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Mulheres são maioria dos eleitores, minoria entre prefeituráveis

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Elas representam 53,2% do total de aptos ao voto no Grande ABC, mas só nove delas serão candidatas ao Paço


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

23/09/2020 | 00:10


Problema detectado há diversas eleições no Grande ABC persiste no atual pleito: a região segue com maior número de eleitoras, mas baixo contingente de candidatas às sete prefeituras.

Ontem, o TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo) divulgou dados atualizados sobre o eleitorado paulista e, na região, 53,2% são compostos por votos femininos. Ou seja, dos 2.093.026 eleitores, 1.112.644 são mulheres – 979.333 homens.

A despeito se serem maioria entre quem está apto ao voto, as mulheres seguem subrepresentadas na corrida eleitoral no Grande ABC. Das 57 candidaturas majoritárias colocadas até o momento – o prazo final de inscrição termina no sábado –, somente nove são lideradas por elas.

A lista é composta por Bete Siraque (PT, Santo André), Lourdes de Souza (Psol, São Bernardo), Denise Ventrici (PRTB, Diadema), Rafaela Boani (Psol, Diadema), Amanda Bispo (UP, Mauá), Vanessa Damo (MDB, Mauá), Lair Moura (Avante, Ribeirão Pires), Marisa da Casas Próprias (SD, Ribeirão) e Marilza de Oliveira (PSD, Rio Grande da Serra).

Curiosamente, a cidade da região com maior volume de eleitoras é a única do Grande ABC que não terá uma mulher candidata ao Paço neste ano. Em São Caetano, 78.469 das 142.528 pessoas aptas ao voto são mulheres – 55,1%. O município é considerado conservador e nunca em sua história foi administrado por uma figura feminina.

O menor índice está em Rio Grande da Serra, onde 18.203 dos 35.384 eleitores são mulheres – 51,4%. A despeito desse panorama, o prefeito Gabriel Maranhão (Cidadania) aposta em uma chapa exclusivamente feminina para tentar manter o grupo no poder, porque Marilza terá Helenice Arruda (PL) como vice.

O município com o maior colégio eleitoral da região segue sendo São Bernardo, com 620.181 pessoas aptas ao voto, seguido por Santo André, com 568.760.

Na comparação com quatro anos atrás, a última eleição municipal, o volume de mulheres eleitoras cresceu no Grande ABC. Em 2016, eram 2.064.777 eleitores, sendo 52,9% mulheres (1.091.334).

Também no comparativo de 2016, o número de eleitores praticamente se estabilizou – 2.064.777 para 2.093.026, alta tímida de 1,37% –, mas houve acréscimo considerável no contingente de cidadãos aptos ao voto em São Caetano. Em 2016 eram 128.472 são-caetanenses que poderiam ir às urnas. Agora, 142.528, aumento de 10,94%.
Naquela eleição, foram cinco candidatas às prefeituras: Lucia Dal’Mas (São Caetano), Sara Jane (São Caetano), Rejane Moura (Mauá), Leo Moura (Ribeirão) e Rosana Figueiredo (Ribeirão). Nenhuma delas venceu. O último triunfo feminino na corrida majoritária foi de Maria Inês Soares (PT), em Ribeirão Pires, em 2000.

O cenário proporcional no Grande ABC acompanha o visto no Estado. Dos 33.565.294 eleitores, 52,9% são mulheres (17.752.744). Na Capital, o índice é de 54,1% (4.861.465 mulheres) dos 8.986.687 eleitores. 



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Mulheres são maioria dos eleitores, minoria entre prefeituráveis

Elas representam 53,2% do total de aptos ao voto no Grande ABC, mas só nove delas serão candidatas ao Paço

Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

23/09/2020 | 00:10


Problema detectado há diversas eleições no Grande ABC persiste no atual pleito: a região segue com maior número de eleitoras, mas baixo contingente de candidatas às sete prefeituras.

Ontem, o TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo) divulgou dados atualizados sobre o eleitorado paulista e, na região, 53,2% são compostos por votos femininos. Ou seja, dos 2.093.026 eleitores, 1.112.644 são mulheres – 979.333 homens.

A despeito se serem maioria entre quem está apto ao voto, as mulheres seguem subrepresentadas na corrida eleitoral no Grande ABC. Das 57 candidaturas majoritárias colocadas até o momento – o prazo final de inscrição termina no sábado –, somente nove são lideradas por elas.

A lista é composta por Bete Siraque (PT, Santo André), Lourdes de Souza (Psol, São Bernardo), Denise Ventrici (PRTB, Diadema), Rafaela Boani (Psol, Diadema), Amanda Bispo (UP, Mauá), Vanessa Damo (MDB, Mauá), Lair Moura (Avante, Ribeirão Pires), Marisa da Casas Próprias (SD, Ribeirão) e Marilza de Oliveira (PSD, Rio Grande da Serra).

Curiosamente, a cidade da região com maior volume de eleitoras é a única do Grande ABC que não terá uma mulher candidata ao Paço neste ano. Em São Caetano, 78.469 das 142.528 pessoas aptas ao voto são mulheres – 55,1%. O município é considerado conservador e nunca em sua história foi administrado por uma figura feminina.

O menor índice está em Rio Grande da Serra, onde 18.203 dos 35.384 eleitores são mulheres – 51,4%. A despeito desse panorama, o prefeito Gabriel Maranhão (Cidadania) aposta em uma chapa exclusivamente feminina para tentar manter o grupo no poder, porque Marilza terá Helenice Arruda (PL) como vice.

O município com o maior colégio eleitoral da região segue sendo São Bernardo, com 620.181 pessoas aptas ao voto, seguido por Santo André, com 568.760.

Na comparação com quatro anos atrás, a última eleição municipal, o volume de mulheres eleitoras cresceu no Grande ABC. Em 2016, eram 2.064.777 eleitores, sendo 52,9% mulheres (1.091.334).

Também no comparativo de 2016, o número de eleitores praticamente se estabilizou – 2.064.777 para 2.093.026, alta tímida de 1,37% –, mas houve acréscimo considerável no contingente de cidadãos aptos ao voto em São Caetano. Em 2016 eram 128.472 são-caetanenses que poderiam ir às urnas. Agora, 142.528, aumento de 10,94%.
Naquela eleição, foram cinco candidatas às prefeituras: Lucia Dal’Mas (São Caetano), Sara Jane (São Caetano), Rejane Moura (Mauá), Leo Moura (Ribeirão) e Rosana Figueiredo (Ribeirão). Nenhuma delas venceu. O último triunfo feminino na corrida majoritária foi de Maria Inês Soares (PT), em Ribeirão Pires, em 2000.

O cenário proporcional no Grande ABC acompanha o visto no Estado. Dos 33.565.294 eleitores, 52,9% são mulheres (17.752.744). Na Capital, o índice é de 54,1% (4.861.465 mulheres) dos 8.986.687 eleitores. 

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