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‘A pandemia pede de nós empatia e solidariedade’

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Ivete de Souza Yavo, gestora do curso de Psicologia da USCS


Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

21/09/2020 | 07:00


Gestora do curso de psicologia da USCS (Universidade Municipal de São Caetano), Ivete de Souza Yavo avalia que a pandemia “pede de nós, enquanto sociedade, mais empatia e solidariedade”. “Mais do que um olhar egoísta das nossas necessidades e desejos”, afirmou. Doutora em psicologia, ela destaca que “somos seres gregários, que as nossas relações nos validam enquanto indivíduos”, e que é preciso não adotar um olhar inquisidor para as pessoas que não conseguem mais ficar em casa, apesar das recomendações pela manutenção do distanciamento físico ainda estarem vigentes.

De que forma a mudança de rotina causada pela pandemia afeta o psicológico das pessoas?

Podemos começar pensando que somos seres feitos para viver em grupo. A socialização faz parte de uma complexa estrutura que compõe a nossa subjetividade. Neste sentido, o contato físico, a presença próxima, reforçam em nós a ideia de pertencimento e reconhecimento enquanto sujeitos. Estar em isolamento físico de maneira imposta e repentina pode nos obrigar a entrar em contato com um estilo de vida jamais pensado pela grande maioria das pessoas. Fomos obrigados a, de uma hora para outra, revermos nossas relações, vínculos e rotinas. Daí, se por um lado nos processos de socialização a presença do outro é extremamente necessária, podemos inferir que na falta desta relação, conflitos existenciais estarão muito mais aflorados. Alías, o isolamento também nos obrigou a ficarmos mais sós, ou seja, termos uma experiência interna muito maior, o que para alguns pode ser uma experiência extremamente rica, mas para outros uma experiência extremamente angustiante, pois no momento atual em que vivemos podemos observar que não somos estimulados a viver este tipo de experiência. Algumas pessoas relatam que redescobriram coisas positivas, habilidades em si mesmas que não conheciam. Porém, por outro lado, muitas pessoas passaram a referir sofrimento, ansiedade, medo excessivo da morte, associados à ideia de finitude da vida.

Que tipo de fobias e/ou doenças psicológicas vêm sendo potencializadas durante a pandemia?

Várias pesquisas têm apontado um aumento nos casos de depressão, transtorno de ansiedade, síndrome do pânico e estresse pós-traumático. Estes poderiam estar associados à pandemia. Entretanto, alguns profissionais também referem que muitas pessoas interromperam tratamentos psiquiátricos, gerando um grande impacto neste aumento de casos.

Por que as pessoas, mesmo sabendo do risco, se expõem a sair na rua, visitar parentes?

Como já disse, somos seres gregários, seres que por natureza tendemos a viver em comunidade, a nos relacionarmos com outras pessoas. São essas relações que nos constituem como sujeito. Começo fazendo essa reflexão para que a gente não tenha um olhar inquisidor para as pessoas que têm essa vontade, essa necessidade de sair. O que estar na rua significa? O que sair de casa significa? Isso também é importante de a gente pensar. Estamos inseridos em uma sociedade que supervaloriza a exposição. A exposição física, a exposição dos bens, a gente tem que se mostrar nas redes sociais. Uma sociedade que valoriza o consumo e que, além disso, também supervaloriza a nossa capacidade de controle do tempo e das nossas ações. E que momento estamos vivendo? Um momento onde, contra nossa vontade, somos obrigados a refazer ou redimensionar todos esses paradigmas. Me dar conta que de que não controlo o tempo, me dar conta de que na verdade não basta consumir, mostrar, para tentar superar minhas dificuldades e minhas dores e estou tendo que ficar em casa. E para algumas pessoas isso tem sido extremamente difícil. O lar também é algo muito simbólico, é você estar o tempo todo consigo mesmo, não ter a exposição, ter limitados seus relacionamentos, seus contatos. Se não tenho bom contato comigo mesmo, com o meu ambiente familiar, se não tenho um espaço físico para dar conta dessas necessidades, vou para a rua. Na rua é onde me sinto mais livre. Algumas pessoas dizem que têm que sair para respirar, porque se sentem sufocadas, e isso tem uma relação muito grande com essa necessidade que temos de nos relacionar e que são reforçadas por questões sociais e culturais. Creio que esse é um movimento humano. Conseguimos ficar por um tempo aprisionados, mas não dá para ficar tempo demais. É muito sofrido e há uma tendência em burlar as leis, as regras. A gente observa muito nos jovens, que se acham no controle do tempo, no domínio das verdades, quando na verdade a pandemia pede de nós muito mais empatia e solidariedade, mais do que um olhar egoísta das nossas necessidades e desejos.

Muitos esperam e acreditam que essa fase possa mudar as pessoas para melhor. Situações como a que o mundo vive têm potencial para mudar as atitudes das pessoas?

Com certeza este processo pelo qual estamos passando deixará marcas impregnadas não só na nossa vida, mas também em todo o imaginário da população. Fomos todos atingidos. Direta ou indiretamente. Temos visto o quanto a compaixão, solidariedade e respeito às necessidades alheias são fundamentos essenciais para a vida coletiva, e o quanto esta vida coletiva nos é importante. Com certeza, podemos supor que isto já seja motivo suficiente para uma mudança positiva na forma de encarar, pensar o mundo. Porém, somos seres muito complexos e diferentes. Não acredito que de um dia para o outro acordaremos melhores ou piores, mas para aqueles que se dispuseram a viver todo este processo de maneira construtiva, com certeza o saldo será muito positivo no sentido de um amadurecimento humano muito interessante. Ou seja, não entendo que seja uma regra a mudança por termos passado por um sofrimento, mas tudo depende do sentido que cada um está dando para esta pandemia.

Ninguém sabia o quanto duraria a quarentena, mas a maioria das pessoas sente que já durou demais. Essa frustração potencializa os efeitos psicológicos negativos da quarentena?

Com certeza. Vivemos um momento que supervaloriza a relação que estabelecemos com o tempo. “temos que ganhar tempo”, “não podemos perder tempo”, “temos que produzir”. Esta quarentena escancarou o quanto as coisas não funcionam assim. O quanto podemos estar estabelecendo uma relação errônea com as condições da nossa própria vida (família, trabalho). Isto pode favorecer sentimentos de impotência e frustração. Fora as consequências deste tempo prolongado, como a perda do emprego, crianças fora da escola, saudade de entes queridos, férias adiadas. Uma serie de coisas que dão sentido à nossa vida em todos os dias.

No último feriado as praias ficaram lotadas e muitas pessoas não respeitaram regras de distanciamento e uso de máscara. Existe alguma explicação psicológica para alguns indivíduos terem mais medo da doença do que outros?

Como somos subjetividades diferentes, temos histórias de vida, personalidades, escolhas que trazem a nós uma maneira muito própria de ver o mundo. O que observo é que a pandemia surgiu como algo tão novo que a a cada dia estamos tendo que criar mecanismos próprios de enfrentamento. Observo que muita gente procura afastar a realidade dos fatos como uma maneira de enfrentar. É como se tudo não passasse de um exagero, excesso de fantasias. Estas pessoas acabam banalizando a situação. Outras se aproximam e conseguem lidar de maneira mais realista e saudável, conseguindo lidar melhor com o medo da doença, mas não o medo da vida.

Vivemos uma era em que tudo é mostrado ao vivo nas redes sociais. As pessoas podem se influenciar a manter mais ou menos o isolamento e distanciamento baseadas em fotos de celebridades, parentes e amigos?

Com certeza influenciamos e somos influenciados pelo que vemos, vivemos e sentimos. Nesta perspectiva, a mídia tem uma grande responsabilidade em todo o processo de formação de uma sociedade. É inegável o papel que as redes sociais ocupam em nossa vida. Se antes da pandemia já vivíamos um cenário permeado pelas relações virtuais, agora estamos muito mais imersos neste mundo. Se não temos a presença física precisamos mostrar à distância o quanto existimos, e, neste sentido, o outro também precisa me ver para me dar sentido. Assim, temos que ter muita responsabilidade no que mostramos, e no que buscamos para ver e viver nas redes sociais. Graças {as novas ferramentas pudemos nos organizar rapidamente para este período, mas não podemos nos esquecer que a vida acontece também fora destas tecnologias. A educação é um grande exemplo: é impossível educação sem afeto. Precisamos do olhar terno e próximo do outro para sentirmos que existimos e pertencemos.

Do ponto de vista de vida em sociedade, que lições você avalia que a pandemia pode nos deixar?

Quem sabe novas formas de viver nosso dia a dia, de pensarmos a educação, a saúde, serão modificadas. Eu avalio que estaremos mais atentos para a qualidade de nossas relações. Pois foram elas que nos sustentaram nos momentos de maior adversidade. Nosso mundo interno também foi muito requisitado. Infelizmente, muita gente teve que viver a experiência de perder um ente querido sem mesmo ter podido visitá-lo no hospital para se despedir. Famílias foram destruídas pela Covid-19; tivemos que nos aproximar do fato real de que a morte existe para todos e que podemos a qualquer momento vivermos situações de vunerabilidade, necessitando muito do outro.
 

RAIO X

Nome: Ivete de Souza Yavo
Estado civil: Casada
Idade: 52 anos
Local de nascimento: São Paulo 
Formação: Psicóloga, doutora em psicologia (Universidade de São Paulo)
Hobby: Viajar
Local predileto: Lugares que tenham praia, gosto do mar
Livro que recomenda: Cem anos de solidão, Gabriel García Márquez
Artista que marcou sua vida: Luiz Gonzaga
Profissão: Psicóloga
Onde trabalha: Gestora do curso de psicologia da USCS (Universidade Municipal de São Caetano) 



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‘A pandemia pede de nós empatia e solidariedade’

Ivete de Souza Yavo, gestora do curso de Psicologia da USCS

Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

21/09/2020 | 07:00


Gestora do curso de psicologia da USCS (Universidade Municipal de São Caetano), Ivete de Souza Yavo avalia que a pandemia “pede de nós, enquanto sociedade, mais empatia e solidariedade”. “Mais do que um olhar egoísta das nossas necessidades e desejos”, afirmou. Doutora em psicologia, ela destaca que “somos seres gregários, que as nossas relações nos validam enquanto indivíduos”, e que é preciso não adotar um olhar inquisidor para as pessoas que não conseguem mais ficar em casa, apesar das recomendações pela manutenção do distanciamento físico ainda estarem vigentes.

De que forma a mudança de rotina causada pela pandemia afeta o psicológico das pessoas?

Podemos começar pensando que somos seres feitos para viver em grupo. A socialização faz parte de uma complexa estrutura que compõe a nossa subjetividade. Neste sentido, o contato físico, a presença próxima, reforçam em nós a ideia de pertencimento e reconhecimento enquanto sujeitos. Estar em isolamento físico de maneira imposta e repentina pode nos obrigar a entrar em contato com um estilo de vida jamais pensado pela grande maioria das pessoas. Fomos obrigados a, de uma hora para outra, revermos nossas relações, vínculos e rotinas. Daí, se por um lado nos processos de socialização a presença do outro é extremamente necessária, podemos inferir que na falta desta relação, conflitos existenciais estarão muito mais aflorados. Alías, o isolamento também nos obrigou a ficarmos mais sós, ou seja, termos uma experiência interna muito maior, o que para alguns pode ser uma experiência extremamente rica, mas para outros uma experiência extremamente angustiante, pois no momento atual em que vivemos podemos observar que não somos estimulados a viver este tipo de experiência. Algumas pessoas relatam que redescobriram coisas positivas, habilidades em si mesmas que não conheciam. Porém, por outro lado, muitas pessoas passaram a referir sofrimento, ansiedade, medo excessivo da morte, associados à ideia de finitude da vida.

Que tipo de fobias e/ou doenças psicológicas vêm sendo potencializadas durante a pandemia?

Várias pesquisas têm apontado um aumento nos casos de depressão, transtorno de ansiedade, síndrome do pânico e estresse pós-traumático. Estes poderiam estar associados à pandemia. Entretanto, alguns profissionais também referem que muitas pessoas interromperam tratamentos psiquiátricos, gerando um grande impacto neste aumento de casos.

Por que as pessoas, mesmo sabendo do risco, se expõem a sair na rua, visitar parentes?

Como já disse, somos seres gregários, seres que por natureza tendemos a viver em comunidade, a nos relacionarmos com outras pessoas. São essas relações que nos constituem como sujeito. Começo fazendo essa reflexão para que a gente não tenha um olhar inquisidor para as pessoas que têm essa vontade, essa necessidade de sair. O que estar na rua significa? O que sair de casa significa? Isso também é importante de a gente pensar. Estamos inseridos em uma sociedade que supervaloriza a exposição. A exposição física, a exposição dos bens, a gente tem que se mostrar nas redes sociais. Uma sociedade que valoriza o consumo e que, além disso, também supervaloriza a nossa capacidade de controle do tempo e das nossas ações. E que momento estamos vivendo? Um momento onde, contra nossa vontade, somos obrigados a refazer ou redimensionar todos esses paradigmas. Me dar conta que de que não controlo o tempo, me dar conta de que na verdade não basta consumir, mostrar, para tentar superar minhas dificuldades e minhas dores e estou tendo que ficar em casa. E para algumas pessoas isso tem sido extremamente difícil. O lar também é algo muito simbólico, é você estar o tempo todo consigo mesmo, não ter a exposição, ter limitados seus relacionamentos, seus contatos. Se não tenho bom contato comigo mesmo, com o meu ambiente familiar, se não tenho um espaço físico para dar conta dessas necessidades, vou para a rua. Na rua é onde me sinto mais livre. Algumas pessoas dizem que têm que sair para respirar, porque se sentem sufocadas, e isso tem uma relação muito grande com essa necessidade que temos de nos relacionar e que são reforçadas por questões sociais e culturais. Creio que esse é um movimento humano. Conseguimos ficar por um tempo aprisionados, mas não dá para ficar tempo demais. É muito sofrido e há uma tendência em burlar as leis, as regras. A gente observa muito nos jovens, que se acham no controle do tempo, no domínio das verdades, quando na verdade a pandemia pede de nós muito mais empatia e solidariedade, mais do que um olhar egoísta das nossas necessidades e desejos.

Muitos esperam e acreditam que essa fase possa mudar as pessoas para melhor. Situações como a que o mundo vive têm potencial para mudar as atitudes das pessoas?

Com certeza este processo pelo qual estamos passando deixará marcas impregnadas não só na nossa vida, mas também em todo o imaginário da população. Fomos todos atingidos. Direta ou indiretamente. Temos visto o quanto a compaixão, solidariedade e respeito às necessidades alheias são fundamentos essenciais para a vida coletiva, e o quanto esta vida coletiva nos é importante. Com certeza, podemos supor que isto já seja motivo suficiente para uma mudança positiva na forma de encarar, pensar o mundo. Porém, somos seres muito complexos e diferentes. Não acredito que de um dia para o outro acordaremos melhores ou piores, mas para aqueles que se dispuseram a viver todo este processo de maneira construtiva, com certeza o saldo será muito positivo no sentido de um amadurecimento humano muito interessante. Ou seja, não entendo que seja uma regra a mudança por termos passado por um sofrimento, mas tudo depende do sentido que cada um está dando para esta pandemia.

Ninguém sabia o quanto duraria a quarentena, mas a maioria das pessoas sente que já durou demais. Essa frustração potencializa os efeitos psicológicos negativos da quarentena?

Com certeza. Vivemos um momento que supervaloriza a relação que estabelecemos com o tempo. “temos que ganhar tempo”, “não podemos perder tempo”, “temos que produzir”. Esta quarentena escancarou o quanto as coisas não funcionam assim. O quanto podemos estar estabelecendo uma relação errônea com as condições da nossa própria vida (família, trabalho). Isto pode favorecer sentimentos de impotência e frustração. Fora as consequências deste tempo prolongado, como a perda do emprego, crianças fora da escola, saudade de entes queridos, férias adiadas. Uma serie de coisas que dão sentido à nossa vida em todos os dias.

No último feriado as praias ficaram lotadas e muitas pessoas não respeitaram regras de distanciamento e uso de máscara. Existe alguma explicação psicológica para alguns indivíduos terem mais medo da doença do que outros?

Como somos subjetividades diferentes, temos histórias de vida, personalidades, escolhas que trazem a nós uma maneira muito própria de ver o mundo. O que observo é que a pandemia surgiu como algo tão novo que a a cada dia estamos tendo que criar mecanismos próprios de enfrentamento. Observo que muita gente procura afastar a realidade dos fatos como uma maneira de enfrentar. É como se tudo não passasse de um exagero, excesso de fantasias. Estas pessoas acabam banalizando a situação. Outras se aproximam e conseguem lidar de maneira mais realista e saudável, conseguindo lidar melhor com o medo da doença, mas não o medo da vida.

Vivemos uma era em que tudo é mostrado ao vivo nas redes sociais. As pessoas podem se influenciar a manter mais ou menos o isolamento e distanciamento baseadas em fotos de celebridades, parentes e amigos?

Com certeza influenciamos e somos influenciados pelo que vemos, vivemos e sentimos. Nesta perspectiva, a mídia tem uma grande responsabilidade em todo o processo de formação de uma sociedade. É inegável o papel que as redes sociais ocupam em nossa vida. Se antes da pandemia já vivíamos um cenário permeado pelas relações virtuais, agora estamos muito mais imersos neste mundo. Se não temos a presença física precisamos mostrar à distância o quanto existimos, e, neste sentido, o outro também precisa me ver para me dar sentido. Assim, temos que ter muita responsabilidade no que mostramos, e no que buscamos para ver e viver nas redes sociais. Graças {as novas ferramentas pudemos nos organizar rapidamente para este período, mas não podemos nos esquecer que a vida acontece também fora destas tecnologias. A educação é um grande exemplo: é impossível educação sem afeto. Precisamos do olhar terno e próximo do outro para sentirmos que existimos e pertencemos.

Do ponto de vista de vida em sociedade, que lições você avalia que a pandemia pode nos deixar?

Quem sabe novas formas de viver nosso dia a dia, de pensarmos a educação, a saúde, serão modificadas. Eu avalio que estaremos mais atentos para a qualidade de nossas relações. Pois foram elas que nos sustentaram nos momentos de maior adversidade. Nosso mundo interno também foi muito requisitado. Infelizmente, muita gente teve que viver a experiência de perder um ente querido sem mesmo ter podido visitá-lo no hospital para se despedir. Famílias foram destruídas pela Covid-19; tivemos que nos aproximar do fato real de que a morte existe para todos e que podemos a qualquer momento vivermos situações de vunerabilidade, necessitando muito do outro.
 

RAIO X

Nome: Ivete de Souza Yavo
Estado civil: Casada
Idade: 52 anos
Local de nascimento: São Paulo 
Formação: Psicóloga, doutora em psicologia (Universidade de São Paulo)
Hobby: Viajar
Local predileto: Lugares que tenham praia, gosto do mar
Livro que recomenda: Cem anos de solidão, Gabriel García Márquez
Artista que marcou sua vida: Luiz Gonzaga
Profissão: Psicóloga
Onde trabalha: Gestora do curso de psicologia da USCS (Universidade Municipal de São Caetano) 

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