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Outra grande que se vai...


Do Diário do Grande ABC

19/09/2020 | 09:09


O anúncio da Toyota, uma das gigantes do ramo automobilístico, de que pretende levar a sede administrativa de São Bernardo para Sorocaba, no Interior, é mais um duro golpe para a economia do Grande ABC, que vem assistindo, passivamente, à fuga sistemática de empresas nos últimos tempos. Se nada for feito para impedir o movimento, logo as sete cidades estarão enfrentando os reflexos da sangria produtiva. Economia e social são áreas interligadas. Saúde, educação, segurança, entre outros setores sociais, tendem a deteriorar rapidamente com a migração contínua de importantes companhias, que produzem riqueza, geram impostos e pagam bons salários.

Como se vê, a sociedade como um todo paga pela omissão de gestores e representantes da sociedade civil organizada nas políticas de retenção de empresas importantes no Grande ABC. É inaceitável, portanto, que o assunto não passe a integrar a agenda regional de discussão. Até quando as sete cidades permitirão trocar mão de obra com alto valor agregado por empregos de baixa qualificação? Melhor: até quando os municípios aguentam?

O fato de o anúncio ter pegado de surpresa a Prefeitura de São Bernardo comprova a falta de interlocução de representantes do setor privado com o público. O Consórcio Intermunicipal do Grande ABC seria a instituição ideal para fazer a ponte entre empresas e prefeituras. Talvez a abertura decanal de diálogo, onde angústias dos dois lados pudessem ser expostas de maneira clara, evitasse a transferência de companhias importantes para outras localidades.

Só no período mais recente, São Bernardo perdeu duas empresas-símbolo, a Ford (concentrou em Camaçari, na Bahia) e a Mangels (Três Corações, em Minas Gerais). Antes que pudesse se recuperar do baque, vê-se atônita ante o anúncio da Toyota. O que os municípios que atraíram essas companhias têm que a cidade do Grande ABC não possui ou não poderia proporcionar? A falta de resposta clara só comprova que a região não cuida do assunto com o carinho e a responsabilidade que ele merece. 



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Outra grande que se vai...

Do Diário do Grande ABC

19/09/2020 | 09:09


O anúncio da Toyota, uma das gigantes do ramo automobilístico, de que pretende levar a sede administrativa de São Bernardo para Sorocaba, no Interior, é mais um duro golpe para a economia do Grande ABC, que vem assistindo, passivamente, à fuga sistemática de empresas nos últimos tempos. Se nada for feito para impedir o movimento, logo as sete cidades estarão enfrentando os reflexos da sangria produtiva. Economia e social são áreas interligadas. Saúde, educação, segurança, entre outros setores sociais, tendem a deteriorar rapidamente com a migração contínua de importantes companhias, que produzem riqueza, geram impostos e pagam bons salários.

Como se vê, a sociedade como um todo paga pela omissão de gestores e representantes da sociedade civil organizada nas políticas de retenção de empresas importantes no Grande ABC. É inaceitável, portanto, que o assunto não passe a integrar a agenda regional de discussão. Até quando as sete cidades permitirão trocar mão de obra com alto valor agregado por empregos de baixa qualificação? Melhor: até quando os municípios aguentam?

O fato de o anúncio ter pegado de surpresa a Prefeitura de São Bernardo comprova a falta de interlocução de representantes do setor privado com o público. O Consórcio Intermunicipal do Grande ABC seria a instituição ideal para fazer a ponte entre empresas e prefeituras. Talvez a abertura decanal de diálogo, onde angústias dos dois lados pudessem ser expostas de maneira clara, evitasse a transferência de companhias importantes para outras localidades.

Só no período mais recente, São Bernardo perdeu duas empresas-símbolo, a Ford (concentrou em Camaçari, na Bahia) e a Mangels (Três Corações, em Minas Gerais). Antes que pudesse se recuperar do baque, vê-se atônita ante o anúncio da Toyota. O que os municípios que atraíram essas companhias têm que a cidade do Grande ABC não possui ou não poderia proporcionar? A falta de resposta clara só comprova que a região não cuida do assunto com o carinho e a responsabilidade que ele merece. 

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