Fechar
Publicidade

Quinta-Feira, 2 de Dezembro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

economia@dgabc.com.br | 4435-8057

Pan descumpre prazo para apresentar proposta

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Fabricante havia acordado com sindicato até o fim de semana; pagamento está atrasado


Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

15/09/2020 | 00:01


A crise econômica causada pelo novo coronavírus trouxe ainda mais dificuldades para os ex-funcionários da fabricante de chocolates Pan, localizada em São Caetano, que esperam a retomada do pagamento das verbas rescisórias parceladas há quase um ano. A empresa tinha se comprometido a oferecer proposta para o sindicato dos trabalhadores até o fim de semana, mas descumpriu o prazo. Enquanto isso, aproximadamente 100 profissionais esperam que a Pan siga com os depósitos do valor devido, o que foi, inclusive, acordado na Justiça anteriormente.

“A empresa tinha sinalizado que ofereceria uma proposta para retomar o pagamento três semanas atrás (que terminou no sábado), mas até a presente data nada foi apresentado, restando ao departamento jurídico do sindicato apenas o pedido de prosseguimento de execução dos processos trabalhistas com a Pan”, informou o advogado do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Laticínios e Alimentação da região, Roberval Pedrosa.

Segundo ele, isso significa que a entidade continua pedindo a penhora dos bens da fábrica de chocolates para o pagamento das verbas. A entidade responde por processo com cerca de 40 trabalhadores, mas há casos de quem optou por entrar na Justiça separadamente, como Ailse Maria da Silva, 55 anos, e que tinha 24 como funcionária da Pan. “Saí no ano passado, dois anos e meio antes de me aposentar. Dentro do acordo, estava a responsabilidade de eles pagarem o meu INSS (Instituto Nacional do Seguro Social)”, disse ela, ao completar que o pagamento da rescisão foi parcelado em 28 vezes. “No mês que vem, vai fazer um ano que eles pararam de pagar. Eu assumi o pagamento porque quero dar entrada e garantir minha aposentadoria”, afirmou ela, que atualmente vive com o valor do auxílio emergencial – que, com a redução pela metade, não sabe como fará para seguir pagando o INSS.

O advogado trabalhista e sócio do escritório Stuchi Advogados explicou que o trâmite é lento. “Cada processo é uma tramitação, mas pode demorar muito. Dentro da penhora dos bens, estão incluídos o envio de ofício para a Receita Federal, listar imóveis, veículos. E, se a empresa não tiver, vai ser verificado o nome dos sócios. Pode levar anos.”

De acordo como o TRT-2, todos os processos estão nas varas de origem, de forma que não há um acordo unificado. O órgão só pode agir mediante provocação das partes. A Pan não retornou os questionamentos do Diário sobre o assunto. 



Quer receber em primeira mão as notícias das sete cidades do Grande ABC?

Entre no nosso grupo de WhatsApp. 
Clique aqui.
 

Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.


Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;