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MBL 'comemora' 45 anos da 1ª promessa do Metrô na região

André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Com bolo de aniversário, integrantes do grupo cantaram 'parabéns para você' para um compromisso que nunca se concretizou; Kim Kataguiri fala em defender tema em Brasília


Daniel Tossato
Do Diário do Grande ABC

29/09/2020 | 15:00


Integrantes do MBL (Movimento Brasil Livre) do Grande ABC realizaram espécie de comemoração dos 45 anos da primeira promessa da chegada do Metrô na região, feita pelo governador Paulo Egydio Martins (pelo Arena), em 1975. Com a presença do líder do movimento e deputado federal, Kim Kataguiri (DEM), os manifestantes levaram bexigas, uma faixa, um bolo de aniversário e até cantaram “parabéns para você”. Até hoje o Grande ABC aguarda pelo ramal.

O ato foi feito no Centro de São Bernardo, em frente ao Parque da Juventude. O traçado original da Linha 18-Bronze do Metrô, última promessa concreta do transporte, passaria pela região (uma das estações, Djalma Dutra, ficaria bem no Centro da cidade).

A intenção do grupo foi chamar a atenção dos prefeitos e demais políticos da região para que eles entendam a importância do modal para as sete cidades e passem a atuar politicamente na busca da efetivação de um projeto de transporte rápido para ligação com a Capital. Kataguiri afirmou, inclusive, que vai levar a demanda para o Congresso Federal e que cobrará a bancada do Estado de São Paulo pela efetivação do projeto.

“Além da questão do Metrô na região, temos também a promessa do trem intercidades, que ligaria a Capital a Jundiaí e a Campinas, cidades que já têm estrutura ferroviária, mas que até hoje não se concretizou. A Assembleia Legislativa fez a liberação deste orçamento, mas o governo do Estado não deu justificativa de onde foi utilizado. É dever do deputado federal levar esse debate para a bancada paulista que faz destinação de emendas de bancada. Para retomar estes investimentos, a gente precisa de uma prestação de contas do governo do Estado da execução destas obras”, sustentou Kataguiri.

A manifestação relembrou a promessa feita pelo então governador Paulo Egydio Martins, eleito à época indiretamente por ser aliado da cúpula da ditadura militar (1964-1985). Em setembro de 1975, quando inaugurava os primeiros trechos do Metrô paulistano, da Linha 1-Azul, que atualmente liga o bairro do Jabaquara, na Zona Sul, ao Tucuruvi, na Zona Norte, Martins disse que o transporte chegaria ao Grande ABC dentro de três anos seguintes. À época, o Diário chegou a publicar reportagem com o compromisso firmado pelo chefe do Executivo paulista.

“Juntamos todo mundo aqui para mostrar nossa indignação por estes 45 anos de promessa do Metrô no Grande ABC. Primeiro foi Metrô, depois foi monotrilho, depois foi BRT (sigla em inglês para transporte rápido por ônibus) e até agora não saiu nada. Então, nós montamos essa ação, até ridícula, para ver se os políticos acordem e parem de prometer esse tipo de coisa a toda hora, até para não enganar a população”, declarou o militante do MBL e candidato a vereador em São Bernardo Glauco Braido (PSD).

A última promessa feita para a região sobre o Metrô aconteceu em 2014. À época, o então governador Geraldo Alckmin (PSDB) assinou contrato de PPP (Parceria Público-Privada) para construir a Linha 18-Bronze do Metrô, que passaria por Santo André, São Bernardo e São Caetano, via monotrilho, com ligação à Linha 2-Verde, na Estação Tamanduateí, na Capital. O projeto, entretanto, não saiu do papel, esbarrou nos custos das desapropriações e travou.

Ao assumir o Palácio dos Bandeirantes – e depois de prometer que iria construir a Linha 18-Bronze durante a campanha –, o atual governador João Doria (PSDB) decidiu rever a proposta. Enterrou o monotrilho e apresentou o modal BRT, que passaria pelo mesmo trajeto da Linha 18-Bronze. A alegação era de que o projeto do Metrô era muito caro – cerca de R$ 6 bilhões ante aos R$ 600 milhões orçados para a efetivação do BRT.

Assim como o Metrô, o Palácio dos Bandeirantes sequer apresentou projeto para a implementação do BRT na região. Na tentativa de amenizar críticas, Doria desengavetou a Linha 20-Rosa do Metrô, que também tem previsão de ligar o Grande ABC à Capital, mas que havia sido descartada pela estatal paulista na década passada. Em julho, o Estado abriu licitação para a contratação do projeto funcional da Linha Rosa.

“A gente protocolou ofício junto ao Palácio dos Bandeirantes, em nome da população do Grande ABC, exigindo, por meio do secretário de Transportes (Metropolitanos, José Paulo Galli, que ocupa o lugar do titular Alexandre Baldy, que está licenciado), que o Estado receba as autoridades locais e que ele realize uma promessa de campanha. João Doria fez isso, durante em campanha, e seis meses depois o governador cancelou o projeto”, afirmou o integrante do MBL de Santo André e candidato a vereador Márcio Colombo (PSDB). 



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MBL 'comemora' 45 anos da 1ª promessa do Metrô na região

Com bolo de aniversário, integrantes do grupo cantaram 'parabéns para você' para um compromisso que nunca se concretizou; Kim Kataguiri fala em defender tema em Brasília

Daniel Tossato
Do Diário do Grande ABC

29/09/2020 | 15:00


Integrantes do MBL (Movimento Brasil Livre) do Grande ABC realizaram espécie de comemoração dos 45 anos da primeira promessa da chegada do Metrô na região, feita pelo governador Paulo Egydio Martins (pelo Arena), em 1975. Com a presença do líder do movimento e deputado federal, Kim Kataguiri (DEM), os manifestantes levaram bexigas, uma faixa, um bolo de aniversário e até cantaram “parabéns para você”. Até hoje o Grande ABC aguarda pelo ramal.

O ato foi feito no Centro de São Bernardo, em frente ao Parque da Juventude. O traçado original da Linha 18-Bronze do Metrô, última promessa concreta do transporte, passaria pela região (uma das estações, Djalma Dutra, ficaria bem no Centro da cidade).

A intenção do grupo foi chamar a atenção dos prefeitos e demais políticos da região para que eles entendam a importância do modal para as sete cidades e passem a atuar politicamente na busca da efetivação de um projeto de transporte rápido para ligação com a Capital. Kataguiri afirmou, inclusive, que vai levar a demanda para o Congresso Federal e que cobrará a bancada do Estado de São Paulo pela efetivação do projeto.

“Além da questão do Metrô na região, temos também a promessa do trem intercidades, que ligaria a Capital a Jundiaí e a Campinas, cidades que já têm estrutura ferroviária, mas que até hoje não se concretizou. A Assembleia Legislativa fez a liberação deste orçamento, mas o governo do Estado não deu justificativa de onde foi utilizado. É dever do deputado federal levar esse debate para a bancada paulista que faz destinação de emendas de bancada. Para retomar estes investimentos, a gente precisa de uma prestação de contas do governo do Estado da execução destas obras”, sustentou Kataguiri.

A manifestação relembrou a promessa feita pelo então governador Paulo Egydio Martins, eleito à época indiretamente por ser aliado da cúpula da ditadura militar (1964-1985). Em setembro de 1975, quando inaugurava os primeiros trechos do Metrô paulistano, da Linha 1-Azul, que atualmente liga o bairro do Jabaquara, na Zona Sul, ao Tucuruvi, na Zona Norte, Martins disse que o transporte chegaria ao Grande ABC dentro de três anos seguintes. À época, o Diário chegou a publicar reportagem com o compromisso firmado pelo chefe do Executivo paulista.

“Juntamos todo mundo aqui para mostrar nossa indignação por estes 45 anos de promessa do Metrô no Grande ABC. Primeiro foi Metrô, depois foi monotrilho, depois foi BRT (sigla em inglês para transporte rápido por ônibus) e até agora não saiu nada. Então, nós montamos essa ação, até ridícula, para ver se os políticos acordem e parem de prometer esse tipo de coisa a toda hora, até para não enganar a população”, declarou o militante do MBL e candidato a vereador em São Bernardo Glauco Braido (PSD).

A última promessa feita para a região sobre o Metrô aconteceu em 2014. À época, o então governador Geraldo Alckmin (PSDB) assinou contrato de PPP (Parceria Público-Privada) para construir a Linha 18-Bronze do Metrô, que passaria por Santo André, São Bernardo e São Caetano, via monotrilho, com ligação à Linha 2-Verde, na Estação Tamanduateí, na Capital. O projeto, entretanto, não saiu do papel, esbarrou nos custos das desapropriações e travou.

Ao assumir o Palácio dos Bandeirantes – e depois de prometer que iria construir a Linha 18-Bronze durante a campanha –, o atual governador João Doria (PSDB) decidiu rever a proposta. Enterrou o monotrilho e apresentou o modal BRT, que passaria pelo mesmo trajeto da Linha 18-Bronze. A alegação era de que o projeto do Metrô era muito caro – cerca de R$ 6 bilhões ante aos R$ 600 milhões orçados para a efetivação do BRT.

Assim como o Metrô, o Palácio dos Bandeirantes sequer apresentou projeto para a implementação do BRT na região. Na tentativa de amenizar críticas, Doria desengavetou a Linha 20-Rosa do Metrô, que também tem previsão de ligar o Grande ABC à Capital, mas que havia sido descartada pela estatal paulista na década passada. Em julho, o Estado abriu licitação para a contratação do projeto funcional da Linha Rosa.

“A gente protocolou ofício junto ao Palácio dos Bandeirantes, em nome da população do Grande ABC, exigindo, por meio do secretário de Transportes (Metropolitanos, José Paulo Galli, que ocupa o lugar do titular Alexandre Baldy, que está licenciado), que o Estado receba as autoridades locais e que ele realize uma promessa de campanha. João Doria fez isso, durante em campanha, e seis meses depois o governador cancelou o projeto”, afirmou o integrante do MBL de Santo André e candidato a vereador Márcio Colombo (PSDB). 

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