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Na região, Doria sugere expectativa de 'onda branca' nas eleições municipais

André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Governador falou sobre cenário na inauguração da Fábrica de Cultura de São Bernardo, sem presença de Morando


Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

30/09/2020 | 17:50


Em visita ao Grande ABC, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), sugeriu a expectativa da formação de onda branca nas eleições municipais de novembro. O tucano fez a referência devido ao período de polarização política – acentuada, inclusive, em momento da pandemia de Covid-19 -, quando questionado sobre eventual reprodução de onda azul no Estado, ocorrida em 2016. Ele falou sobre o cenário em evento de inauguração da primeira fase Fábrica de Cultura de São Bernardo, sem a presença do prefeito Orlando Morando (PSDB), impedido em razão da legislação eleitoral.

“Primeiro espero que possamos ter a onda branca, da paz e do amor, compaixão, e da esperança que a vacina vai nos proporcionar (visando a imunização). Trazer com isso a oportunidade para a reeleição de prefeitos ou alternância em outras regiões. Nada mais democrático que a eleição. Não é obrigado a concordar, é estimulado a votar, emitir sua opinião. Isso é democracia, é saudável. Aos que renovam seus mandados, são aprovados. Aos que deixam o mandato, tem oportunidade a nova leva de prefeitos”, pontuou Doria, esquivando-se de traçar panorama sobre o quadro na região, a um mês e meio do pleito.

O tucano reiterou que o processo eleitoral “é exercício democrático”. “Expectativa é de onda branca, da esperança pós-Covid”, ponderou o governador, na coletiva de imprensa, ao lado dos secretários estaduais Sérgio Sá Leitão (Cultura) e Marco Vinholi (Desenvolvimento Regional), além da deputada Carla Morando, mulher do chefe do Executivo local, citado em diversas ocasiões durante a solenidade como responsável por encampar mudança de objeto do prédio, na região central, destinado no governo Luiz Marinho (PT) a acolher o Museu do Trabalho e do Trabalhador.

“Isso era nada com dinheiro público. Agora é tudo, voltado ao jovem, tendo transparência e visando transformação social. Tínhamos aqui custo de obra obra paralisada, inacabada, investimento gigantesco do governo federal. O que passou, passou, não vamos ficar fazendo juízo sobre quem deixou de fazer, mas era espaço inoperante, dedicado ao nada. Nada acontecia. Referência ruim na vida de São Bernardo. (Com a alteração do projeto) Vamos começar a operar no dia 7 de outubro (a princípio, de forma on-line)”, sustentou Doria, que teve agenda apertada no município - acompanhou vídeo institucional e três apresentações de cursos (programação de drone, tecnologia 3D e música). Sequer passou no gabinete do aliado Morando, em frente ao local.  

Diante de postura desta vez comedida de Doria para tratar do assunto, coube a Carla Morando utilizar discurso mais ácido em relação aos desdobramentos da proposta. “Aqui era o símbolo da corrupção, pegamos obra abandonada, que manchava o nome da cidade”, disse, antes de listar ajuda do Estado para São Bernardo, elencando o Hospital de Urgência, Bom Prato Dia e Noite, farmácia de alto custo – descentralizada no Poupatempo – e o COI (Centro de Operações Integradas). Titular de Cultura, Greici Picollo foi a única integrante do governo municipal presente na entrega do equipamento. Vereadores também não participaram do ato.

Era elefante branco de R$ 25 milhões, alega Sá Leitão

Ex-ministro de Michel Temer (MDB), o secretário estadual de Cultura, Sérgio Sá Leitão, declarou que a entrega das obras de transformação do Museu do Trabalho e do Trabalhador em Fábrica de Cultura, na cidade de São Bernardo, tem simbolismo significativo, mas negou que o caso tenha cunho político-eleitoral - o prédio na região central começou a ser erguido em 2012, na gestão Luiz Marinho (PT). No fim de 2016, o projeto foi alvo da Justiça Federal, sob investigação de fraudes em licitação e desvios de recursos – o petista e mais 15 envolvidos foram absolvidos, em fevereiro.

“São dois gostos especiais: o primeiro é desenrolar aquilo que era elefante branco de R$ 25,3 milhões, que ficaria parado, depredado e deteriorar. Seria monumento à inoperância do Estado. Conseguimos dar sentido para investimento que já havia sido feito. O segundo ponto é a questão do modelo 4.0 implantado. Coloquei isso no horizonte. É chave para inserção dos jovens no mercado do trabalho. O desemprego, às vezes, não é falta de oportunidade. Jovem não quer ser caixa do McDonald''''''''s, não quer ser office boy em escritório. Não entusiasma. Materializamos isso, trazendo ao século 21”, pontuou Sá Leitão.

A unidade de São Bernardo é a primeira neste modelo 4.0. A Prefeitura investiu R$ 4,5 milhões na readequação do espaço. O Estado entrou com aporte de mais R$ 8 milhões, incluindo materiais e equipamentos. A cargo do governo de São Paulo, o custeio será de R$ 9,6 milhões ao ano. Antes da abertura, o Palácio dos Bandeirantes realizou chamamento público e contratou a OS (Organização Social) Catavento Cultural e Educacional. A firma é quem receberá os repasses estaduais para pagamento de funcionários e arcar com os gastos de manutenção.

Entre os cursos oferecidos no equipamento estão programação de drones, robótica, cultura maker, games e programação, além de modalidades voltadas às artes, como teatro, balé, dança contemporânea, street dance, violino e viola, violão, violoncelo e circo. Juntamente com o início das aulas, em 7 de outubro, será aberto à população o acesso ao andar térreo, ao mezanino e a uma parte do primeiro e segundo pavimentos da fábrica. A proposta é modernizar, deixando no módulo 4.0, as outras 11 unidades, paulatinamente, entre elas a de Diadema.

A inauguração integra a primeira fase de abertura. A segunda etapa está programada para ocorrer em julho de 2021. A previsão de entrega da integralidade dos serviços é janeiro de 2022. “Fazemos sempre essa implantação progressiva. Precisa ir testando, preparando, verificando se as instalações estão adequadas até que entra no funcionamento pleno”, pontuou o secretário. As atividades são voltadas a capacitar jovens de dez a 24 anos em situação de vulnerabilidade de São Bernardo e do Grande ABC. Foram disponibilizadas, inicialmente, 640 vagas divididas em 32 cursos. O próximo passo estima abertura de 52 cursos e 1.075 vagas. A operação com 100% de sua capacidade oferecerá 308 cursos e 4.185 vagas.  



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Na região, Doria sugere expectativa de 'onda branca' nas eleições municipais

Governador falou sobre cenário na inauguração da Fábrica de Cultura de São Bernardo, sem presença de Morando

Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

30/09/2020 | 17:50


Em visita ao Grande ABC, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), sugeriu a expectativa da formação de onda branca nas eleições municipais de novembro. O tucano fez a referência devido ao período de polarização política – acentuada, inclusive, em momento da pandemia de Covid-19 -, quando questionado sobre eventual reprodução de onda azul no Estado, ocorrida em 2016. Ele falou sobre o cenário em evento de inauguração da primeira fase Fábrica de Cultura de São Bernardo, sem a presença do prefeito Orlando Morando (PSDB), impedido em razão da legislação eleitoral.

“Primeiro espero que possamos ter a onda branca, da paz e do amor, compaixão, e da esperança que a vacina vai nos proporcionar (visando a imunização). Trazer com isso a oportunidade para a reeleição de prefeitos ou alternância em outras regiões. Nada mais democrático que a eleição. Não é obrigado a concordar, é estimulado a votar, emitir sua opinião. Isso é democracia, é saudável. Aos que renovam seus mandados, são aprovados. Aos que deixam o mandato, tem oportunidade a nova leva de prefeitos”, pontuou Doria, esquivando-se de traçar panorama sobre o quadro na região, a um mês e meio do pleito.

O tucano reiterou que o processo eleitoral “é exercício democrático”. “Expectativa é de onda branca, da esperança pós-Covid”, ponderou o governador, na coletiva de imprensa, ao lado dos secretários estaduais Sérgio Sá Leitão (Cultura) e Marco Vinholi (Desenvolvimento Regional), além da deputada Carla Morando, mulher do chefe do Executivo local, citado em diversas ocasiões durante a solenidade como responsável por encampar mudança de objeto do prédio, na região central, destinado no governo Luiz Marinho (PT) a acolher o Museu do Trabalho e do Trabalhador.

“Isso era nada com dinheiro público. Agora é tudo, voltado ao jovem, tendo transparência e visando transformação social. Tínhamos aqui custo de obra obra paralisada, inacabada, investimento gigantesco do governo federal. O que passou, passou, não vamos ficar fazendo juízo sobre quem deixou de fazer, mas era espaço inoperante, dedicado ao nada. Nada acontecia. Referência ruim na vida de São Bernardo. (Com a alteração do projeto) Vamos começar a operar no dia 7 de outubro (a princípio, de forma on-line)”, sustentou Doria, que teve agenda apertada no município - acompanhou vídeo institucional e três apresentações de cursos (programação de drone, tecnologia 3D e música). Sequer passou no gabinete do aliado Morando, em frente ao local.  

Diante de postura desta vez comedida de Doria para tratar do assunto, coube a Carla Morando utilizar discurso mais ácido em relação aos desdobramentos da proposta. “Aqui era o símbolo da corrupção, pegamos obra abandonada, que manchava o nome da cidade”, disse, antes de listar ajuda do Estado para São Bernardo, elencando o Hospital de Urgência, Bom Prato Dia e Noite, farmácia de alto custo – descentralizada no Poupatempo – e o COI (Centro de Operações Integradas). Titular de Cultura, Greici Picollo foi a única integrante do governo municipal presente na entrega do equipamento. Vereadores também não participaram do ato.

Era elefante branco de R$ 25 milhões, alega Sá Leitão

Ex-ministro de Michel Temer (MDB), o secretário estadual de Cultura, Sérgio Sá Leitão, declarou que a entrega das obras de transformação do Museu do Trabalho e do Trabalhador em Fábrica de Cultura, na cidade de São Bernardo, tem simbolismo significativo, mas negou que o caso tenha cunho político-eleitoral - o prédio na região central começou a ser erguido em 2012, na gestão Luiz Marinho (PT). No fim de 2016, o projeto foi alvo da Justiça Federal, sob investigação de fraudes em licitação e desvios de recursos – o petista e mais 15 envolvidos foram absolvidos, em fevereiro.

“São dois gostos especiais: o primeiro é desenrolar aquilo que era elefante branco de R$ 25,3 milhões, que ficaria parado, depredado e deteriorar. Seria monumento à inoperância do Estado. Conseguimos dar sentido para investimento que já havia sido feito. O segundo ponto é a questão do modelo 4.0 implantado. Coloquei isso no horizonte. É chave para inserção dos jovens no mercado do trabalho. O desemprego, às vezes, não é falta de oportunidade. Jovem não quer ser caixa do McDonald''''''''s, não quer ser office boy em escritório. Não entusiasma. Materializamos isso, trazendo ao século 21”, pontuou Sá Leitão.

A unidade de São Bernardo é a primeira neste modelo 4.0. A Prefeitura investiu R$ 4,5 milhões na readequação do espaço. O Estado entrou com aporte de mais R$ 8 milhões, incluindo materiais e equipamentos. A cargo do governo de São Paulo, o custeio será de R$ 9,6 milhões ao ano. Antes da abertura, o Palácio dos Bandeirantes realizou chamamento público e contratou a OS (Organização Social) Catavento Cultural e Educacional. A firma é quem receberá os repasses estaduais para pagamento de funcionários e arcar com os gastos de manutenção.

Entre os cursos oferecidos no equipamento estão programação de drones, robótica, cultura maker, games e programação, além de modalidades voltadas às artes, como teatro, balé, dança contemporânea, street dance, violino e viola, violão, violoncelo e circo. Juntamente com o início das aulas, em 7 de outubro, será aberto à população o acesso ao andar térreo, ao mezanino e a uma parte do primeiro e segundo pavimentos da fábrica. A proposta é modernizar, deixando no módulo 4.0, as outras 11 unidades, paulatinamente, entre elas a de Diadema.

A inauguração integra a primeira fase de abertura. A segunda etapa está programada para ocorrer em julho de 2021. A previsão de entrega da integralidade dos serviços é janeiro de 2022. “Fazemos sempre essa implantação progressiva. Precisa ir testando, preparando, verificando se as instalações estão adequadas até que entra no funcionamento pleno”, pontuou o secretário. As atividades são voltadas a capacitar jovens de dez a 24 anos em situação de vulnerabilidade de São Bernardo e do Grande ABC. Foram disponibilizadas, inicialmente, 640 vagas divididas em 32 cursos. O próximo passo estima abertura de 52 cursos e 1.075 vagas. A operação com 100% de sua capacidade oferecerá 308 cursos e 4.185 vagas.  

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