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Dados atualizados do mercado de trabalho


Mário Custódio
Diretor da área de Executive Search da empresa de recrutamento Robert Half

22/09/2020 | 01:05


Pela natureza do negócio da Robert Half, recrutamento e seleção, sempre estamos em busca de dados que possam nos deixar mais próximos da realidade do mercado de trabalho. Diariamente converso com muitos profissionais empregados e desempregados. Além disso, internamente, fazemos alguns estudos considerando a percepção dessas pessoas. Desde agosto de 2017 temos o ICRH (Índice de Confiança Robert Half), que se propõe a mapear o sentimento dos profissionais qualificados – com 25 anos de idade ou mais e nível superior completo – com relação ao momento atual e futuro. A 13ª edição do ICRH foi divulgada na semana passada e eu selecionei cinco destaques para reflexão:

1 – Os profissionais começam a recuperar a confiança

Todas as categorias de profissionais entrevistados – empregados, desempregados e recrutadores – retornaram para o campo do otimismo com relação ao futuro, ou seja, acima dos 50 pontos. Quando questionadas sobre o momento atual, as pessoas foram mais conservadoras, com nível de confiança em 30,2, porém acima dos 25,2 registrados em maio.

2 – A motivação dos colaboradores tem preocupado os gestores

Cerca de 71% dos gestores entrevistados disseram que tem sido desafiador manter a motivação da equipe nesse período de pandemia. Entendo que a missão não é fácil, principalmente com a equipe trabalhando de maneira distribuída. Mas os líderes podem dar um passo para organizar essa situação procurando entender melhor as necessidades, os descontentamentos e o perfil de cada colaborador da equipe, seja em uma conversa direta ou com o apoio do RH.

3 – A saúde emocional dos profissionais também deve ser considerada

Em torno de 43% dos líderes entrevistados afirmaram que a saúde mental dos colaboradores é a maior preocupação diante do prolongamento da pandemia. Como a qualidade de vida do profissional interfere diretamente na produtividade, é sempre importante que, principalmente em períodos sensíveis como o que estamos vivendo, os gestores e os profissionais de RH da empresa tenham um olhar mais humano sobre os profissionais.

4 – Cresceu a valorização pelo home office

Quase metade (48%) dos profissionais entrevistados disseram que têm valorizado o home office na escolha de uma vaga. Na sondagem de janeiro, esse percentual era de 36%. Porém, recomendo que, antes de implementar esse modelo de trabalho como definitivo, a empresa faça uma avaliação detalhada dos prós e contras para todos os envolvidos.


5 – Desemprego entre profissionais qualificados é sempre menor

Historicamente, o índice de desemprego entre os profissionais qualificados é significativamente inferior em relação à população geral, mesmo diante do desaquecimento do mercado. No segundo trimestre de 2020, por exemplo, enquanto a desocupação na população geral era de 13,3%, o universo de qualificados desempregados era de 5,8%.
 



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Dados atualizados do mercado de trabalho

Mário Custódio
Diretor da área de Executive Search da empresa de recrutamento Robert Half

22/09/2020 | 01:05


Pela natureza do negócio da Robert Half, recrutamento e seleção, sempre estamos em busca de dados que possam nos deixar mais próximos da realidade do mercado de trabalho. Diariamente converso com muitos profissionais empregados e desempregados. Além disso, internamente, fazemos alguns estudos considerando a percepção dessas pessoas. Desde agosto de 2017 temos o ICRH (Índice de Confiança Robert Half), que se propõe a mapear o sentimento dos profissionais qualificados – com 25 anos de idade ou mais e nível superior completo – com relação ao momento atual e futuro. A 13ª edição do ICRH foi divulgada na semana passada e eu selecionei cinco destaques para reflexão:

1 – Os profissionais começam a recuperar a confiança

Todas as categorias de profissionais entrevistados – empregados, desempregados e recrutadores – retornaram para o campo do otimismo com relação ao futuro, ou seja, acima dos 50 pontos. Quando questionadas sobre o momento atual, as pessoas foram mais conservadoras, com nível de confiança em 30,2, porém acima dos 25,2 registrados em maio.

2 – A motivação dos colaboradores tem preocupado os gestores

Cerca de 71% dos gestores entrevistados disseram que tem sido desafiador manter a motivação da equipe nesse período de pandemia. Entendo que a missão não é fácil, principalmente com a equipe trabalhando de maneira distribuída. Mas os líderes podem dar um passo para organizar essa situação procurando entender melhor as necessidades, os descontentamentos e o perfil de cada colaborador da equipe, seja em uma conversa direta ou com o apoio do RH.

3 – A saúde emocional dos profissionais também deve ser considerada

Em torno de 43% dos líderes entrevistados afirmaram que a saúde mental dos colaboradores é a maior preocupação diante do prolongamento da pandemia. Como a qualidade de vida do profissional interfere diretamente na produtividade, é sempre importante que, principalmente em períodos sensíveis como o que estamos vivendo, os gestores e os profissionais de RH da empresa tenham um olhar mais humano sobre os profissionais.

4 – Cresceu a valorização pelo home office

Quase metade (48%) dos profissionais entrevistados disseram que têm valorizado o home office na escolha de uma vaga. Na sondagem de janeiro, esse percentual era de 36%. Porém, recomendo que, antes de implementar esse modelo de trabalho como definitivo, a empresa faça uma avaliação detalhada dos prós e contras para todos os envolvidos.


5 – Desemprego entre profissionais qualificados é sempre menor

Historicamente, o índice de desemprego entre os profissionais qualificados é significativamente inferior em relação à população geral, mesmo diante do desaquecimento do mercado. No segundo trimestre de 2020, por exemplo, enquanto a desocupação na população geral era de 13,3%, o universo de qualificados desempregados era de 5,8%.
 

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