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Governo de São Paulo contraria CBF e veta presença de torcida em jogos de futebol

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


23/09/2020 | 14:10


O governo de São Paulo anunciou nesta quarta-feira que não vai permitir a presença de torcida em jogos de futebol, seja pelo Campeonato Brasileiro da Série A ou no jogo do dia 9 de outubro entre Brasil e Bolívia, na Neo Química Arena, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2022. Em entrevista coletiva com a presença do governador João Doria e demais autoridades da área de saúde pública, ficou confirmado que apesar da demanda da CBF para voltar a vender ingressos e ter público, nada deve mudar por causa do alto risco de contaminação da covid-19.

Segundo o coordenador do Centro de Contingência de Combate ao Coronavírus, José Osmar Medina, foi realizada uma reunião na última terça-feira para debater a proposta da CBF de reabrir os estádios com público. Entre os presentes ao encontro, foi unânime a decisão de manter a restrição como forma de prevenção ao novo coronavírus. "Não se recomenda a retomada de público em eventos associados a grandes aglomerações, como nas partidas de futebol. É uma decisão técnica", explicou Medina.

No entender do governo estadual, ainda não há segurança suficiente para permitir a presença de público. "Nesse tipo de evento tem fluxo de pessoas de diferentes regiões demográficas e muitas atividades paralelas ao redor do estádio. Vamos manter as diretrizes que discutimos com a Federação Paulista de Futebol (FPF), CBF e seguir com as partidas sem público", comentou Medina, que usou a realização de partidas sem público na Europa como um modelo de cuidado a ser seguido.

Doria afirmou que o Estado não pode ter pressa para liberar a realização de eventos. "Aqui em São Paulo não há pressão política, econômica, partidária, assim como não há do esporte", disse. "A missão do governo de São Paulo é preservar a vida de todos: jogadores, técnicos e jogadores", comentou o governador.

Pela proposta da CBF, os principais times da capital paulista mobilizariam entre 15 mil a 20 mil torcedores por partida, o que dificultaria o controle de aglomerações e o distanciamento social em ruas, estabelecimentos comerciais e espaços de alimentação em barracas de vendedores ambulantes no entorno dos estádios.

Apesar do veto à presença de público nas Eliminatórias, a CBF trabalha para em breve conseguir uma liberação para realizar partidas do Brasileirão com até 30% da capacidade dos estádios. A entidade recebeu o aval do Ministério da Saúde sobre o tema e vai se reunir com os clubes para planejar mais detalhes.



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Governo de São Paulo contraria CBF e veta presença de torcida em jogos de futebol


23/09/2020 | 14:10


O governo de São Paulo anunciou nesta quarta-feira que não vai permitir a presença de torcida em jogos de futebol, seja pelo Campeonato Brasileiro da Série A ou no jogo do dia 9 de outubro entre Brasil e Bolívia, na Neo Química Arena, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2022. Em entrevista coletiva com a presença do governador João Doria e demais autoridades da área de saúde pública, ficou confirmado que apesar da demanda da CBF para voltar a vender ingressos e ter público, nada deve mudar por causa do alto risco de contaminação da covid-19.

Segundo o coordenador do Centro de Contingência de Combate ao Coronavírus, José Osmar Medina, foi realizada uma reunião na última terça-feira para debater a proposta da CBF de reabrir os estádios com público. Entre os presentes ao encontro, foi unânime a decisão de manter a restrição como forma de prevenção ao novo coronavírus. "Não se recomenda a retomada de público em eventos associados a grandes aglomerações, como nas partidas de futebol. É uma decisão técnica", explicou Medina.

No entender do governo estadual, ainda não há segurança suficiente para permitir a presença de público. "Nesse tipo de evento tem fluxo de pessoas de diferentes regiões demográficas e muitas atividades paralelas ao redor do estádio. Vamos manter as diretrizes que discutimos com a Federação Paulista de Futebol (FPF), CBF e seguir com as partidas sem público", comentou Medina, que usou a realização de partidas sem público na Europa como um modelo de cuidado a ser seguido.

Doria afirmou que o Estado não pode ter pressa para liberar a realização de eventos. "Aqui em São Paulo não há pressão política, econômica, partidária, assim como não há do esporte", disse. "A missão do governo de São Paulo é preservar a vida de todos: jogadores, técnicos e jogadores", comentou o governador.

Pela proposta da CBF, os principais times da capital paulista mobilizariam entre 15 mil a 20 mil torcedores por partida, o que dificultaria o controle de aglomerações e o distanciamento social em ruas, estabelecimentos comerciais e espaços de alimentação em barracas de vendedores ambulantes no entorno dos estádios.

Apesar do veto à presença de público nas Eliminatórias, a CBF trabalha para em breve conseguir uma liberação para realizar partidas do Brasileirão com até 30% da capacidade dos estádios. A entidade recebeu o aval do Ministério da Saúde sobre o tema e vai se reunir com os clubes para planejar mais detalhes.

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