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USCS faz medicamento que ajuda população em tempos de Covid

Pixabay Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Fitoterápico auxilia no combate à ansiedade; pesquisa diz que 41% da população do País sofrem da doença como consequência da pandemia


Vinícius Castelli
Do Diário do Grande ABC

07/09/2020 | 23:55


Com a chegada da pandemia causada pelo novo coronavírus ao Brasil, em março, os casos de ansiedade têm se tornado cada vez mais comuns entre as pessoas, conforme apontam especialistas. Para auxiliar no tratamento, a USCS (Universidade Municipal de São Caetano) tem projeto para produção de medicamentos fitoterápicos, e um deles pode auxiliar no tratamento da doença.

Trata-se de cápsulas de maracujá (Passiflora incarnata L.). Segundo a USCS, a medicação atua como ansiolítico e sedativo leve.

De acordo com a professora Celi de Paula Silva, representante do projeto na USCS, durante o período de distanciamento físico, necessário para evitar o contágio pelo novo coronavírus, “foi verificado por vários pesquisadores aumento no número de casos de ansiedade, insônia e depressão”.

Estudo realizado pelo Instituto Ipsos e divulgado em junho aponta que quatro em cada dez brasileiros têm sofrido de ansiedade como consequência do surto do novo coronavírus. O número equivale a 41% da população do País. Segundo a pesquisa, as mulheres são as mais afetadas e somam 49%, enquanto nos homens chega a 33%.

Ainda segundo a pesquisa, que levantou dados em 16 países, o Brasil está na primeira posição entre as nações mais ansiosas do mundo. Em segundo está o México, com 35% da população, seguido pela Rússia, com 32%.

Gestora do curso de Farmácia da USCS, a professora Cristina Vidal reforça que, diante desta questão, os medicamentos fitoterápicos podem ser importantes aliados para o controle desses sintomas.

“Esses medicamentos, por serem extraídos de plantas medicinais, possuem boa eficácia e poucos efeitos colaterais, mas ainda assim são medicamentos e precisam ser utilizados de forma racional e sempre com a orientação de um profissional”, explica.

Além desse, estão na produção outros quatro medicamentos fitoterápicos: tintura de guaçatonga, indicado para distúrbios digestivos, gastrite, aftas, mau hálito, dor e lesões, herpes labial e genital; cápsulas de ginkgo biloba L., usado para vertigem e zumbidos resultantes de distúrbios circulatórios, distúrbios circulatórios periféricos, como cãibras; pomada de barbatimão (que atua como cicatrizante) e extrato seco de cimicifuga racemosa, que pode auxiliar no alívio dos sintomas da pré-menopausa e pós-menopausa, ondas de calor, suor excessivo, palpitações e alterações depressivas do humor e do sono.

A produção é resultado de parceria com a Secretaria de Saúde do município e com o Ministério da Saúde, por meio do Fitodaf (Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos).

Segundo a Prefeitura de São Caetano, o investimento no projeto é de R$ 135 mil, repasse do ministério .

Moradores de São Caetano podem ter acesso aos remédios mediante receituário da rede de saúde do município. Segundo a USCS, a capacidade de produção semanal é de 1.000 unidades de cada medicamento.
 



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USCS faz medicamento que ajuda população em tempos de Covid

Fitoterápico auxilia no combate à ansiedade; pesquisa diz que 41% da população do País sofrem da doença como consequência da pandemia

Vinícius Castelli
Do Diário do Grande ABC

07/09/2020 | 23:55


Com a chegada da pandemia causada pelo novo coronavírus ao Brasil, em março, os casos de ansiedade têm se tornado cada vez mais comuns entre as pessoas, conforme apontam especialistas. Para auxiliar no tratamento, a USCS (Universidade Municipal de São Caetano) tem projeto para produção de medicamentos fitoterápicos, e um deles pode auxiliar no tratamento da doença.

Trata-se de cápsulas de maracujá (Passiflora incarnata L.). Segundo a USCS, a medicação atua como ansiolítico e sedativo leve.

De acordo com a professora Celi de Paula Silva, representante do projeto na USCS, durante o período de distanciamento físico, necessário para evitar o contágio pelo novo coronavírus, “foi verificado por vários pesquisadores aumento no número de casos de ansiedade, insônia e depressão”.

Estudo realizado pelo Instituto Ipsos e divulgado em junho aponta que quatro em cada dez brasileiros têm sofrido de ansiedade como consequência do surto do novo coronavírus. O número equivale a 41% da população do País. Segundo a pesquisa, as mulheres são as mais afetadas e somam 49%, enquanto nos homens chega a 33%.

Ainda segundo a pesquisa, que levantou dados em 16 países, o Brasil está na primeira posição entre as nações mais ansiosas do mundo. Em segundo está o México, com 35% da população, seguido pela Rússia, com 32%.

Gestora do curso de Farmácia da USCS, a professora Cristina Vidal reforça que, diante desta questão, os medicamentos fitoterápicos podem ser importantes aliados para o controle desses sintomas.

“Esses medicamentos, por serem extraídos de plantas medicinais, possuem boa eficácia e poucos efeitos colaterais, mas ainda assim são medicamentos e precisam ser utilizados de forma racional e sempre com a orientação de um profissional”, explica.

Além desse, estão na produção outros quatro medicamentos fitoterápicos: tintura de guaçatonga, indicado para distúrbios digestivos, gastrite, aftas, mau hálito, dor e lesões, herpes labial e genital; cápsulas de ginkgo biloba L., usado para vertigem e zumbidos resultantes de distúrbios circulatórios, distúrbios circulatórios periféricos, como cãibras; pomada de barbatimão (que atua como cicatrizante) e extrato seco de cimicifuga racemosa, que pode auxiliar no alívio dos sintomas da pré-menopausa e pós-menopausa, ondas de calor, suor excessivo, palpitações e alterações depressivas do humor e do sono.

A produção é resultado de parceria com a Secretaria de Saúde do município e com o Ministério da Saúde, por meio do Fitodaf (Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos).

Segundo a Prefeitura de São Caetano, o investimento no projeto é de R$ 135 mil, repasse do ministério .

Moradores de São Caetano podem ter acesso aos remédios mediante receituário da rede de saúde do município. Segundo a USCS, a capacidade de produção semanal é de 1.000 unidades de cada medicamento.
 

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