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Voluntários ao desemprego


Do Diário do Grande ABC

25/09/2020 | 12:06


A abertura de programas que oferecem benefícios a profissionais que se voluntariam à demissão não é novidade no universo das montadoras de veículos. É expediente usado por quase todas elas em momentos de queda de produção, quando precisam readequar seus quadros de funcionários à realidade do mercado. O que impressiona neste momento é que das cinco marcas que possuem unidades fabris no Grande ABC, quatro delas recorreram a esse método de enxugamento da folha.

Se todos os PDVs (Programas de Demissões Voluntárias) atingirem a marca desejada pelas companhias, a região terá um expressivo número de pessoas que, por livre e espontânea vontade, decidiu deixar o emprego. Na Mercedes-Benz são 400 postos que deverão estar livres até o fim do ano. A Volkswagen, que não informa o contingente esperado, tem 1.900 trabalhadores a mais. A General Motors, que considerou baixa a corcordância de 270 operários, reabriu o processo. Até porque possui 700 pessoas recebendo em casa, em sistema que recebe o simpático nome de lay-off. Sem contar a Toyota, que espera eliminar 300 vagas administrativas, mas aí em toda as fábricas do País.

A grosso modo, quando se observam os valores oferecidos aos trabalhadores, a impressão é que o aceite se constitui em enorme vantagem. Na Volks, por exemplo, o pacotão maior se aproxima dos R$ 400 mil. Na GM, até carros novos são incluídos na lista de benesses. Mas será que realmente vale a pena aceitar a proposta da empresa?

O País e o mundo ainda tentam se reeguer da crise gerada pela pandemia. Os impactos na economia foram fortes e sentidos por quase todos os setores. E é sempre bom ressaltar que a doença ainda não passou. Tem muita gente morrendo e a vacina, que é a principal esperança de dias melhores, deve estar disponível a todos somente no próximo ano.

Portanto, antes de colocar a assinatura no papel, convém ao trabalhador avaliar bem a situação. Talvez esse não seja o momento de arriscar. 



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Voluntários ao desemprego

Do Diário do Grande ABC

25/09/2020 | 12:06


A abertura de programas que oferecem benefícios a profissionais que se voluntariam à demissão não é novidade no universo das montadoras de veículos. É expediente usado por quase todas elas em momentos de queda de produção, quando precisam readequar seus quadros de funcionários à realidade do mercado. O que impressiona neste momento é que das cinco marcas que possuem unidades fabris no Grande ABC, quatro delas recorreram a esse método de enxugamento da folha.

Se todos os PDVs (Programas de Demissões Voluntárias) atingirem a marca desejada pelas companhias, a região terá um expressivo número de pessoas que, por livre e espontânea vontade, decidiu deixar o emprego. Na Mercedes-Benz são 400 postos que deverão estar livres até o fim do ano. A Volkswagen, que não informa o contingente esperado, tem 1.900 trabalhadores a mais. A General Motors, que considerou baixa a corcordância de 270 operários, reabriu o processo. Até porque possui 700 pessoas recebendo em casa, em sistema que recebe o simpático nome de lay-off. Sem contar a Toyota, que espera eliminar 300 vagas administrativas, mas aí em toda as fábricas do País.

A grosso modo, quando se observam os valores oferecidos aos trabalhadores, a impressão é que o aceite se constitui em enorme vantagem. Na Volks, por exemplo, o pacotão maior se aproxima dos R$ 400 mil. Na GM, até carros novos são incluídos na lista de benesses. Mas será que realmente vale a pena aceitar a proposta da empresa?

O País e o mundo ainda tentam se reeguer da crise gerada pela pandemia. Os impactos na economia foram fortes e sentidos por quase todos os setores. E é sempre bom ressaltar que a doença ainda não passou. Tem muita gente morrendo e a vacina, que é a principal esperança de dias melhores, deve estar disponível a todos somente no próximo ano.

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