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Opinião: O futuro do Diário


Ronan Maria Pinto

16/09/2020 | 00:17


Ser empresário no Brasil é um desafio fascinante. As históricas oscilações econômicas e políticas do País requerem alta capacidade de antever cenários e propor caminhos capazes de conduzir o negócio em relativa segurança ainda que por terrenos adversos. A pandemia do novo coronavírus, evento tão impactante e raro como nenhum outro no último século, elevou as exigências de gestão à enésima potência. Diante disso, há dois caminhos: desistir ou inovar. Nós, do Diário, optamos pelo segundo. E é sobre isso que gostaria de falar com vocês, nossos leitores.

A partir de hoje, o jornal inicia uma nova era em sua administração. A chegada do mestre em administração de empresas, professor Marcos Sidnei Bassi, que transformou a USCS (Universidade Municipal de São Caetano) em uma potência educacional e de pesquisa nos quase oito anos em que foi seu reitor, para ocupar o meu lugar como diretor superintendente do Diário faz parte dos esforços desta Casa para ampliar sua eficiência corporativa e sua presença como produtora e fornecedora de notícias corretas e relevantes.

Tomei a decisão de forma serena, depois de muito refletir, e, certamente por isso, sinto-me totalmente leve. Sei que entrego a presidência do jornal a um profissional que comunga de meus ideais e valores, que vai atuar incansavelmente para revigorar nossa marca. Seu invejável currículo fala por si. Se hoje a USCS é um dos centros da pesquisa mundial que busca a vacina para que o novo coronavírus deixe de ser uma ameaça global, muito se deve ao trabalho do professor Bassi, como respeitosa e carinhosamente o chamo. Foi ele quem plantou a semente.

O nosso novo diretor superintendente é meu interlocutor há décadas. Foram nessas inúmeras conversas que nasceu minha admiração pelo intelectual brilhante e pela retidão de caráter do professor Bassi. Temos visão comum sobre como um jornal pode ir além de sua função primordial, qual seja, a de registrar os principais fatos do cotidiano com a maior isenção possível, dando suporte às políticas de indução ao desenvolvimento socioeconômico de uma região como o Grande ABC. Nossa região supera a casa dos 2,8 milhões de habitantes e possui potencial financeiro e político semelhante, para não dizer maior, que alguns Estados brasileiros.

Nos tempos atuais, o jornal ocupa o lugar da antiga praça pública, onde a comunidade se reunia para saber das novidades, discutir os problemas e propor soluções. Com seus quase três milhões de habitantes, o Grande ABC não consegue mais integrar tanta gente a não ser por meio das páginas de um veículo de comunicação abrangente como o Diário, que, aos 62 anos, chega aos locais mais recônditos das sete cidades. Teria, por exemplo, a campanha pela vinda do Metrô à região mobilizado tantas pessoas sem que nossas páginas tivessem sido exaustivamente utilizadas como tribuna por passageiros, lideranças da sociedade civil organizada e políticos? Creio que não.

Minha decisão de deixar a presidência do jornal que administro, com orgulho e responsabilidade, desde 2004, está baseada justamente no compromisso que tenho com o futuro do Grande ABC. Abro mão do posto não porque estou desanimado ou cansado, mas, pelo contrário, por entender que mãos competentes estarão diuturnamente comprometidas com a qualidade da informação e envolvidas na construção de uma região mais forte economicamente e mais justa socialmente.

Na condição de acionista da companhia que controla o jornal, que manterei intacta, seguirei atento aos rumos do Diário, sempre disposto a contribuir com minhas opiniões e experiência. Humildemente, creio que, aluno disciplinado que sou, aprendi um pouco nos 16 anos em que passei como diretor superintendente desta Casa. Conciliador por natureza, nunca permiti que nada nem ninguém atrapalhassem o direito, sagrado e constitucional, de a sociedade ser bem informada. Entendo que também plantei minhas sementes.

Ao finalizar estas breves palavras, peço licença para relembrar e parafrasear um dos políticos que mais admiro. Ao encerrar seus bem-sucedidos oito anos de mandato, período em que, com a consolidação do Plano Real, domou o maior inimigo do desenvolvimento nacional, a inflação, o presidente Fernando Henrique Cardoso disse estar tomado por uma indescritível sensação de bem-estar por ter sido “promovido a povo”. Encontro-me em situação parecida em relação ao Diário. Ao passar a superintendência, vejo-me promovido a leitor, o posto mais importante de nosso organograma e de cujas prerrogativas nunca vou abrir mão. 



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Opinião: O futuro do Diário

Ronan Maria Pinto

16/09/2020 | 00:17


Ser empresário no Brasil é um desafio fascinante. As históricas oscilações econômicas e políticas do País requerem alta capacidade de antever cenários e propor caminhos capazes de conduzir o negócio em relativa segurança ainda que por terrenos adversos. A pandemia do novo coronavírus, evento tão impactante e raro como nenhum outro no último século, elevou as exigências de gestão à enésima potência. Diante disso, há dois caminhos: desistir ou inovar. Nós, do Diário, optamos pelo segundo. E é sobre isso que gostaria de falar com vocês, nossos leitores.

A partir de hoje, o jornal inicia uma nova era em sua administração. A chegada do mestre em administração de empresas, professor Marcos Sidnei Bassi, que transformou a USCS (Universidade Municipal de São Caetano) em uma potência educacional e de pesquisa nos quase oito anos em que foi seu reitor, para ocupar o meu lugar como diretor superintendente do Diário faz parte dos esforços desta Casa para ampliar sua eficiência corporativa e sua presença como produtora e fornecedora de notícias corretas e relevantes.

Tomei a decisão de forma serena, depois de muito refletir, e, certamente por isso, sinto-me totalmente leve. Sei que entrego a presidência do jornal a um profissional que comunga de meus ideais e valores, que vai atuar incansavelmente para revigorar nossa marca. Seu invejável currículo fala por si. Se hoje a USCS é um dos centros da pesquisa mundial que busca a vacina para que o novo coronavírus deixe de ser uma ameaça global, muito se deve ao trabalho do professor Bassi, como respeitosa e carinhosamente o chamo. Foi ele quem plantou a semente.

O nosso novo diretor superintendente é meu interlocutor há décadas. Foram nessas inúmeras conversas que nasceu minha admiração pelo intelectual brilhante e pela retidão de caráter do professor Bassi. Temos visão comum sobre como um jornal pode ir além de sua função primordial, qual seja, a de registrar os principais fatos do cotidiano com a maior isenção possível, dando suporte às políticas de indução ao desenvolvimento socioeconômico de uma região como o Grande ABC. Nossa região supera a casa dos 2,8 milhões de habitantes e possui potencial financeiro e político semelhante, para não dizer maior, que alguns Estados brasileiros.

Nos tempos atuais, o jornal ocupa o lugar da antiga praça pública, onde a comunidade se reunia para saber das novidades, discutir os problemas e propor soluções. Com seus quase três milhões de habitantes, o Grande ABC não consegue mais integrar tanta gente a não ser por meio das páginas de um veículo de comunicação abrangente como o Diário, que, aos 62 anos, chega aos locais mais recônditos das sete cidades. Teria, por exemplo, a campanha pela vinda do Metrô à região mobilizado tantas pessoas sem que nossas páginas tivessem sido exaustivamente utilizadas como tribuna por passageiros, lideranças da sociedade civil organizada e políticos? Creio que não.

Minha decisão de deixar a presidência do jornal que administro, com orgulho e responsabilidade, desde 2004, está baseada justamente no compromisso que tenho com o futuro do Grande ABC. Abro mão do posto não porque estou desanimado ou cansado, mas, pelo contrário, por entender que mãos competentes estarão diuturnamente comprometidas com a qualidade da informação e envolvidas na construção de uma região mais forte economicamente e mais justa socialmente.

Na condição de acionista da companhia que controla o jornal, que manterei intacta, seguirei atento aos rumos do Diário, sempre disposto a contribuir com minhas opiniões e experiência. Humildemente, creio que, aluno disciplinado que sou, aprendi um pouco nos 16 anos em que passei como diretor superintendente desta Casa. Conciliador por natureza, nunca permiti que nada nem ninguém atrapalhassem o direito, sagrado e constitucional, de a sociedade ser bem informada. Entendo que também plantei minhas sementes.

Ao finalizar estas breves palavras, peço licença para relembrar e parafrasear um dos políticos que mais admiro. Ao encerrar seus bem-sucedidos oito anos de mandato, período em que, com a consolidação do Plano Real, domou o maior inimigo do desenvolvimento nacional, a inflação, o presidente Fernando Henrique Cardoso disse estar tomado por uma indescritível sensação de bem-estar por ter sido “promovido a povo”. Encontro-me em situação parecida em relação ao Diário. Ao passar a superintendência, vejo-me promovido a leitor, o posto mais importante de nosso organograma e de cujas prerrogativas nunca vou abrir mão. 

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