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Autorizado a jogar após positivo para covid-19, tenista francês perde em Hamburgo



23/09/2020 | 10:30


O tenista francês Benoit Paire entrou em quadra nesta quarta-feira para enfrentar o norueguês Casper Ruud pela primeira rodada do ATP 500 de Hamburgo, disputado no saibro. Depois de perder o primeiro set por 6/4 e de ceder o serviço no início da segunda parcial, resolveu desistir do duelo e, pouco tempo depois, revelou que testou positivo para a covid-19 por duas vezes antes do torneio na Alemanha.

"O único teste negativo foi o de ontem (terça-feira), mas tive dois consecutivos que deram positivo. A regra aqui é diferente e agradeço ao médico e à organização, que me deixaram jogar", começou dizendo Paire, que aproveitou ainda para deixar um recado à ATP, que "tem de explicar as regras". "Em Paris, alguns dão negativo, mas não podem jogar porque o treinador deu positivo. Aqui na Alemanha, você testa positivo e pode jogar", acrescentou.

Os protocolos sanitários em relação ao novo coronavírus têm variado de torneio para torneio e isso tem deixado os tenistas confusos. "Claro que há algumas regras que não entendi muito bem. Fiquei 10 dias isolado no quarto do hotel durante o US Open (em Nova York) e aqui também. Podia treinar por uma hora e depois voltava ao quarto. É impossível fazer isso por muito tempo. Estava cansado e por isso tive que parar", acrescentou o tenista de 31 anos para explicar a sua desistência contra Ruud.

Paire contou que o positivo nos testes realizados na Alemanha era uma possibilidade que já havia sido levantada por seus médicos na França, pois como foi infectado às vésperas do US Open, não podendo competir no Grand Slam, ele ainda pode ter resquícios do vírus em seu corpo mesmo estando curado. Foi justamente isso que alegou o técnico do bósnio Damir Dzumhur ao disparar contra a organização de Roland Garros, que começará neste domingo.

"Não entendo bem, tudo que sei é que depois do US Open eu testei negativo na França, negativo em Roma e então positivo aqui em Hamburgo. Isso é tudo que sei. Um médico na França me explicou que havia 50% de possibilidade de dar positivo aqui porque ainda tenho um resto de vírus", observou o francês, que agora tenta se acertar para poder jogar na próxima semana.

"Já estou em contato com Roland Garros porque tenho que explicar a situação. As regras são diferentes aqui na Alemanha e acho que o torneio lida melhor com essa situação, mas na França é diferente. Se você tiver um positivo estará fora do torneio", finalizou Paire, que corre risco de não disputar o Grand Slam parisiense.

Na França, onde já está sendo disputado o qualifying de Roland Garros, a organização anunciou a desclassificação de cinco tenistas, dois deles por testarem positivo para a covid-19 e outros três por terem estado em contato direto com os seus treinadores, que testaram positivo. Os tenistas afastados foram o espanhol Bernabé Zapata Miralles, o americano Ernesto Escobedo, o usbeque Denis Istomin, o sérvio Pedja Krstin e o bósnio Damir Dzumhur.

No caso de Zapata Miralles, um dos jogadores que foi desclassificado devido ao contato direto com o treinador, tratou-se de um falso positivo do técnico do espanhol. Os dois regressaram a Valência, onde foram submetidos a um novo teste e no qual obtiveram o resultado negativo.



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Autorizado a jogar após positivo para covid-19, tenista francês perde em Hamburgo


23/09/2020 | 10:30


O tenista francês Benoit Paire entrou em quadra nesta quarta-feira para enfrentar o norueguês Casper Ruud pela primeira rodada do ATP 500 de Hamburgo, disputado no saibro. Depois de perder o primeiro set por 6/4 e de ceder o serviço no início da segunda parcial, resolveu desistir do duelo e, pouco tempo depois, revelou que testou positivo para a covid-19 por duas vezes antes do torneio na Alemanha.

"O único teste negativo foi o de ontem (terça-feira), mas tive dois consecutivos que deram positivo. A regra aqui é diferente e agradeço ao médico e à organização, que me deixaram jogar", começou dizendo Paire, que aproveitou ainda para deixar um recado à ATP, que "tem de explicar as regras". "Em Paris, alguns dão negativo, mas não podem jogar porque o treinador deu positivo. Aqui na Alemanha, você testa positivo e pode jogar", acrescentou.

Os protocolos sanitários em relação ao novo coronavírus têm variado de torneio para torneio e isso tem deixado os tenistas confusos. "Claro que há algumas regras que não entendi muito bem. Fiquei 10 dias isolado no quarto do hotel durante o US Open (em Nova York) e aqui também. Podia treinar por uma hora e depois voltava ao quarto. É impossível fazer isso por muito tempo. Estava cansado e por isso tive que parar", acrescentou o tenista de 31 anos para explicar a sua desistência contra Ruud.

Paire contou que o positivo nos testes realizados na Alemanha era uma possibilidade que já havia sido levantada por seus médicos na França, pois como foi infectado às vésperas do US Open, não podendo competir no Grand Slam, ele ainda pode ter resquícios do vírus em seu corpo mesmo estando curado. Foi justamente isso que alegou o técnico do bósnio Damir Dzumhur ao disparar contra a organização de Roland Garros, que começará neste domingo.

"Não entendo bem, tudo que sei é que depois do US Open eu testei negativo na França, negativo em Roma e então positivo aqui em Hamburgo. Isso é tudo que sei. Um médico na França me explicou que havia 50% de possibilidade de dar positivo aqui porque ainda tenho um resto de vírus", observou o francês, que agora tenta se acertar para poder jogar na próxima semana.

"Já estou em contato com Roland Garros porque tenho que explicar a situação. As regras são diferentes aqui na Alemanha e acho que o torneio lida melhor com essa situação, mas na França é diferente. Se você tiver um positivo estará fora do torneio", finalizou Paire, que corre risco de não disputar o Grand Slam parisiense.

Na França, onde já está sendo disputado o qualifying de Roland Garros, a organização anunciou a desclassificação de cinco tenistas, dois deles por testarem positivo para a covid-19 e outros três por terem estado em contato direto com os seus treinadores, que testaram positivo. Os tenistas afastados foram o espanhol Bernabé Zapata Miralles, o americano Ernesto Escobedo, o usbeque Denis Istomin, o sérvio Pedja Krstin e o bósnio Damir Dzumhur.

No caso de Zapata Miralles, um dos jogadores que foi desclassificado devido ao contato direto com o treinador, tratou-se de um falso positivo do técnico do espanhol. Os dois regressaram a Valência, onde foram submetidos a um novo teste e no qual obtiveram o resultado negativo.

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