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Empresário acusa
construtora de calote

Empreiteiro diz que foi lesado em R$ 33 mil pela Provence,
responsável por Unidade de Pronto Atendimento no Rudge


Rogério Santos
do Diário do Grande ABC

15/05/2012 | 07:00


A Construtora Provence - cuja antiga razão social era Logic -, com sede em São Paulo e responsável pela construção da UPA (Unidade de Pronto Atendimento 24 horas) no bairro Rudge Ramos, em São Bernardo, é acusada pelo empreiteiro Cosmo Feitosa Felix de não pagar R$ 33 mil referentes à terceirização de serviço realizado por ele. A obra está avaliada em R$ 464,6 mil.

Segundo Cosmo, a construtora encontrava dificuldade para entregar a obra no prazo previsto. Por isso, ele teria sido procurado pela engenheira Alessandra Bichir Invernao e pelo arquiteto Lourenço Maluly, que apresentaram a proposta de contratá-lo para executar parte do trabalho restante.

Cosmo aceitou, mas não assinou contrato. "Ela (Alessandra) me ligou desesperada porque tinha que entregar a obra. Eles queriam 30 homens, mas eu conseguiu 17. Fiz tudo de maneira verbal, com boa-fé", disse.

O empreiteiro alega que pediu R$ 50 mil pelo serviço, mas fechou em R$ 33 mil. "Pedi para fazerem contrato de trabalho, especificando que tipo de serviço seria realizado, mas não fizeram." O denunciante afirma que seus funcionários trabalharam entre os dias 21 de abril e 4 de maio sem receber pagamento. "Tive que pagar café da manhã, almoço e o transporte. Ainda estou devendo ao restaurante que fica perto da obra porque não fui reembolsado", alega Cosmo, ao referir-se à "gota d'água" para retirar os trabalhadores do local após duas semanas.

De acordo com o Portal da Transparência da Prefeitura, a Provence foi contratada por R$ 464.625,52 para realizar a obra. Ainda segundo o site, a construtora já recebeu R$ 8.386.155,35 em 2012 para realizar intervenções em São Bernardo. Trata-se de um dos maiores contratos realizados pela administração Luiz Marinho (PT).

Sem conseguir resolver o caso, Cosmo registrou boletim de ocorrência no 2° DP (Distrito Policial) do Rudge Ramos, relatando a acusação. Ele também contratou advogado que está preparando medidas judiciais cabíveis.

O empreiteiro afirma que a Provence já havia terceirizado a obra para outra empresa, que também deixou o serviço por falta de pagamento.

Explicações - A Prefeitura não quis comentar o assunto. Informou apenas que a previsão de entrega da UPA é 31 de maio. Apesar disso, folheto que circula na cidade com datas de inaugurações que serão realizadas pela gestão petista informa que a UPA do Rudge Ramos seria entregue dia 17.

Procurada, Alessanda informou que a Provence não realiza terceirização desautorizada pelo órgão contratante, alegando que a construtora não conhece Cosmo e considera um absurdo uma relação entre empresas "de boca", sem contrato assinado.

"Gostaria que ele nos apresentasse documentos referentes aos 17 funcionários que alega que trabalharam na obra", rebateu a engenheira.



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Empresário acusa
construtora de calote

Empreiteiro diz que foi lesado em R$ 33 mil pela Provence,
responsável por Unidade de Pronto Atendimento no Rudge

Rogério Santos
do Diário do Grande ABC

15/05/2012 | 07:00


A Construtora Provence - cuja antiga razão social era Logic -, com sede em São Paulo e responsável pela construção da UPA (Unidade de Pronto Atendimento 24 horas) no bairro Rudge Ramos, em São Bernardo, é acusada pelo empreiteiro Cosmo Feitosa Felix de não pagar R$ 33 mil referentes à terceirização de serviço realizado por ele. A obra está avaliada em R$ 464,6 mil.

Segundo Cosmo, a construtora encontrava dificuldade para entregar a obra no prazo previsto. Por isso, ele teria sido procurado pela engenheira Alessandra Bichir Invernao e pelo arquiteto Lourenço Maluly, que apresentaram a proposta de contratá-lo para executar parte do trabalho restante.

Cosmo aceitou, mas não assinou contrato. "Ela (Alessandra) me ligou desesperada porque tinha que entregar a obra. Eles queriam 30 homens, mas eu conseguiu 17. Fiz tudo de maneira verbal, com boa-fé", disse.

O empreiteiro alega que pediu R$ 50 mil pelo serviço, mas fechou em R$ 33 mil. "Pedi para fazerem contrato de trabalho, especificando que tipo de serviço seria realizado, mas não fizeram." O denunciante afirma que seus funcionários trabalharam entre os dias 21 de abril e 4 de maio sem receber pagamento. "Tive que pagar café da manhã, almoço e o transporte. Ainda estou devendo ao restaurante que fica perto da obra porque não fui reembolsado", alega Cosmo, ao referir-se à "gota d'água" para retirar os trabalhadores do local após duas semanas.

De acordo com o Portal da Transparência da Prefeitura, a Provence foi contratada por R$ 464.625,52 para realizar a obra. Ainda segundo o site, a construtora já recebeu R$ 8.386.155,35 em 2012 para realizar intervenções em São Bernardo. Trata-se de um dos maiores contratos realizados pela administração Luiz Marinho (PT).

Sem conseguir resolver o caso, Cosmo registrou boletim de ocorrência no 2° DP (Distrito Policial) do Rudge Ramos, relatando a acusação. Ele também contratou advogado que está preparando medidas judiciais cabíveis.

O empreiteiro afirma que a Provence já havia terceirizado a obra para outra empresa, que também deixou o serviço por falta de pagamento.

Explicações - A Prefeitura não quis comentar o assunto. Informou apenas que a previsão de entrega da UPA é 31 de maio. Apesar disso, folheto que circula na cidade com datas de inaugurações que serão realizadas pela gestão petista informa que a UPA do Rudge Ramos seria entregue dia 17.

Procurada, Alessanda informou que a Provence não realiza terceirização desautorizada pelo órgão contratante, alegando que a construtora não conhece Cosmo e considera um absurdo uma relação entre empresas "de boca", sem contrato assinado.

"Gostaria que ele nos apresentasse documentos referentes aos 17 funcionários que alega que trabalharam na obra", rebateu a engenheira.

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