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Voltarelli esteve 55 vezes no Semasa em 5 meses

À CPI, ex-funcionário só admite reuniões para tratar de PMDB


Fábio Martins
do Diário do Grande ABC

15/05/2012 | 07:00


O ex-funcionário do Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André) Eugênio Voltarelli Júnior (PMDB) compareceu ao sexto andar da autarquia, onde fica a superintendência, em 55 oportunidades de novembro a março. A informação consta na CPI aberta na Câmara para apurar suposto esquema de propina na liberação de licenças ambientais.

Braço-direito do mandachuva Ângelo Pavin (PMDB), Voltarelli reafirmou ontem, em depoimento à comissão, a frequência constante no espaço. Mas disse que servia para tratar de assuntos relativos aos entraves jurídicos do PMDB de São Caetano.

Salientando ser amigo de Pavin há 20 anos, Voltarelli frisou que era de sua responsabilidade a transição da direção peemedebista da cidade vizinha junto à executiva estadual. "Tivemos problemas sérios com a direção anterior. Confirmo as entradas. Às vezes ficava por mais tempo (no lugar) porque o aguardava (Pavin) sair de reuniões", relatou, ao frisar que o assessora por 15 anos.

As entradas e saídas de carros constam em controle interno enviado pelo Semasa a pedido da CPI. A listagem atesta que Voltarelli ‘batia cartão' no Semasa de duas a três vezes por semana, chegando sempre por volta de 7h e 8h, além de ficar em média três horas por dia. "(As idas) Eram somente para falar de partido", afirmou. "Não operava contratos."

De janeiro de 2009 a fevereiro de 2011, quando funcionário, o peemedebista atuava como assistente técnico da superintendência, cobrando desenrolar de obras. Questionado sobre o contato com uma das empreiteiras vencedoras de licitações em série na cidade, Voltarelli considerou que teve encontros para pedir agilidade na execução de obras. "Foi uma ou duas vezes. Minto. Umas 15 ou 20."

Ao contrário das denúncias do então diretor de Gestão Ambiental Roberto Tokuzumi, ele ressaltou que nunca deu expediente após sua exoneração. Tokuzumi garantiu que Voltarelli tinha forte interlocução no Semasa, mesmo depois da saída. Em uma das passagens, o ex-diretor cita que o peemedebista foi quem o avisou que a partir do empreendimento da Estate Plan, cujo proprietário ratificou a cobrança de ‘pedágio', toda licença ambiental só seria liberada mediante pagamento de ‘taxa' para fazer caixa de campanha. "As acusações contra mim são falsas."

Para o vereador José Montoro Filho, o Montorinho (PT), integrante da CPI, o ex-comissionado faltou com a verdade. "É estranho alegar que iria discutir partido às 7h por tantos dias. Ficou maculado."

 

Feijó não comparece em depoimento

Antônio Feijó (DEM), assessor de Gabinete do prefeito de Santo André, Aidan Ravin (PTB), não compareceu ontem para prestar esclarecimentos à CPI. O democrata enviou ofício alegando que, como a requisição foi feita na sexta-feira, véspera do fim de semana, e seu advogado comunicado em cima da hora, não houve tempo hábil para adequar as agendas.

Feijó, que havia pedido para ser convocado pelos órgãos de investigação o mais rápido possível, é mencionado pelo diretor financeiro do Semasa, Nelson de Freitas, de ser autor da ligação telefônica que determinou, por ordem do chefe do Executivo, a atuação dentro da autarquia do advogado Calixto Antônio Júnior, acusado de ser integrante do eventual sistema de corrupção praticado na superintendência.

Feijó negou, por nota, que tenha feito qualquer ligação ao diretor, como também afirma que nunca recebeu orientação de Aidan para tratar do assunto. O prefeito, inclusive, determinou a abertura de sindicância para apurar o fato, já que no documento citado por Freitas não existe anuência por escrito do superintendente Ângelo Pavin ou do adjunto, Dovilio Ferrari Filho, a respeito da suposta deliberação.

Mesmo com a ausência, à CPI, Feijó reforçou sua disposição em depor. O assessor tinha sido convocado para explicar a situação ontem. Conforme acordado entre os integrantes da comissão, a oitiva do assessor foi remarcada para amanhã, às 11h. Antecedem esse depoimento o do ex-funcionário Ari Sarzedas, às 9h, e Ronaldo Virgílio Pereira, representante da empresa Zenit, às 10h.



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