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E você, tem medo de que?

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Ficar doente é mais assustador para os jovens do que a morte, falta de dinheiro ou solidão


Tauana Marin
Do Diário do Grande ABC

06/09/2020 | 10:47


Todo mundo tem medo de alguma coisa, algo que só de pensar deixa as pernas bambas e o coração acelerado. E você, qual o seu medo? O receio em contrair alguma doença é o que mais amedontra os jovens brasileiros, segundo a pesquisa realizada pelo Nube (Núcleo Brasileiro de Estágios). O objetivo foi saber os pavores mais comuns entre o público jovem total de 28.607 participantes, entre 15 e 29 anos.

O estudo revelou maior preocupação com patologias em relação à própria morte. A alternativa mais escolhida, com 26,76% ou 7.655 votos, foi doenças. Esse resultado pode ter sido influenciado pelo contexto da pandemia. “Cada vez mais, estamos acompanhando o aumento dos casos confirmados (de Covid-19) em nosso País e isso pode transparecer às pessoas como o vírus está próximo”, explica a analista de treinamento do núcleo, Skarlett Oliveira.

Na sequência estão aqueles que possuem medo de perder a vida – 18,77% (5.370 jovens). “Dentro do cenário atual, esse é um fator profundo. É muito importante nos mantermos atualizados nesse momento, porém, por conta de muita informação, a insegurança vai crescendo. A dica nesse sentido é: não colocar assuntos sobre a doença como foco dos seus dias, procure pesquisar somente os dados fundamentais e busque fontes seguras para isso”, cita a especialista, que completa que caso a mente não esteja dando conta da carga de notícias negativas e fica apenas focada em determinado assunto, o ideal é buscar a ajuda de um especialista, para tratar e conversar sobre.

Outros 16,20% ou 4.634 jovens, afirmaram ter pavor de enfrentar problemas financeiros. Diante da circunstância vivida nos últimos meses, essa preocupação pode estar relacionada ao âmbito empresarial. “A incerteza por conta de estarmos vivendo uma crise sanitária, leva ao receio de perder a colocação e, consequentemente, ter dívidas. A situação pede cautela, é imprescindível economizar e realmente reservar o máximo possível. Dessa forma, estaremos preparados diante de uma adversidade”, garante.

Medo de altura também entra na lista sendo a principal causa de medo de 15,55% dos jovens (4.449). O nome científico para esse problema é acrofobia. “Em muitos casos, essa aversão a locais distantes do chão pode ser irracional. O primeiro passo é entender o porquê essa sensação existe. Afinal, a depender da intensidade, pode atrapalhar a vida, como no trabalho, caso atue em um andar alto de um prédio ou em uma simples visita a um amigo. O indicado é consultar alguém especializado para entender melhor em terapia”, conta a analista.

Pavor da solidão (4.069 pessoas) e de falar em público (2.430) não ficam de fora. “O isolamento social se fez extremamente importante e praticamente obrigatório para a nossa segurança e das outras pessoas. É legal tentar focar nos benefícios da tecnologia e aproveitá-los ao máximo agora. Quanto a falar diante das pessoas, essa é uma das competências mais aprimoradas pelos indivíduos, provavelmente porque é muito importante no ambiente corporativo” contextualiza a representante do Nube. 



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E você, tem medo de que?

Ficar doente é mais assustador para os jovens do que a morte, falta de dinheiro ou solidão

Tauana Marin
Do Diário do Grande ABC

06/09/2020 | 10:47


Todo mundo tem medo de alguma coisa, algo que só de pensar deixa as pernas bambas e o coração acelerado. E você, qual o seu medo? O receio em contrair alguma doença é o que mais amedontra os jovens brasileiros, segundo a pesquisa realizada pelo Nube (Núcleo Brasileiro de Estágios). O objetivo foi saber os pavores mais comuns entre o público jovem total de 28.607 participantes, entre 15 e 29 anos.

O estudo revelou maior preocupação com patologias em relação à própria morte. A alternativa mais escolhida, com 26,76% ou 7.655 votos, foi doenças. Esse resultado pode ter sido influenciado pelo contexto da pandemia. “Cada vez mais, estamos acompanhando o aumento dos casos confirmados (de Covid-19) em nosso País e isso pode transparecer às pessoas como o vírus está próximo”, explica a analista de treinamento do núcleo, Skarlett Oliveira.

Na sequência estão aqueles que possuem medo de perder a vida – 18,77% (5.370 jovens). “Dentro do cenário atual, esse é um fator profundo. É muito importante nos mantermos atualizados nesse momento, porém, por conta de muita informação, a insegurança vai crescendo. A dica nesse sentido é: não colocar assuntos sobre a doença como foco dos seus dias, procure pesquisar somente os dados fundamentais e busque fontes seguras para isso”, cita a especialista, que completa que caso a mente não esteja dando conta da carga de notícias negativas e fica apenas focada em determinado assunto, o ideal é buscar a ajuda de um especialista, para tratar e conversar sobre.

Outros 16,20% ou 4.634 jovens, afirmaram ter pavor de enfrentar problemas financeiros. Diante da circunstância vivida nos últimos meses, essa preocupação pode estar relacionada ao âmbito empresarial. “A incerteza por conta de estarmos vivendo uma crise sanitária, leva ao receio de perder a colocação e, consequentemente, ter dívidas. A situação pede cautela, é imprescindível economizar e realmente reservar o máximo possível. Dessa forma, estaremos preparados diante de uma adversidade”, garante.

Medo de altura também entra na lista sendo a principal causa de medo de 15,55% dos jovens (4.449). O nome científico para esse problema é acrofobia. “Em muitos casos, essa aversão a locais distantes do chão pode ser irracional. O primeiro passo é entender o porquê essa sensação existe. Afinal, a depender da intensidade, pode atrapalhar a vida, como no trabalho, caso atue em um andar alto de um prédio ou em uma simples visita a um amigo. O indicado é consultar alguém especializado para entender melhor em terapia”, conta a analista.

Pavor da solidão (4.069 pessoas) e de falar em público (2.430) não ficam de fora. “O isolamento social se fez extremamente importante e praticamente obrigatório para a nossa segurança e das outras pessoas. É legal tentar focar nos benefícios da tecnologia e aproveitá-los ao máximo agora. Quanto a falar diante das pessoas, essa é uma das competências mais aprimoradas pelos indivíduos, provavelmente porque é muito importante no ambiente corporativo” contextualiza a representante do Nube. 

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