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Comer na medida certa ajuda a ser mais saudável também na infância

Pixabay Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Escolhas corretas na hora de fazer o prato previnem doenças causadas pelo excesso de peso


Tauana Marin
Diário do Grande ABC

12/09/2020 | 23:00


Se alimentar bem é o primeiro passo para garantir uma boa saúde. Geralmente as refeições coloridas oferecem o chamado equilíbrio nutricional, que é quando consumimos a quantidade ideal de nutrientes, que são o combustível para que possamos brincar, estudar e praticar outras atividades. Além de prevenir as doenças.  

Quando se come mais do que o necessário, pode ocorrer um desajuste, o que acarreta aumento no peso. Em 10 de setembro foi comemorado o Dia do Gordo, também conhecido como Dia de Luta Contra a Gordofobia, um alerta para os problemas que a obesidade infantil pode acarretar. 

Crianças muito ‘gordinhas’, além de fazer disparar o ‘fofurômetro’, aumentam as chances de se tornarem adultos obesos. E as complicações podem aparecer ainda na infância, com o desenvolvimento de doenças, como pressão alta, diabete, problemas nas articulações, dificuldades respiratórias e até alguns tipos de câncer.

A obesidade ocorre quando um indivíduo possui acúmulo excessivo de gordura corporal. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), essa análise ocorre a partir da medição do chamado IMC (Índice de Massa Corporal) – ou seja, há um desequilíbrio entre o peso e a altura.

Trata-se de um cálculo no qual se divide o peso da pessoa pela sua altura em metros elevado ao quadrado, ou seja, multiplica a altura por ela mesma e divide seu peso pelo resultado da conta anterior. Os números obtidos podem ser divididos em três grupos: peso normal (se o resultado da conta der entre 18,5 e 24,9), sobrepeso (entre 25 e 29,9) e obeso (acima de 30). 

A obesidade não é apenas uma questão genética (quando a família tem casos de obesidade) mas, principalmente, reflexo de má alimentação e falta de exercícios físicos. 

Os irmãos Leonardo e Guilherme Freitas Guedes, de 6 e 11 anos, respectivamente, de Diadema, estão com os pesos adequados para suas idades. Leonardo se orgulha por tomar bastante água durante o dia (importante fonte para hidratar o corpo) e conta que os legumes vão muito bem na sopa que a mãe prepara. Leite, ovo e banana estão na lista de alimentos que ele considera saudáveis e que gosta. Em contrapartida, de vez em quando, salgadinhos, bolo e chocolate também fazem parte de sua rotina alimentar. “Gosto de comer, pareço um buraco negro”, brinca.</CW>

O irmão mais velho, Guilherme, gosta muito de laranja e manga e também se hidrata bem ao longo do dia, mas confessa que alguns alimentos tradicionais na mesa dos brasileiros, como demais frutas e legumes, não é fã. 

Vale lembrar que, não há alimentos proibidos, mas sim, aqueles que devem ser consumidos só de vez em quando. Tudo é uma questão de equilíbrio.

Dados obtidos pelo SUS (Sistema Único de Saúde) mostram que, em 2019, 14,8% das crianças menores de 5 anos e 28,1% entre 5 e 9 anos tinham excesso de peso. Destas, 7% e 13,2% apresentavam obesidade


Alimentos com alto teor de gorduras, de sal e de açúcar, por exemplo, contribuem, e muito, para o aumento de peso corporal

Dicas para boa alimentação

Algumas pequenas adaptações ou mudanças podem fazer toda a diferença na hora de se alimentar. Café da manhã, almoço e jantar são as principais refeições do dia, por isso, o objetivo é que tenham sempre uma fonte de proteína (animal e/ou vegetal, como a carne e o feijão, respectivamente), outra que dê energia (como massas e cereais, caso do arroz), de gordura (óleo utilizado na preparação dos alimentos), além daqueles que fornecem vitaminas e fibras, caso das frutas, verduras e legumes. 

Os lanches entre essas refeições também são importantes. Um exemplo para se comer à tarde é o iogurte, uma fruta e uma fonte de energia, como um pedaço de bolo simples ou uma bolacha mais nutritiva, ou seja, que tenha aveia na sua composição ao invés de farinha de trigo. 

Comer e beber derivados de leite semidesnatado (iogurte, queijos brancos, ricota) ou cereais integrais sem açúcar é outra dica. 

Deve-se evitar doces em geral, como bolachas recheadas – que têm muito açúcar e gordura – e refrigerantes. 

A mastigação também é muito importante para a digestão. Todo o processo começa na salivação. O ideal é que se mastigue de 15 a 20 vezes cada alimento que ingerimos. 

Dessa forma, também sentimos o gosto da comida, o que nos dá mais prazer.

Psicológico precisa de atenção

Respeitar as diferenças entre as pessoas não é apenas uma questão de educação, mas sim de cidadania. Todos são diferentes: uns baixos, outros altos; uns cabeludos, outros sem cabelo; algumas pessoas são ruivas, outras morenas, negras, loiras... 

O mesmo acontece com o peso. Uns têm facilidade para perda, outros, nem tanto. O importante é lembrar que é preciso aceitar a própria imagem e tentar melhorar aspectos que possam ser mudados, não deixando que a felicidade gire em torno disso. 

Especialistas contam que crianças acima do peso, além de poder desenvolver doenças físicas, sofrem psicologicamente por causa do estereótipo – imagem que as pessoas veem e julgam incorretamente. 

Muitos precisam de acompanhamento psicológico para tratar magoas decorrentes de ‘brincadeiras’ nada engraçadas feitos pelos colegas ou por pessoas próximas. Não tem graça alguma inventar apelidos que desagradam os colegas. 

O exercício físico ajuda muito nesse processo de autoaceitação, oferecendo bem estar àqueles que se sentem deprimidos, excluídos e que não se aceitam por causa dos dígitos na balança. 

A família, nesse processo todo, também se faz fundamental, afinal, quando se muda a rotina alimentar dentro de casa e todos passam a se exercitar e a brincar juntos, todos ganham em saúde física e mental.

Consultoria de Mauro Firsberg, pediatra, nutrólogo coordenador do Centro de Excelência em Nutriçãoe Dificuldades Alimentares do Instituto Pensi (Pesquisa e Ensino em Saúde Infantil) e professor do departamento de pediatria da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo ), e Edmir Nader, psicóloga e mestre em psiquiatria pela Faculdade de Medicina da USP (Universidae de São Paulo). 



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Comer na medida certa ajuda a ser mais saudável também na infância

Escolhas corretas na hora de fazer o prato previnem doenças causadas pelo excesso de peso

Tauana Marin
Diário do Grande ABC

12/09/2020 | 23:00


Se alimentar bem é o primeiro passo para garantir uma boa saúde. Geralmente as refeições coloridas oferecem o chamado equilíbrio nutricional, que é quando consumimos a quantidade ideal de nutrientes, que são o combustível para que possamos brincar, estudar e praticar outras atividades. Além de prevenir as doenças.  

Quando se come mais do que o necessário, pode ocorrer um desajuste, o que acarreta aumento no peso. Em 10 de setembro foi comemorado o Dia do Gordo, também conhecido como Dia de Luta Contra a Gordofobia, um alerta para os problemas que a obesidade infantil pode acarretar. 

Crianças muito ‘gordinhas’, além de fazer disparar o ‘fofurômetro’, aumentam as chances de se tornarem adultos obesos. E as complicações podem aparecer ainda na infância, com o desenvolvimento de doenças, como pressão alta, diabete, problemas nas articulações, dificuldades respiratórias e até alguns tipos de câncer.

A obesidade ocorre quando um indivíduo possui acúmulo excessivo de gordura corporal. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), essa análise ocorre a partir da medição do chamado IMC (Índice de Massa Corporal) – ou seja, há um desequilíbrio entre o peso e a altura.

Trata-se de um cálculo no qual se divide o peso da pessoa pela sua altura em metros elevado ao quadrado, ou seja, multiplica a altura por ela mesma e divide seu peso pelo resultado da conta anterior. Os números obtidos podem ser divididos em três grupos: peso normal (se o resultado da conta der entre 18,5 e 24,9), sobrepeso (entre 25 e 29,9) e obeso (acima de 30). 

A obesidade não é apenas uma questão genética (quando a família tem casos de obesidade) mas, principalmente, reflexo de má alimentação e falta de exercícios físicos. 

Os irmãos Leonardo e Guilherme Freitas Guedes, de 6 e 11 anos, respectivamente, de Diadema, estão com os pesos adequados para suas idades. Leonardo se orgulha por tomar bastante água durante o dia (importante fonte para hidratar o corpo) e conta que os legumes vão muito bem na sopa que a mãe prepara. Leite, ovo e banana estão na lista de alimentos que ele considera saudáveis e que gosta. Em contrapartida, de vez em quando, salgadinhos, bolo e chocolate também fazem parte de sua rotina alimentar. “Gosto de comer, pareço um buraco negro”, brinca.</CW>

O irmão mais velho, Guilherme, gosta muito de laranja e manga e também se hidrata bem ao longo do dia, mas confessa que alguns alimentos tradicionais na mesa dos brasileiros, como demais frutas e legumes, não é fã. 

Vale lembrar que, não há alimentos proibidos, mas sim, aqueles que devem ser consumidos só de vez em quando. Tudo é uma questão de equilíbrio.

Dados obtidos pelo SUS (Sistema Único de Saúde) mostram que, em 2019, 14,8% das crianças menores de 5 anos e 28,1% entre 5 e 9 anos tinham excesso de peso. Destas, 7% e 13,2% apresentavam obesidade


Alimentos com alto teor de gorduras, de sal e de açúcar, por exemplo, contribuem, e muito, para o aumento de peso corporal

Dicas para boa alimentação

Algumas pequenas adaptações ou mudanças podem fazer toda a diferença na hora de se alimentar. Café da manhã, almoço e jantar são as principais refeições do dia, por isso, o objetivo é que tenham sempre uma fonte de proteína (animal e/ou vegetal, como a carne e o feijão, respectivamente), outra que dê energia (como massas e cereais, caso do arroz), de gordura (óleo utilizado na preparação dos alimentos), além daqueles que fornecem vitaminas e fibras, caso das frutas, verduras e legumes. 

Os lanches entre essas refeições também são importantes. Um exemplo para se comer à tarde é o iogurte, uma fruta e uma fonte de energia, como um pedaço de bolo simples ou uma bolacha mais nutritiva, ou seja, que tenha aveia na sua composição ao invés de farinha de trigo. 

Comer e beber derivados de leite semidesnatado (iogurte, queijos brancos, ricota) ou cereais integrais sem açúcar é outra dica. 

Deve-se evitar doces em geral, como bolachas recheadas – que têm muito açúcar e gordura – e refrigerantes. 

A mastigação também é muito importante para a digestão. Todo o processo começa na salivação. O ideal é que se mastigue de 15 a 20 vezes cada alimento que ingerimos. 

Dessa forma, também sentimos o gosto da comida, o que nos dá mais prazer.

Psicológico precisa de atenção

Respeitar as diferenças entre as pessoas não é apenas uma questão de educação, mas sim de cidadania. Todos são diferentes: uns baixos, outros altos; uns cabeludos, outros sem cabelo; algumas pessoas são ruivas, outras morenas, negras, loiras... 

O mesmo acontece com o peso. Uns têm facilidade para perda, outros, nem tanto. O importante é lembrar que é preciso aceitar a própria imagem e tentar melhorar aspectos que possam ser mudados, não deixando que a felicidade gire em torno disso. 

Especialistas contam que crianças acima do peso, além de poder desenvolver doenças físicas, sofrem psicologicamente por causa do estereótipo – imagem que as pessoas veem e julgam incorretamente. 

Muitos precisam de acompanhamento psicológico para tratar magoas decorrentes de ‘brincadeiras’ nada engraçadas feitos pelos colegas ou por pessoas próximas. Não tem graça alguma inventar apelidos que desagradam os colegas. 

O exercício físico ajuda muito nesse processo de autoaceitação, oferecendo bem estar àqueles que se sentem deprimidos, excluídos e que não se aceitam por causa dos dígitos na balança. 

A família, nesse processo todo, também se faz fundamental, afinal, quando se muda a rotina alimentar dentro de casa e todos passam a se exercitar e a brincar juntos, todos ganham em saúde física e mental.

Consultoria de Mauro Firsberg, pediatra, nutrólogo coordenador do Centro de Excelência em Nutriçãoe Dificuldades Alimentares do Instituto Pensi (Pesquisa e Ensino em Saúde Infantil) e professor do departamento de pediatria da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo ), e Edmir Nader, psicóloga e mestre em psiquiatria pela Faculdade de Medicina da USP (Universidae de São Paulo). 

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