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A luta pela liberdade feminina


Do Diário do Grande ABC

28/09/2020 | 17:16


A luta pela liberdade feminina teve início no século passado, quando foi aprovada a igualdade salarial das mulheres – à época, a força de trabalho na indústria têxtil era a feminina. A batalha das mulheres nunca parou. De lá para cá sempre reivindicaram seus direitos, como a equiparação salarial e o combate à violência contra a mulher.

O ano de 1968 foi o período mais marcante da história da luta feminina, quando aconteceu na América, e principalmente na França, o movimento conhecido como a queima dos sutiãs, que na verdade não foram apenas sutiãs, mas roupas, acessórios e até sapatos, contra a exploração social da mulher.

Há mais de 100 anos a mulher luta e clama por seus direitos. A discriminação e os abusos, cada vez maiores, continuam, só que atualmente de uma forma muito mais abusiva. São mulheres expostas ao preconceito, ao ódio pelo feminino ou simplesmente por terem conquistado seus lugares.

Discriminadas pela roupa que usam, pela liberdade alcançada, pela posição social, pelo cargo ou por serem comandantes das próprias vidas. Não há diferença entre gêneros, há uma falta de respeito com a capacidade que a mulher mostra e prova a cada dia, e que não é aceita pela sociedade machista e patriarcal em que fomos criadas.

Por outro lado, a mulher não deveria concordar com músicas que exaltam de maneira vulgar o feminino. Isso só acabará quando a mulher não mais permitir, não repetir a forma chula com que é retratada.

Não é mais momento de aceitar que um homem diga que abusou de uma mulher ou até mesmo a agrediu pela sua vestimenta; isso não é justificativa, é abuso. Homem nenhum tem a posse de uma mulher.

Apesar dos avanços nas lutas por direitos e espaços, mulheres ainda estão presas ao sentimento de que a aparência está acima do bem e do mal. Se por um lado conseguiram a libertação, por sentirem-se capazes de agregar à vida, por outro ficaram presas a padrões. No entanto, a mulher precisa entender que é como é, não uma peça montada.

Não se diz mais que uma mulher é linda porque é linda de verdade, pois há um padrão de beleza preparado milimetricamente, mas e a cabeça, como fica? O prazer de todos os dias é se transformar em quem você não é? Ou seja, continua presa ao que desejam das mulheres, pois a perfeição estética é mais uma forma de ter o controle da tua vida, de tê-la submissa.

De nada adianta tanta luta se ficarmos presas à perfeição; ela não existe. No final, o que queremos é liberdade de vida, e esta só é total se formos definitivamente quem somos de verdade. Liberte-se.

Maristela Prado é escritora, crítica de biografias de artistas da música e mantém o site asletrasdavida.online 

Saúde não tem preço

Apesar da reabertura do comércio, de empresas e até de praias, as consequências da pandemia de Covid-19 continuam reverberando na vida de todos. Não bastasse o elevado número de casos e de dezenas de mortes diárias, ela também está influenciando na adoção de hábitos nada saudáveis pela população brasileira, que também mata em doses homeopáticas. De acordo com a pesquisa de comportamento feita recentemente pela Fundação Oswaldo Cruz, realizada em parceria com a Unicamp e a UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), o consumo de cigarros e bebidas alcoólicas aumentou substancialmente no Brasil durante a quarentena. Entre 24 de abril e 8 de maio, o estudo ouviu 44.062 brasileiros, de ambos os sexos, de todos os níveis de escolaridade e de todas as faixas etárias a partir de 18 anos. Entre os resultados destaca-se que 12% disseram ser fumantes e 34,3% dos que declararam fumantes passaram a fumar e beber mais em casa. Outros 22,8% aumentaram o consumo em dez cigarros; 6,4% em até cinco; e 5,1% em 20, além de incluir bebidas como cervejas. Entre as mulheres, a elevação foi maior: 29,1% delas fumaram mais de dez cigarros ao dia, contra 17,3% dos homens. De acordo com o INCA (Instituto Nacional do Câncer), o tabaco associado a bebida alcoólica causa diferentes tipos de inflamação e prejudica os mecanismos de defesa do organismo deixando-os propícios a várias doenças. Será que vale a pena continuar com vícios que matam a longo prazo?

Turíbio Liberatto

São Caetano

Postura da Volks

Lemos todos no nosso Diário que a Volkswagen assinou TAC, destinando R$ 40 milhões a iniciativas de direitos humanos e indenizações trabalhistas por ter contribuído, em São Bernardo, com a ditadura militar, que vigorou de 1964 a 1985, período nefasto, de triste recordação. No início do mês, foi também amplamente anunciado que a Volkswagen seria notificada pelo Procon em R$ 10 milhões por suspeita de prática abusiva na venda de veículo PCD (Pessoa com Deficiência), no modelo básico, o Sense, cuja entrega poderia ser estendida até para 210 dias, caso não fosse adquirido um pacote de acessórios. O veículo também teve a redução da garantia para um ano. Nunca tive Volkswagen, até me interessei, para comparar, quis saber o valor das revisões, não tem no site, e o SAC passa respostas evasivas e genéricas, com péssimo atendimento. Nesta conjuntura preocupa o valor a ser cobrado. Triste para uma empresa multinacional, patrimônio do nosso Grande ABC, que sempre colocou produtos de primeira qualidade no mercado.

Evaristo de Carvalho Neto

Santo André

O PT envelheceu

Nesta eleição está se desenhando algo que poucos esperavam ver, principalmente os caciques tão desgastados do Partido dos Trabalhadores. Benedita da Silva, no Rio; Nilmário Miranda, em BH; Marília Arraes (Recife) e, nas demais, virou vice de partidos aliados. O que ocorreu com aquele que já foi o partido político mais amado do Brasil? Não se reconstruiu. Isso demonstra que a militância fracassou ou que seus líderes não fizeram a renovação necessária e tão importante em qualquer segmento. Hoje o Partido dos Trabalhadores é apenas mais uma legenda, assim como é o PSL, que elegeu o presidente Jair Bolsonaro; assim como aconteceu com PSDB (o tucanato está em crise há anos); com o MDB (que já teve a letra P na sigla). Quando não se deixam espaços para novas lideranças, outros grupos ocupam o espaço e se fortalecem. E nós, eleitores, meros participantes neste processo? Continuaremos como torcedores de time de futebol ou seremos juízes para condenar aqueles que não nos representaram no passado?

Gregório José Lourenço Simão

Guarulhos

MEC inútil 

Que sina é essa? Nesta gestão Jair Bolsonaro, entre outras barbaridades que estamos assistindo, o seu Ministério da Educação tem sido uma nulidade! Só indignação! O terceiro dos ministros é o pastor Milton Ribeiro, que também lava as mãos, como se nada poderá fazer para melhorar a qualidade do ensino no País. E na maior cara de pau, disse que esse é um “problema dos Estados e municípios”, e que não foi um “problema criado por nós”. Barbaridade! Assim como esse governo irresponsável fugiu da sua obrigação de se unir a Estados e municípios no enfrentamento à pandemia da Covid-19. E, como se estivesse num botequim com amigos, e não como figura pública que é, disse que o homossexualismo existe em função de famílias desajustadas. Esse é o perfil de um ministro da Educação, bem a gosto de um governo desajustado.

Paulo Panossian

São Carlos (SP)

Campanha municipal

Estamos vendo a movimentação dos candidatos. Como sempre, dizem estar tomando conhecimento dos problemas da cidade. Ora essa, basta perguntar a qualquer eleitor que eles têm as respostas prontas. No caso de São Paulo, superlotação nos transportes, ruas e calçadas esburacadas, sujeira para todos os lados, assaltos a todo tempo. Na educação o quadro é assustador. Cerca de 89% dos alunos das escolas municipais paulistanas não sabem ler nem escrever. Tiveram péssimo desempenho em português e matemática, imaginem depois de um ano sem aulas. Na saúde, o atraso é tal, que o cidadão sequer tem seu prontuário eletrônico, e a pandemia expôs ainda mais as deficiências. A casta de candidatos desanima, por isso o envolvimento do eleitor deve ser cada vez mais maior, a fim de barrar paraquedistas. Gastar sola de sapato visitando periferias em tempo de eleição já não tapeia mais ninguém. 

Izabel Avallone

Capital

As cartas para esta seção devem ser encaminhadas pelos Correios (Rua Catequese, 562, bairro Jardim, Santo André, CEP 09090-900) ou por e-mail (palavradoleitor@dgabc.com.br). Necessário que sejam indicados nome e endereço completos e telefone para contato. Não serão publicadas ofensas pessoais. Os assuntos devem versar sobre temas abordados pelo jornal. O Diário se reserva o direito de publicar somente trechos dos textos.



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A luta pela liberdade feminina

Do Diário do Grande ABC

28/09/2020 | 17:16


A luta pela liberdade feminina teve início no século passado, quando foi aprovada a igualdade salarial das mulheres – à época, a força de trabalho na indústria têxtil era a feminina. A batalha das mulheres nunca parou. De lá para cá sempre reivindicaram seus direitos, como a equiparação salarial e o combate à violência contra a mulher.

O ano de 1968 foi o período mais marcante da história da luta feminina, quando aconteceu na América, e principalmente na França, o movimento conhecido como a queima dos sutiãs, que na verdade não foram apenas sutiãs, mas roupas, acessórios e até sapatos, contra a exploração social da mulher.

Há mais de 100 anos a mulher luta e clama por seus direitos. A discriminação e os abusos, cada vez maiores, continuam, só que atualmente de uma forma muito mais abusiva. São mulheres expostas ao preconceito, ao ódio pelo feminino ou simplesmente por terem conquistado seus lugares.

Discriminadas pela roupa que usam, pela liberdade alcançada, pela posição social, pelo cargo ou por serem comandantes das próprias vidas. Não há diferença entre gêneros, há uma falta de respeito com a capacidade que a mulher mostra e prova a cada dia, e que não é aceita pela sociedade machista e patriarcal em que fomos criadas.

Por outro lado, a mulher não deveria concordar com músicas que exaltam de maneira vulgar o feminino. Isso só acabará quando a mulher não mais permitir, não repetir a forma chula com que é retratada.

Não é mais momento de aceitar que um homem diga que abusou de uma mulher ou até mesmo a agrediu pela sua vestimenta; isso não é justificativa, é abuso. Homem nenhum tem a posse de uma mulher.

Apesar dos avanços nas lutas por direitos e espaços, mulheres ainda estão presas ao sentimento de que a aparência está acima do bem e do mal. Se por um lado conseguiram a libertação, por sentirem-se capazes de agregar à vida, por outro ficaram presas a padrões. No entanto, a mulher precisa entender que é como é, não uma peça montada.

Não se diz mais que uma mulher é linda porque é linda de verdade, pois há um padrão de beleza preparado milimetricamente, mas e a cabeça, como fica? O prazer de todos os dias é se transformar em quem você não é? Ou seja, continua presa ao que desejam das mulheres, pois a perfeição estética é mais uma forma de ter o controle da tua vida, de tê-la submissa.

De nada adianta tanta luta se ficarmos presas à perfeição; ela não existe. No final, o que queremos é liberdade de vida, e esta só é total se formos definitivamente quem somos de verdade. Liberte-se.

Maristela Prado é escritora, crítica de biografias de artistas da música e mantém o site asletrasdavida.online 

Saúde não tem preço

Apesar da reabertura do comércio, de empresas e até de praias, as consequências da pandemia de Covid-19 continuam reverberando na vida de todos. Não bastasse o elevado número de casos e de dezenas de mortes diárias, ela também está influenciando na adoção de hábitos nada saudáveis pela população brasileira, que também mata em doses homeopáticas. De acordo com a pesquisa de comportamento feita recentemente pela Fundação Oswaldo Cruz, realizada em parceria com a Unicamp e a UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), o consumo de cigarros e bebidas alcoólicas aumentou substancialmente no Brasil durante a quarentena. Entre 24 de abril e 8 de maio, o estudo ouviu 44.062 brasileiros, de ambos os sexos, de todos os níveis de escolaridade e de todas as faixas etárias a partir de 18 anos. Entre os resultados destaca-se que 12% disseram ser fumantes e 34,3% dos que declararam fumantes passaram a fumar e beber mais em casa. Outros 22,8% aumentaram o consumo em dez cigarros; 6,4% em até cinco; e 5,1% em 20, além de incluir bebidas como cervejas. Entre as mulheres, a elevação foi maior: 29,1% delas fumaram mais de dez cigarros ao dia, contra 17,3% dos homens. De acordo com o INCA (Instituto Nacional do Câncer), o tabaco associado a bebida alcoólica causa diferentes tipos de inflamação e prejudica os mecanismos de defesa do organismo deixando-os propícios a várias doenças. Será que vale a pena continuar com vícios que matam a longo prazo?

Turíbio Liberatto

São Caetano

Postura da Volks

Lemos todos no nosso Diário que a Volkswagen assinou TAC, destinando R$ 40 milhões a iniciativas de direitos humanos e indenizações trabalhistas por ter contribuído, em São Bernardo, com a ditadura militar, que vigorou de 1964 a 1985, período nefasto, de triste recordação. No início do mês, foi também amplamente anunciado que a Volkswagen seria notificada pelo Procon em R$ 10 milhões por suspeita de prática abusiva na venda de veículo PCD (Pessoa com Deficiência), no modelo básico, o Sense, cuja entrega poderia ser estendida até para 210 dias, caso não fosse adquirido um pacote de acessórios. O veículo também teve a redução da garantia para um ano. Nunca tive Volkswagen, até me interessei, para comparar, quis saber o valor das revisões, não tem no site, e o SAC passa respostas evasivas e genéricas, com péssimo atendimento. Nesta conjuntura preocupa o valor a ser cobrado. Triste para uma empresa multinacional, patrimônio do nosso Grande ABC, que sempre colocou produtos de primeira qualidade no mercado.

Evaristo de Carvalho Neto

Santo André

O PT envelheceu

Nesta eleição está se desenhando algo que poucos esperavam ver, principalmente os caciques tão desgastados do Partido dos Trabalhadores. Benedita da Silva, no Rio; Nilmário Miranda, em BH; Marília Arraes (Recife) e, nas demais, virou vice de partidos aliados. O que ocorreu com aquele que já foi o partido político mais amado do Brasil? Não se reconstruiu. Isso demonstra que a militância fracassou ou que seus líderes não fizeram a renovação necessária e tão importante em qualquer segmento. Hoje o Partido dos Trabalhadores é apenas mais uma legenda, assim como é o PSL, que elegeu o presidente Jair Bolsonaro; assim como aconteceu com PSDB (o tucanato está em crise há anos); com o MDB (que já teve a letra P na sigla). Quando não se deixam espaços para novas lideranças, outros grupos ocupam o espaço e se fortalecem. E nós, eleitores, meros participantes neste processo? Continuaremos como torcedores de time de futebol ou seremos juízes para condenar aqueles que não nos representaram no passado?

Gregório José Lourenço Simão

Guarulhos

MEC inútil 

Que sina é essa? Nesta gestão Jair Bolsonaro, entre outras barbaridades que estamos assistindo, o seu Ministério da Educação tem sido uma nulidade! Só indignação! O terceiro dos ministros é o pastor Milton Ribeiro, que também lava as mãos, como se nada poderá fazer para melhorar a qualidade do ensino no País. E na maior cara de pau, disse que esse é um “problema dos Estados e municípios”, e que não foi um “problema criado por nós”. Barbaridade! Assim como esse governo irresponsável fugiu da sua obrigação de se unir a Estados e municípios no enfrentamento à pandemia da Covid-19. E, como se estivesse num botequim com amigos, e não como figura pública que é, disse que o homossexualismo existe em função de famílias desajustadas. Esse é o perfil de um ministro da Educação, bem a gosto de um governo desajustado.

Paulo Panossian

São Carlos (SP)

Campanha municipal

Estamos vendo a movimentação dos candidatos. Como sempre, dizem estar tomando conhecimento dos problemas da cidade. Ora essa, basta perguntar a qualquer eleitor que eles têm as respostas prontas. No caso de São Paulo, superlotação nos transportes, ruas e calçadas esburacadas, sujeira para todos os lados, assaltos a todo tempo. Na educação o quadro é assustador. Cerca de 89% dos alunos das escolas municipais paulistanas não sabem ler nem escrever. Tiveram péssimo desempenho em português e matemática, imaginem depois de um ano sem aulas. Na saúde, o atraso é tal, que o cidadão sequer tem seu prontuário eletrônico, e a pandemia expôs ainda mais as deficiências. A casta de candidatos desanima, por isso o envolvimento do eleitor deve ser cada vez mais maior, a fim de barrar paraquedistas. Gastar sola de sapato visitando periferias em tempo de eleição já não tapeia mais ninguém. 

Izabel Avallone

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