Fechar
Publicidade

Quinta-Feira, 29 de Outubro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Setecidades

setecidades@dgabc.com.br | 4435-8319

Hospital Vital fecha as portas e demite 210 funcionários

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Dispensa foi realizada de forma coletiva no estacionamento da unidade de saúde; local tinha parceria com a Prefeitura


Bia Moço
Miriam Gimenes
Do Diário do Grande ABC

08/09/2020 | 14:05


Atualizado às 22h

Em plena pandemia, o Hospital Vital, em Mauá, empresa do grupo Medical Health, fechou as portas e deixou 210 funcionários na mão. Chamados para reunião de emergência, os trabalhadores foram informados que, ao contrário do que havia sido prometido em agosto, não há perspectivas de que o grupo São Francisco, que deve assumir o controle da unidade, mantenha os funcionários. Como consequência, os trabalhadores foram demitidos. 

Segundo uma funcionária, no dia 26 de agosto foi informado aos trabahadores que o hospital havia sido negociado em leilão e que novo grupo assumiria a administração, inclusive os funcionários. “No dia 29, o hospital encerrou as atividades. Nós recebemos mensagem garantindo que quando fossem retornar eles avisariam para a gente voltar. Falaram também que pagariam tudo que tivesse em débito, porque o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) nunca foi depositado. Prometeram que, três dias depois que esvaziassem o prédio, os novos donos arrumariam o hospital”, contou.

Nesta terça-feira (8), os funcionários foram pegos de surpresa com a demissão ocorrida em grupo, no estacionamento do hospital. “Falaram que todo mundo estava demitido e que o grupo novo (São Francisco) não quer assumir ninguém. Alguns funcionários deste grupo disseram que não foi acordado nada, que não ficariam com ninguém. Afirmaram que a Medical tirou tudo de dentro do hospital e a reforma vai demorar seis meses”, explicou a funcionária.

Ao Diário, a Medical Health afirmou que “não é proprietária ou sequer faz parte do mesmo grupo empresarial do hospital”, além de que o encerramento das atividades não diz respeito à empresa, esclarecendo que a relação entre o Hospital Vital e a Medical Health é “estritamente contratual”, existindo acordo de credenciamento entre ambas as empresas, vigente desde 2016.

Diretor do SindSaúde ABC, Denis Lopes Durães afirmou que, embora a Medical Health negue ter sido a gestora do hospital, a entidade já está reunindo documentos que provam o contrário. “Há, inclusive, comprovantes de pagamentos de proventos de alguns funcionários que provam que a Medical estava por trás do gerenciamento do hospital”, contou.

Segundo Durães, o Grupo São Francisco tinha intenção de manter os funcionários, e iniciaria as atividades ontem, com nova nomeação na unidade de saúde. No entanto, ao chegarem ao endereço, os novos gestores encontraram o prédio depredado. “O Grupo São Francisco pediu que a antiga gestora deixasse o hospital limpo, alegando que levariam equipamentos novos. Mas hoje encontraram a unidade sem torneiras, fiação elétrica, lâmpadas, enfim, estava totalmente devastado. Diante disso, não querem manter os trabalhadores e afirmam que levará, no mínimo, seis meses para reconstrução do local”.

O sindicato deu prazo até sexta-feira (11) para que a Medical dê respostas sobre a demissão em massa. “Se não se pronunciarem, vamos fazer assembleia na segunda-feira (14), às 8h, na frente da unidade de Santo André”, afirmou Durães, explicando que tenta negociar com o Grupo São Francisco a recolocação dos profissionais.

PARCERIA

Embora particular, o Hospital Vital atendia usuários do SUS (Sistema Único de Saúde), por meio de parceria com a Prefeitura de Mauá. A administração informou, em nota, que diante da situação, estuda formas de intervir. “Salientamos que foi feita parceira no começo da pandemia, sob demanda, em que seria pago apenas quando o leito fosse utilizado, mas não foi preciso e hoje esta parceria já não é mais necessária.”

 



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Hospital Vital fecha as portas e demite 210 funcionários

Dispensa foi realizada de forma coletiva no estacionamento da unidade de saúde; local tinha parceria com a Prefeitura

Bia Moço
Miriam Gimenes
Do Diário do Grande ABC

08/09/2020 | 14:05


Atualizado às 22h

Em plena pandemia, o Hospital Vital, em Mauá, empresa do grupo Medical Health, fechou as portas e deixou 210 funcionários na mão. Chamados para reunião de emergência, os trabalhadores foram informados que, ao contrário do que havia sido prometido em agosto, não há perspectivas de que o grupo São Francisco, que deve assumir o controle da unidade, mantenha os funcionários. Como consequência, os trabalhadores foram demitidos. 

Segundo uma funcionária, no dia 26 de agosto foi informado aos trabahadores que o hospital havia sido negociado em leilão e que novo grupo assumiria a administração, inclusive os funcionários. “No dia 29, o hospital encerrou as atividades. Nós recebemos mensagem garantindo que quando fossem retornar eles avisariam para a gente voltar. Falaram também que pagariam tudo que tivesse em débito, porque o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) nunca foi depositado. Prometeram que, três dias depois que esvaziassem o prédio, os novos donos arrumariam o hospital”, contou.

Nesta terça-feira (8), os funcionários foram pegos de surpresa com a demissão ocorrida em grupo, no estacionamento do hospital. “Falaram que todo mundo estava demitido e que o grupo novo (São Francisco) não quer assumir ninguém. Alguns funcionários deste grupo disseram que não foi acordado nada, que não ficariam com ninguém. Afirmaram que a Medical tirou tudo de dentro do hospital e a reforma vai demorar seis meses”, explicou a funcionária.

Ao Diário, a Medical Health afirmou que “não é proprietária ou sequer faz parte do mesmo grupo empresarial do hospital”, além de que o encerramento das atividades não diz respeito à empresa, esclarecendo que a relação entre o Hospital Vital e a Medical Health é “estritamente contratual”, existindo acordo de credenciamento entre ambas as empresas, vigente desde 2016.

Diretor do SindSaúde ABC, Denis Lopes Durães afirmou que, embora a Medical Health negue ter sido a gestora do hospital, a entidade já está reunindo documentos que provam o contrário. “Há, inclusive, comprovantes de pagamentos de proventos de alguns funcionários que provam que a Medical estava por trás do gerenciamento do hospital”, contou.

Segundo Durães, o Grupo São Francisco tinha intenção de manter os funcionários, e iniciaria as atividades ontem, com nova nomeação na unidade de saúde. No entanto, ao chegarem ao endereço, os novos gestores encontraram o prédio depredado. “O Grupo São Francisco pediu que a antiga gestora deixasse o hospital limpo, alegando que levariam equipamentos novos. Mas hoje encontraram a unidade sem torneiras, fiação elétrica, lâmpadas, enfim, estava totalmente devastado. Diante disso, não querem manter os trabalhadores e afirmam que levará, no mínimo, seis meses para reconstrução do local”.

O sindicato deu prazo até sexta-feira (11) para que a Medical dê respostas sobre a demissão em massa. “Se não se pronunciarem, vamos fazer assembleia na segunda-feira (14), às 8h, na frente da unidade de Santo André”, afirmou Durães, explicando que tenta negociar com o Grupo São Francisco a recolocação dos profissionais.

PARCERIA

Embora particular, o Hospital Vital atendia usuários do SUS (Sistema Único de Saúde), por meio de parceria com a Prefeitura de Mauá. A administração informou, em nota, que diante da situação, estuda formas de intervir. “Salientamos que foi feita parceira no começo da pandemia, sob demanda, em que seria pago apenas quando o leito fosse utilizado, mas não foi preciso e hoje esta parceria já não é mais necessária.”

 

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;