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Vida indígena é tratada em projeto educacional

Sesc Santo André disponibiliza material on-line para professores da rede pública e agentes culturais


Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

08/09/2020 | 23:55


O Sesc Santo André, em parceria com a UFABC (Universidade Federal do ABC), lançou ontem, no YouTube, o projeto Cartografias de Ação e Desenvolvimento Social: Povos Indígenas do ABC. Trata-se de livreto sobre aldeias da região para que professores da rede pública possam compartilhar o material com os alunos durante as aulas não presenciais.

A ação integra o programa Diversidade Cultural do Sesc-SP e surgiu pela necessidade em debater questões territoriais no Grande ABC, por meio de análises feitas por pesquisadores da universidade e lideranças locais.

Para esta primeira edição do projeto, dedicada aos povos e comunidades indígenas, os profissionais buscaram atender demanda solicitada pela aldeia de Guyrapaju, habitada por integrantes da etnia Guarani M’bya, localizada na região pós-balsa de São Bernardo, às margens da Represa Billings, tendo como discussão central a educação indígena. O conteúdo traz resultados das experiências desenvolvidas junto à universidade, por meio de oficinas na aldeia durante os meses de novembro e dezembro do ano passado. O objetivo é apresentar ferramentas didáticas para serem refletidas e desenvolvidas em sala de aula pelos professores, ampliando o conhecimento dessa cultura.

Uma das responsáveis pelo projeto, Isabela Dias Benassi destaca que a primeira edição estava programada para ser impressa, porém, com a pandemia do novo coronavírus, foi necessário a adaptação para o formato on-line. “A ideia é uma formação continuada de professores e agentes culturais que se interessam pelo assunto. Queremos conectar essa rede de educadores e manter essa troca de informações, tanto para os professores que já estão à frente desse trabalho como para quem deseja ter mais informações sobre esse cenário”, declara Isabela.

De acordo com o material e com base no Censo 2010, o Grande ABC soma 425 famílias indígenas. São Bernardo tem a maior parte, com 150. “Alguns professores (da UFABC) já tinham uma relação com a aldeia de São Bernardo e, diante disso, buscamos essa aproximação para saber como eles gostariam de ser contemplados. A educação veio como primeira opção, tanto para ressaltar este assunto aos educadores das cidades, por exemplo, como também para ajudar os professores que atuam por lá (na região da aldeia)”, lembra Isabela.

O projeto busca novos horizontes para execução e segue em desdobramento. O próximo passo é realizar curso de formação aos educadores ainda sobre a cultura indígena, porém, no formato presencial, depois da pandemia. A proposta é que a cartilha seja publicada a cada seis meses, com a próxima população podendo ser com refugiados ou pessoas com culturas originárias afro-brasileiras. 



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Vida indígena é tratada em projeto educacional

Sesc Santo André disponibiliza material on-line para professores da rede pública e agentes culturais

Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

08/09/2020 | 23:55


O Sesc Santo André, em parceria com a UFABC (Universidade Federal do ABC), lançou ontem, no YouTube, o projeto Cartografias de Ação e Desenvolvimento Social: Povos Indígenas do ABC. Trata-se de livreto sobre aldeias da região para que professores da rede pública possam compartilhar o material com os alunos durante as aulas não presenciais.

A ação integra o programa Diversidade Cultural do Sesc-SP e surgiu pela necessidade em debater questões territoriais no Grande ABC, por meio de análises feitas por pesquisadores da universidade e lideranças locais.

Para esta primeira edição do projeto, dedicada aos povos e comunidades indígenas, os profissionais buscaram atender demanda solicitada pela aldeia de Guyrapaju, habitada por integrantes da etnia Guarani M’bya, localizada na região pós-balsa de São Bernardo, às margens da Represa Billings, tendo como discussão central a educação indígena. O conteúdo traz resultados das experiências desenvolvidas junto à universidade, por meio de oficinas na aldeia durante os meses de novembro e dezembro do ano passado. O objetivo é apresentar ferramentas didáticas para serem refletidas e desenvolvidas em sala de aula pelos professores, ampliando o conhecimento dessa cultura.

Uma das responsáveis pelo projeto, Isabela Dias Benassi destaca que a primeira edição estava programada para ser impressa, porém, com a pandemia do novo coronavírus, foi necessário a adaptação para o formato on-line. “A ideia é uma formação continuada de professores e agentes culturais que se interessam pelo assunto. Queremos conectar essa rede de educadores e manter essa troca de informações, tanto para os professores que já estão à frente desse trabalho como para quem deseja ter mais informações sobre esse cenário”, declara Isabela.

De acordo com o material e com base no Censo 2010, o Grande ABC soma 425 famílias indígenas. São Bernardo tem a maior parte, com 150. “Alguns professores (da UFABC) já tinham uma relação com a aldeia de São Bernardo e, diante disso, buscamos essa aproximação para saber como eles gostariam de ser contemplados. A educação veio como primeira opção, tanto para ressaltar este assunto aos educadores das cidades, por exemplo, como também para ajudar os professores que atuam por lá (na região da aldeia)”, lembra Isabela.

O projeto busca novos horizontes para execução e segue em desdobramento. O próximo passo é realizar curso de formação aos educadores ainda sobre a cultura indígena, porém, no formato presencial, depois da pandemia. A proposta é que a cartilha seja publicada a cada seis meses, com a próxima população podendo ser com refugiados ou pessoas com culturas originárias afro-brasileiras. 

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