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Confiança da indústria sobe a 106,7 pontos em setembro, revela FGV

Arquivo/Agência Brasil Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


28/09/2020 | 08:45


O Índice de Confiança da Indústria (ICI) atingiu 106,7 pontos em setembro, no seu maior nível desde janeiro de 2013 (106,7), segundo informou nesta segunda-feira a Fundação Getulio Vargas (FGV). O resultado situou o indicador 8,0 pontos acima do patamar de agosto, de 98,7 pontos.

A média da confiança do setor no terceiro trimestre atingiu os 98,4 pontos, 32,7 acima da média do período de abril a junho, de 65,7 pontos. Em setembro, 18 dos 19 segmentos industriais pesquisados registraram aumento na confiança.

O Índice de Situação Atual (ISA) subiu 9,5 pontos, para 107,3, o maior nível desde janeiro de 2013 (107,6). O indicador que mede o grau de satisfação com o nível da demanda subiu 10,5 pontos, para 106,2, maior influência sobre o indicador.

A proporção das empresas que avaliam a demanda como forte subiu de 19,0% em agosto para 20,6% em setembro e a razão das que a enxergam como fraca caiu de 30,4% para 18,8%. Também houve melhora nos indicadores de estoques e situação atual dos negócios, com altas de 9,1 e 7,9 pontos, para 108,1 e 107,0, respectivamente.

O Índice de Expectativas (IE) também ganhou tração e cresceu 6,3 pontos, para 105,9, no maior nível desde abril de 2013 (107,2). O indicador de otimismo dos empresários com o ambiente de negócios nos próximos seis meses cresceu de 88,8 pontos para 96,5 pontos, ainda abaixo do nível pré-pandemia.

A proporção de empresas que esperam melhora no ambiente de negócios avançou de 33,0% para 39,9%, enquanto a parcela das que projetam piora caiu de 22,5% para 13,6%. Os indicadores de produção prevista e emprego previsto também subiram, com altas de 3,3 e 7,5 pontos, para 111,1 e 109,8, respectivamente.

"Na opinião dos empresários, a demanda está satisfatória, o nível de estoques está confortável e haveria expectativa de aumento de produção e do quadro de pessoal no curtíssimo prazo", diz a economista Renata de Mello Franco, da FGV, em nota. De acordo com a analista, o resultado sugere que a indústria tem espaço para crescer no quarto trimestre.

Mesmo assim, avalia Renata, há sinais de cautela quanto à velocidade da atividade. "O nível mais baixo do indicador que mede o otimismo com a evolução do ambiente dos negócios nos seis meses seguintes evidencia a preocupação do setor com o ambiente de negócios a partir de 2021, uma cautela possivelmente motivada pela incerteza com relação aos rumos da economia após a retirada dos programas emergenciais do governo", afirma.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) subiu 2,9 pontos porcentuais, de 75,3% para 78,2%, maior nível desde março de 2015 (78,4%). Com o resultado, a média do terceiro trimestre foi de 75,3%, 13,9 pontos porcentuais acima da média dos três meses anteriores (61,4%).



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Confiança da indústria sobe a 106,7 pontos em setembro, revela FGV


28/09/2020 | 08:45


O Índice de Confiança da Indústria (ICI) atingiu 106,7 pontos em setembro, no seu maior nível desde janeiro de 2013 (106,7), segundo informou nesta segunda-feira a Fundação Getulio Vargas (FGV). O resultado situou o indicador 8,0 pontos acima do patamar de agosto, de 98,7 pontos.

A média da confiança do setor no terceiro trimestre atingiu os 98,4 pontos, 32,7 acima da média do período de abril a junho, de 65,7 pontos. Em setembro, 18 dos 19 segmentos industriais pesquisados registraram aumento na confiança.

O Índice de Situação Atual (ISA) subiu 9,5 pontos, para 107,3, o maior nível desde janeiro de 2013 (107,6). O indicador que mede o grau de satisfação com o nível da demanda subiu 10,5 pontos, para 106,2, maior influência sobre o indicador.

A proporção das empresas que avaliam a demanda como forte subiu de 19,0% em agosto para 20,6% em setembro e a razão das que a enxergam como fraca caiu de 30,4% para 18,8%. Também houve melhora nos indicadores de estoques e situação atual dos negócios, com altas de 9,1 e 7,9 pontos, para 108,1 e 107,0, respectivamente.

O Índice de Expectativas (IE) também ganhou tração e cresceu 6,3 pontos, para 105,9, no maior nível desde abril de 2013 (107,2). O indicador de otimismo dos empresários com o ambiente de negócios nos próximos seis meses cresceu de 88,8 pontos para 96,5 pontos, ainda abaixo do nível pré-pandemia.

A proporção de empresas que esperam melhora no ambiente de negócios avançou de 33,0% para 39,9%, enquanto a parcela das que projetam piora caiu de 22,5% para 13,6%. Os indicadores de produção prevista e emprego previsto também subiram, com altas de 3,3 e 7,5 pontos, para 111,1 e 109,8, respectivamente.

"Na opinião dos empresários, a demanda está satisfatória, o nível de estoques está confortável e haveria expectativa de aumento de produção e do quadro de pessoal no curtíssimo prazo", diz a economista Renata de Mello Franco, da FGV, em nota. De acordo com a analista, o resultado sugere que a indústria tem espaço para crescer no quarto trimestre.

Mesmo assim, avalia Renata, há sinais de cautela quanto à velocidade da atividade. "O nível mais baixo do indicador que mede o otimismo com a evolução do ambiente dos negócios nos seis meses seguintes evidencia a preocupação do setor com o ambiente de negócios a partir de 2021, uma cautela possivelmente motivada pela incerteza com relação aos rumos da economia após a retirada dos programas emergenciais do governo", afirma.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) subiu 2,9 pontos porcentuais, de 75,3% para 78,2%, maior nível desde março de 2015 (78,4%). Com o resultado, a média do terceiro trimestre foi de 75,3%, 13,9 pontos porcentuais acima da média dos três meses anteriores (61,4%).

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