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Com apenas 6 equipes, sem público e turno único, vôlei feminino é retomado em SP



23/09/2020 | 08:29


O Campeonato Paulista de vôlei feminino começa nesta quarta-feira. O primeiro jogo da competição será entre Osasco São Cristóvão Saúde e São Caetano, às 20 horas, no ginásio José Liberatti, em Osasco (SP). Devido à pandemia do novo coronavírus, não será permitida a entrada de torcedores no local.

Sem disputar uma partida oficial desde março, Osasco teve apenas um mês para preparar as suas jogadoras. Forte candidata ao título, a equipe retorna às quadras sabendo que terá de lidar com a falta de ritmo de jogo, mas vê o adversário na mesma situação. "Não estamos 100% porque voltamos faz pouco tempo. O Osasco tinha um planejamento para o time retornar com calma e seguindo todos os protocolos, mas as coisas foram atropeladas por causa do Paulista", contou a levantadora Roberta Ratzake em entrevista ao Estadão.

"Apesar de todos os imprevistos, o clube conseguiu respeitar a volta de cada jogadora. Já conseguimos evoluir, mas a questão de jogo terá de ser durante o campeonato. Vamos sofrer, mas isso não vai acontecer apenas com a gente. Todos os outros times vão passar por isso", explicou Roberta, que também avalia o retorno como um ótimo teste para o time.

Com a renovação da base, a ponteira Jaque, a central Bia e a líbero Camila Brait, além do retorno da oposto Tandara, Renata acredita que a equipe do Osasco vai apresentar mudanças em relação à temporada passada. "Vejo um time diferente e acredito que manter uma base é algo valioso. Elas são jogadoras mais experientes e a Tandara chega pronta para agregar. Temos tudo para dar certo e estamos trabalhando muito para isso. Queremos um time diferente do ano passado".

O técnico Luizomar de Moura também concorda com a jogadora. "Formamos uma equipe bastante equilibrada e coerente, com atletas talentosas, experientes e que estão adaptadas com nosso método de trabalho, agregando a força de Tandara e o potencial de jovens jogadoras que chegam com muita disposição de crescer e sentir o que é vestir a camisa de Osasco", afirmou.

A diferença não estará apenas em quadra. As jogadoras também precisam lidar com a falta de apoio nas arquibancadas. Segundo a levantadora, "a torcida apaixonada vai fazer muita falta". "Não estamos acostumadas a jogar em um ginásio vazio e sabemos que em grandes momentos do jogo é a torcida que coloca a gente pra cima. Não poder contar com eles é difícil, mas não temos o que falar. Eles estão sempre nos apoiando", disse. Como prova da paixão, os fãs do Osasco fizeram questão de colocar frases e bandeiras no ginásio da equipe.

DISPUTA - O Campeonato Paulista vai contar com seis equipes na briga pelo título: São Paulo F.C. Barueri, Rena Country Club Valinhos, Osasco São Cristóvão Saúde, São Caetano, Sesi Vôlei Bauru e Pinheiros. A disputa será em turno único e todos os times vão se enfrentar na primeira fase. Os quatro melhores se classificam para a semifinal, que será disputada em dois jogos. A grande decisão será no mesmo sistema.



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Com apenas 6 equipes, sem público e turno único, vôlei feminino é retomado em SP


23/09/2020 | 08:29


O Campeonato Paulista de vôlei feminino começa nesta quarta-feira. O primeiro jogo da competição será entre Osasco São Cristóvão Saúde e São Caetano, às 20 horas, no ginásio José Liberatti, em Osasco (SP). Devido à pandemia do novo coronavírus, não será permitida a entrada de torcedores no local.

Sem disputar uma partida oficial desde março, Osasco teve apenas um mês para preparar as suas jogadoras. Forte candidata ao título, a equipe retorna às quadras sabendo que terá de lidar com a falta de ritmo de jogo, mas vê o adversário na mesma situação. "Não estamos 100% porque voltamos faz pouco tempo. O Osasco tinha um planejamento para o time retornar com calma e seguindo todos os protocolos, mas as coisas foram atropeladas por causa do Paulista", contou a levantadora Roberta Ratzake em entrevista ao Estadão.

"Apesar de todos os imprevistos, o clube conseguiu respeitar a volta de cada jogadora. Já conseguimos evoluir, mas a questão de jogo terá de ser durante o campeonato. Vamos sofrer, mas isso não vai acontecer apenas com a gente. Todos os outros times vão passar por isso", explicou Roberta, que também avalia o retorno como um ótimo teste para o time.

Com a renovação da base, a ponteira Jaque, a central Bia e a líbero Camila Brait, além do retorno da oposto Tandara, Renata acredita que a equipe do Osasco vai apresentar mudanças em relação à temporada passada. "Vejo um time diferente e acredito que manter uma base é algo valioso. Elas são jogadoras mais experientes e a Tandara chega pronta para agregar. Temos tudo para dar certo e estamos trabalhando muito para isso. Queremos um time diferente do ano passado".

O técnico Luizomar de Moura também concorda com a jogadora. "Formamos uma equipe bastante equilibrada e coerente, com atletas talentosas, experientes e que estão adaptadas com nosso método de trabalho, agregando a força de Tandara e o potencial de jovens jogadoras que chegam com muita disposição de crescer e sentir o que é vestir a camisa de Osasco", afirmou.

A diferença não estará apenas em quadra. As jogadoras também precisam lidar com a falta de apoio nas arquibancadas. Segundo a levantadora, "a torcida apaixonada vai fazer muita falta". "Não estamos acostumadas a jogar em um ginásio vazio e sabemos que em grandes momentos do jogo é a torcida que coloca a gente pra cima. Não poder contar com eles é difícil, mas não temos o que falar. Eles estão sempre nos apoiando", disse. Como prova da paixão, os fãs do Osasco fizeram questão de colocar frases e bandeiras no ginásio da equipe.

DISPUTA - O Campeonato Paulista vai contar com seis equipes na briga pelo título: São Paulo F.C. Barueri, Rena Country Club Valinhos, Osasco São Cristóvão Saúde, São Caetano, Sesi Vôlei Bauru e Pinheiros. A disputa será em turno único e todos os times vão se enfrentar na primeira fase. Os quatro melhores se classificam para a semifinal, que será disputada em dois jogos. A grande decisão será no mesmo sistema.

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