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Você conhece o seu avô?

Em 33 anos da página Memória no Diário, muitos avós por aqui passaram. Agora sistematizamos esta cobertura, graças ao incentivo da família Memofut – Grupo Literatura e Memória do Futebol. Ontem Celso Unzelte falou do avô francês, hoje é a vez do Claudio Y. Curiel e dos seus avós gregos. Prezado leitor, quando será a sua vez de lembrar dos avós?


Ademir Medici
Do Diário do Grande ABC

13/09/2020 | 00:01


Adorei a ideia da Memória >, e já vou separar fotos dos meus nonos.

José Roberto Fornazza

Assim como o Fornazza, já comecei a escarafunchar os arquivos.

Alexandre Andolpho Silva

Belíssima história, Celso! Você chegou a investigar a origem do nome Unzelt? Pela grafia, parece ser alemão.

Segundo os registros franceses, três Unzelt nasceram na França entre 1891 e 1915. Todos na cidade de Nièvre.

Max Gehringer

Celso, que emocionante a história do seu Paulo Unzelt. Imagino a sensação (que ele e os velhos torcedores do Paulistano experimentaram) de ver o time da juventude deixar de existir.Numa São Paulo ainda não tão gigantesca, quem garante que esses vovôs não se esbarraram pelas ruas da cidade ou estiveram no mesmo jogo de futebol?

Alexandre 

Claudio, emocionante seu depoimento. Imagino as dificuldades daqueles tempos, onde seu Sylvain viu os pais morrerem e depois ficou preso. Mesmo sem entender nada de futebol, só por ter te levado ao estádio já está perdoado!

Alexandre 


E de repente, São Paulo

Texto: Claudio Y. Curiel

Amigos. Aí vão algumas lembranças dos avós, neste caso paternos.

A primeira foto é de 1923 em Salônica, Grécia, onde aparece meu pai (Sylvain) e minha avó (Flora).

Depois temos uma foto de 1942 em Salônica também, um pouco antes da invasão nazista. Neste mesmo ano meus avós foram mortos num bombardeio à cidade. Meu pai, com 21 anos, foi preso até a libertação, em 1945.

Migrou para Paris e fez sua vida até conhecer minha mãe, que viajava para visitar familiares e acabaram se casando em agosto de 1952.

Vieram para a América (Montevidéu) e depois para São Paulo, em 1953.

Eu nasci em 1955, e quando menino perambulava pelo bairro, indo à padaria ou ao Largo do Arouche, Rua Vitória, Rua Aurora, Praça Júlio Mesquita. 

Conheci nestas andanças figuras como Pagano Sobrinho, Adoniram Barbosa, Laurindo, Durval de Souza e outras grandes figuras.

Em 1962 me apaixonei por futebol e implorei a meu pai que me levasse ao estádio. Meu pai não entendia absolutamente nada de futebol, mas mesmo assim me levou em 1963 ao Pacaembu num Santos x Portuguesa.

Minha paixão pelo Palmeiras já havia surgido assistindo à TV Record com transmissões de Raul Tabajara, Flávio Iazzetti e Paulo Planet Buarque.

Foi uma tarde inesquecível e que até hoje tem suas consequências: minha vida.

Pois é. Sou um apaixonado filho de alguém que não tinha a menor noção do que era futebol. Meu pai nos deixou em 1988 e muitas saudades.

Diário há meio século

Domingo, 13 de setembro de 1970 – ano 13, edição 1333

Manchete –  Árabes dominam aviões. E não soltam reféns.

Editorial – O governador Abreu Sodré tem sido, particularmente para o Grande ABC, um mau administrador.

Santo André – Está nascendo uma nova avenida, a Perimetral, uma espécie de círculo em torno da região central. A nova via se destina a dar melhor escoamento e pior mobilidade ao trânsito, dizem os técnicos. 

São Bernardo – A cidade não tem albergue. E a lei existe.

Em 13 de setembro de...

1915 – Joaquim Antonio Brazilio assume o cargo de ajudante do procurador da República no Município de São Bernardo (hoje Grande ABC). 

1920 – A Apea (Associação Paulista de Esportes Atléticos) – faria hoje o papel da Federação Paulista de Futebol – estudava o que chamava de nacionalização da terminologia esportiva.

A própria sigla Apea, até então, era APSA. Esporte Clube era Sport Club.

Caberia a cada clube filiado, em assembleia, decidir pelas alterações. Algumas pegaram. Outras, como a sigla do Timão, continua SCCP. E assim por diante.

Nota – Jornais como o Estadão passavam a adotar a tal nacionalização.

1965 – Giovanni Breda falece em São Bernardo. Hoje é nome da segunda maior praça pública da cidade, no bairro Assunção.


Santos do dia

- Ligório

- Maurílio



Comentários

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Você conhece o seu avô?

Em 33 anos da página Memória no Diário, muitos avós por aqui passaram. Agora sistematizamos esta cobertura, graças ao incentivo da família Memofut – Grupo Literatura e Memória do Futebol. Ontem Celso Unzelte falou do avô francês, hoje é a vez do Claudio Y. Curiel e dos seus avós gregos. Prezado leitor, quando será a sua vez de lembrar dos avós?

Ademir Medici
Do Diário do Grande ABC

13/09/2020 | 00:01


Adorei a ideia da Memória >, e já vou separar fotos dos meus nonos.

José Roberto Fornazza

Assim como o Fornazza, já comecei a escarafunchar os arquivos.

Alexandre Andolpho Silva

Belíssima história, Celso! Você chegou a investigar a origem do nome Unzelt? Pela grafia, parece ser alemão.

Segundo os registros franceses, três Unzelt nasceram na França entre 1891 e 1915. Todos na cidade de Nièvre.

Max Gehringer

Celso, que emocionante a história do seu Paulo Unzelt. Imagino a sensação (que ele e os velhos torcedores do Paulistano experimentaram) de ver o time da juventude deixar de existir.Numa São Paulo ainda não tão gigantesca, quem garante que esses vovôs não se esbarraram pelas ruas da cidade ou estiveram no mesmo jogo de futebol?

Alexandre 

Claudio, emocionante seu depoimento. Imagino as dificuldades daqueles tempos, onde seu Sylvain viu os pais morrerem e depois ficou preso. Mesmo sem entender nada de futebol, só por ter te levado ao estádio já está perdoado!

Alexandre 


E de repente, São Paulo

Texto: Claudio Y. Curiel

Amigos. Aí vão algumas lembranças dos avós, neste caso paternos.

A primeira foto é de 1923 em Salônica, Grécia, onde aparece meu pai (Sylvain) e minha avó (Flora).

Depois temos uma foto de 1942 em Salônica também, um pouco antes da invasão nazista. Neste mesmo ano meus avós foram mortos num bombardeio à cidade. Meu pai, com 21 anos, foi preso até a libertação, em 1945.

Migrou para Paris e fez sua vida até conhecer minha mãe, que viajava para visitar familiares e acabaram se casando em agosto de 1952.

Vieram para a América (Montevidéu) e depois para São Paulo, em 1953.

Eu nasci em 1955, e quando menino perambulava pelo bairro, indo à padaria ou ao Largo do Arouche, Rua Vitória, Rua Aurora, Praça Júlio Mesquita. 

Conheci nestas andanças figuras como Pagano Sobrinho, Adoniram Barbosa, Laurindo, Durval de Souza e outras grandes figuras.

Em 1962 me apaixonei por futebol e implorei a meu pai que me levasse ao estádio. Meu pai não entendia absolutamente nada de futebol, mas mesmo assim me levou em 1963 ao Pacaembu num Santos x Portuguesa.

Minha paixão pelo Palmeiras já havia surgido assistindo à TV Record com transmissões de Raul Tabajara, Flávio Iazzetti e Paulo Planet Buarque.

Foi uma tarde inesquecível e que até hoje tem suas consequências: minha vida.

Pois é. Sou um apaixonado filho de alguém que não tinha a menor noção do que era futebol. Meu pai nos deixou em 1988 e muitas saudades.

Diário há meio século

Domingo, 13 de setembro de 1970 – ano 13, edição 1333

Manchete –  Árabes dominam aviões. E não soltam reféns.

Editorial – O governador Abreu Sodré tem sido, particularmente para o Grande ABC, um mau administrador.

Santo André – Está nascendo uma nova avenida, a Perimetral, uma espécie de círculo em torno da região central. A nova via se destina a dar melhor escoamento e pior mobilidade ao trânsito, dizem os técnicos. 

São Bernardo – A cidade não tem albergue. E a lei existe.

Em 13 de setembro de...

1915 – Joaquim Antonio Brazilio assume o cargo de ajudante do procurador da República no Município de São Bernardo (hoje Grande ABC). 

1920 – A Apea (Associação Paulista de Esportes Atléticos) – faria hoje o papel da Federação Paulista de Futebol – estudava o que chamava de nacionalização da terminologia esportiva.

A própria sigla Apea, até então, era APSA. Esporte Clube era Sport Club.

Caberia a cada clube filiado, em assembleia, decidir pelas alterações. Algumas pegaram. Outras, como a sigla do Timão, continua SCCP. E assim por diante.

Nota – Jornais como o Estadão passavam a adotar a tal nacionalização.

1965 – Giovanni Breda falece em São Bernardo. Hoje é nome da segunda maior praça pública da cidade, no bairro Assunção.


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