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Decisão nacional gera instabilidade no PTB regional

DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Jefferson barrou aliança em S.Bernardo, mas resolução pode causar crise em outras cidades do Grande ABC


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

19/09/2020 | 00:01


A decisão do presidente nacional do PTB, o ex-deputado federal Roberto Jefferson, em barrar a aliança de seu partido com o PT em São Bernardo criou clima de instabilidade na sigla petebista no Grande ABC. Isso porque a resolução na qual Jefferson se baseou para impedir o elo em São Bernardo veda parcerias com PSDB e DEM.

Na quinta-feira, Jefferson publicou nota anulando a convenção do PTB em São Bernardo, que encaminhou a advogada Ana Paula Lupino (PTB) como vice do ex-prefeito Luiz Marinho (PT), candidato ao Paço neste ano. A alegação foi a que a deliberação municipal confrontou a resolução nacional 89/2020, anunciada no dia 4 de setembro.

Essa resolução impede alianças eleitorais, além de com o PT, com PSDB, DEM, Psol, PDT, PCdoB, Rede, PSB, PCB, PSTU e PCO. Além de partidos de esquerda, o documento busca inviabilizar elos com legendas potenciais adversários do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em 2022 – Jefferson está na linha de frente da defesa do bolsonarismo.

No Grande ABC, dois vice-prefeitos do PTB são aliados de prefeitos do PSDB – Luiz Zacarias (PTB) é número dois de Paulo Serra (PSDB), em Santo André, e Gabriel Roncon (PTB) está ao lado de Adler Kiko Teixeira (PSDB), em Ribeirão Pires.

Além dessas duas cidades e de São Bernardo, a determinação nacional colocou em xeque recente aliança do PTB e PT em Mauá – o ex-deputado federal Wagner Rubinelli (PTB) retirou sua candidatura a prefeito mauaense para apoiar o vereador Marcelo Oliveira, prefeiturável petista.

Durante o dia, os diretórios locais dos partidos envolvidos quebraram a cabeça sobre como resolver os impasses. Ainda mais porque o deputado estadual Campos Machado, presidente paulista do PTB e secretário geral do partido nacionalmente, ficou incomunicável – ele não respondeu aos questionamentos da equipe do Diário.

Sem um posicionamento formal do PTB, surgiram várias teses. Uma de que a anulação das convenções feria a Lei de Eleições por ser publicada em período inferior a 180 dias do pleito. Outra de que parcerias firmadas em 2016 – como a de Paulo Serra e Kiko, que caminham para a reeleição com a mesma chapa – estariam fora da nova regra.

Houve dirigente que apontou contradição de Jefferson. Isso porque sua filha, a ex-deputada federal Cristiane Brasil, foi confirmada como candidata do PTB à prefeitura do Rio de Janeiro mesmo estando presa – foi detida na semana passada, acusada de participar de suposto esquema que desviou R$ 30 milhões dos cofres públicos do Estado e da prefeitura, o que ela nega.

O PT de São Bernardo optou por não correr riscos. Já decidiu tirar Ana Paula Lupino da vice de Marinho e vai procurar uma mulher para compor a chapa. Surgiu especulação sobre indicar a ex-deputada Ana do Carmo (PT), tese já rejeitada. A vice virá de uma sigla aliada. 



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Decisão nacional gera instabilidade no PTB regional

Jefferson barrou aliança em S.Bernardo, mas resolução pode causar crise em outras cidades do Grande ABC

Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

19/09/2020 | 00:01


A decisão do presidente nacional do PTB, o ex-deputado federal Roberto Jefferson, em barrar a aliança de seu partido com o PT em São Bernardo criou clima de instabilidade na sigla petebista no Grande ABC. Isso porque a resolução na qual Jefferson se baseou para impedir o elo em São Bernardo veda parcerias com PSDB e DEM.

Na quinta-feira, Jefferson publicou nota anulando a convenção do PTB em São Bernardo, que encaminhou a advogada Ana Paula Lupino (PTB) como vice do ex-prefeito Luiz Marinho (PT), candidato ao Paço neste ano. A alegação foi a que a deliberação municipal confrontou a resolução nacional 89/2020, anunciada no dia 4 de setembro.

Essa resolução impede alianças eleitorais, além de com o PT, com PSDB, DEM, Psol, PDT, PCdoB, Rede, PSB, PCB, PSTU e PCO. Além de partidos de esquerda, o documento busca inviabilizar elos com legendas potenciais adversários do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em 2022 – Jefferson está na linha de frente da defesa do bolsonarismo.

No Grande ABC, dois vice-prefeitos do PTB são aliados de prefeitos do PSDB – Luiz Zacarias (PTB) é número dois de Paulo Serra (PSDB), em Santo André, e Gabriel Roncon (PTB) está ao lado de Adler Kiko Teixeira (PSDB), em Ribeirão Pires.

Além dessas duas cidades e de São Bernardo, a determinação nacional colocou em xeque recente aliança do PTB e PT em Mauá – o ex-deputado federal Wagner Rubinelli (PTB) retirou sua candidatura a prefeito mauaense para apoiar o vereador Marcelo Oliveira, prefeiturável petista.

Durante o dia, os diretórios locais dos partidos envolvidos quebraram a cabeça sobre como resolver os impasses. Ainda mais porque o deputado estadual Campos Machado, presidente paulista do PTB e secretário geral do partido nacionalmente, ficou incomunicável – ele não respondeu aos questionamentos da equipe do Diário.

Sem um posicionamento formal do PTB, surgiram várias teses. Uma de que a anulação das convenções feria a Lei de Eleições por ser publicada em período inferior a 180 dias do pleito. Outra de que parcerias firmadas em 2016 – como a de Paulo Serra e Kiko, que caminham para a reeleição com a mesma chapa – estariam fora da nova regra.

Houve dirigente que apontou contradição de Jefferson. Isso porque sua filha, a ex-deputada federal Cristiane Brasil, foi confirmada como candidata do PTB à prefeitura do Rio de Janeiro mesmo estando presa – foi detida na semana passada, acusada de participar de suposto esquema que desviou R$ 30 milhões dos cofres públicos do Estado e da prefeitura, o que ela nega.

O PT de São Bernardo optou por não correr riscos. Já decidiu tirar Ana Paula Lupino da vice de Marinho e vai procurar uma mulher para compor a chapa. Surgiu especulação sobre indicar a ex-deputada Ana do Carmo (PT), tese já rejeitada. A vice virá de uma sigla aliada. 

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