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Empresas devem se adequar à LGPD


Simpi

30/09/2020 | 00:02


As empresas de tecnologia, com negócios baseados na internet, cresceram rapidamente nos últimos anos. O avanço tecnológico possibilitou facilidades que antes eram vistas apenas em filmes de ficção científica. Mas, hoje, é possível realizar chamadas por vídeos pelo celular, pagar contas e resolver problemas com bancos por meio de aplicativos, além de comprar com alguns cliques em smartphone.

Esse desenvolvimento ajudou a tornar o dia a dia mais prático e rápido, mas também trouxeram questionamentos que antes não tínhamos, como a proteção da privacidade de cada um. Com o uso dos aplicativos no celular, as empresas de tecnologia podem ter acesso às informações pessoais como coisas que mais gostamos, coisas que não gostamos, e diversas informações armazenadas no celular, como contatos do telefone e lugares por quais passou.

Mas todas essas informações poderão estar protegidas com a LGPD (Lei de Proteção Geral de Dados). Em entrevista ao programa de TV ‘A Hora e a Vez da Pequena Empresa’, o consultor da LGPDSolution e presidente da CCBC (Câmara de Comércio Brasil-Canadá), Dr. Paulo Perrotti, explicou que essa lei agirá protegendo o usuário. “Ela pode ser um novo CDC (Código de Defesa do Consumidor). Com isso, as empresas vão atrás de dados pessoais que tem hoje várias tecnologias para coletar essas informações, tratar, armazenar e oferecer um produto customizado. A Lei Geral de Proteção de Dados vem proteger o usuário ou o titular do dado de abusos de empresas que coletam arbitrariamente essas informações do usuário e vendem isso sem qualquer consentimento do cidadão”, explica.

Por isso, as empresas precisam estar atentas e se adequar o quanto antes a essa nova legislação. Segundo Dr. Paulo Perrotti, a agência reguladora, que fiscalizará e penalizará, será criada apenas em 2021, mas a legislação já está em vigor e pode ser usada em uma ação judicial.

Ele alerta que as empresas precisam adequar suas tecnologias e suas estruturas, além de promover a educação de seus colaboradores para a nova legislação, ajudando a trazer mais segurança para a empresa. “Sempre digo o seguinte: não espere para tomar as providências na sua empresa quanto à privacidade de dados. O hacker não espera a lei estar em vigor para atacar. Ele vai atacar independentemente disso, vai querer seus dados para coletar isso e te coagir depois. Um programa chamado Ransomware pode criptografar todo servidor e pede um resgate depois em criptomoedas. Então, não espere sair a lei. Faça isso como uma questão de coerência e credibilidade. Faça adequações que forem necessárias, nos processos, na educação de seus colaboradores e na tecnologia. Trabalhando nesses três, tudo vai dar certo”, explicou. 



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Empresas devem se adequar à LGPD

Simpi

30/09/2020 | 00:02


As empresas de tecnologia, com negócios baseados na internet, cresceram rapidamente nos últimos anos. O avanço tecnológico possibilitou facilidades que antes eram vistas apenas em filmes de ficção científica. Mas, hoje, é possível realizar chamadas por vídeos pelo celular, pagar contas e resolver problemas com bancos por meio de aplicativos, além de comprar com alguns cliques em smartphone.

Esse desenvolvimento ajudou a tornar o dia a dia mais prático e rápido, mas também trouxeram questionamentos que antes não tínhamos, como a proteção da privacidade de cada um. Com o uso dos aplicativos no celular, as empresas de tecnologia podem ter acesso às informações pessoais como coisas que mais gostamos, coisas que não gostamos, e diversas informações armazenadas no celular, como contatos do telefone e lugares por quais passou.

Mas todas essas informações poderão estar protegidas com a LGPD (Lei de Proteção Geral de Dados). Em entrevista ao programa de TV ‘A Hora e a Vez da Pequena Empresa’, o consultor da LGPDSolution e presidente da CCBC (Câmara de Comércio Brasil-Canadá), Dr. Paulo Perrotti, explicou que essa lei agirá protegendo o usuário. “Ela pode ser um novo CDC (Código de Defesa do Consumidor). Com isso, as empresas vão atrás de dados pessoais que tem hoje várias tecnologias para coletar essas informações, tratar, armazenar e oferecer um produto customizado. A Lei Geral de Proteção de Dados vem proteger o usuário ou o titular do dado de abusos de empresas que coletam arbitrariamente essas informações do usuário e vendem isso sem qualquer consentimento do cidadão”, explica.

Por isso, as empresas precisam estar atentas e se adequar o quanto antes a essa nova legislação. Segundo Dr. Paulo Perrotti, a agência reguladora, que fiscalizará e penalizará, será criada apenas em 2021, mas a legislação já está em vigor e pode ser usada em uma ação judicial.

Ele alerta que as empresas precisam adequar suas tecnologias e suas estruturas, além de promover a educação de seus colaboradores para a nova legislação, ajudando a trazer mais segurança para a empresa. “Sempre digo o seguinte: não espere para tomar as providências na sua empresa quanto à privacidade de dados. O hacker não espera a lei estar em vigor para atacar. Ele vai atacar independentemente disso, vai querer seus dados para coletar isso e te coagir depois. Um programa chamado Ransomware pode criptografar todo servidor e pede um resgate depois em criptomoedas. Então, não espere sair a lei. Faça isso como uma questão de coerência e credibilidade. Faça adequações que forem necessárias, nos processos, na educação de seus colaboradores e na tecnologia. Trabalhando nesses três, tudo vai dar certo”, explicou. 

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