências, agora precisa de um reforço da polícia diariamente também”, comenta.

A operadora de caixa, Samara Santos, 27, mora em uma das vielas e destaca que, apesar da diminuição nas ocorrências, ainda é necessário tomar cuidado. “Infelizmente, acho que nunca ficaremos seguros 100%, mas vamos continuar nos blindando de todas formas. Se fosse para pedir algo, pediríamos reforço da iluminação nas vielas também”, analisa.

Questionada, a Prefeitura de Diadema comentou que, visando reforçar a segurança pública no município, desenvolveu iniciativas como a criação da Guarda Ambiental, o Programa Anjos da Lei, a Operação Casa em Ordem, além de contratar 80 GCMs (Guardas-Civil Municipal) e aquisição de viaturas e armamentos. Diante do relato dos moradores, o comando da GCM disse que vai intensificar as rondas no bairro.  



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Moradores instalam câmeras, mas não evitam crimes no Casa Grande

Daniel Tossato

03/10/2020 | 08:50


A sensação de insegurança incomoda moradores e comerciantes do bairro Casa Grande, em Diadema. A própria comunidade tomou algumas providências, como a instalação de câmeras de segurança para monitorar o bairro e solicitou a PM (Polícia Militar) a colocação de grades para fechar o acesso nas vielas para inibir os assaltantes, mas ainda assim os assaltos continuam acontecendo na região.

O Diário publicou há um ano crime bárbaro que tirou a vida da motorista de aplicativo Adriana Márcia, 46 anos, que foi assassinada com um tiro no pescoço no dia 15 de setembro, quando foi ao bairro para buscar duas mulheres que saíam de baile funk, segundo informações da polícia. O caso ocorreu entre a Rua Artur Bernardes e as avenidas Prudente de Moraes e Getúlio Vargas, onde existem vielas para acesso de pedestres. A região é alvo constante de criminosos, que cometem delitos em motocicletas ou a pé, por volta das 6h30 e a partir das 21h.

O cabeleireiro e morador do bairro há seis anos, Valter Manoel da Silva, 62, disse que as grades instaladas pela PM e as câmeras de monitoramento dificultam a ação dos bandidos, mas ainda não solucionou o problema. “Agora eles (criminosos) acabam ficando sem opção. Antes eles cortavam caminho pelas vielas, de moto ou a pé, hoje é preciso dar a volta no quarteirão, então ficou mais complicado”, destaca.

O operador de máquina Israel Marcos, 36, não mora no bairro, mas frequenta semanalmente para ver seus filhos que moram na região e detalha que as grades e câmeras são 50% de toda segurança que deveria ter no local. “É o início de um trabalho que deveria continuar. Os moradores já se uniram tomando essas providências, agora precisa de um reforço da polícia diariamente também”, comenta.

A operadora de caixa, Samara Santos, 27, mora em uma das vielas e destaca que, apesar da diminuição nas ocorrências, ainda é necessário tomar cuidado. “Infelizmente, acho que nunca ficaremos seguros 100%, mas vamos continuar nos blindando de todas formas. Se fosse para pedir algo, pediríamos reforço da iluminação nas vielas também”, analisa.

Questionada, a Prefeitura de Diadema comentou que, visando reforçar a segurança pública no município, desenvolveu iniciativas como a criação da Guarda Ambiental, o Programa Anjos da Lei, a Operação Casa em Ordem, além de contratar 80 GCMs (Guardas-Civil Municipal) e aquisição de viaturas e armamentos. Diante do relato dos moradores, o comando da GCM disse que vai intensificar as rondas no bairro.  

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