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Sucessão esquenta Santo André


Leandro Laranjeira
Do Diário do Grande ABC

04/11/2006 | 21:15


Embora a sucessão municipal seja somente daqui a dois anos, alguns políticos de Santo André já se preparam para concorrer à Prefeitura. Pelo menos 18 pessoas, incluindo as que acham cedo para falar do assunto, são cotadas para suceder o prefeito petista João Avamileno. Até mesmo Bruno Daniel, irmão do ex-prefeito Celso Daniel, que mora fora do país, já foi citado nos bastidores como possível aposta do Psol.

No PT, os nomes ventilados são o da vice-prefeita, Ivete Garcia, o do deputado estadual reeleito Vanderlei Siraque e o do deputado federal Luiz Carlos da Silva, o Professor Luizinho, que não teve votos suficientes para permanecer na Câmara Federal após ser acusado de envolvimento no mensalão. Por fora aparece a assessora do presidente Lula, Miriam Belchior. Ela seria uma espécie de “terceira via” do partido, já que Luizinho, dizem, não tem chance na disputa. Apesar de estar bem empregada em Brasília, Miriam, que é ex-mulher de Celso Daniel, conhece a política andreense.

Mas os que levam vantagem no processo são Ivete e Siraque. Com discurso ensaiado, eles ‘culpam’ a “disciplina partidária” para não comentar as especulações. Independentemente de quem for o escolhido, o certo é que será alvo das demais candidaturas. Em 2008, o PT completará 12 anos seguidos no comando da cidade.

Nome certo mesmo para a sucessão é o do secretário de Comunicação de São Bernardo, Raimundo Salles (PFL). O pefelista não esperou nem mesmo o final das eleições deste ano – em que concorreu a deputado federal – para anunciar sua pretensão de disputar a Prefeitura em Santo André. A declaração de Salles demonstra uma tendência nacional, do fim da parceria entre PFL e PSDB.

Já entre os tucanos, que hoje representam a segunda força partidária do município, nenhuma definição. Além dos quatro vereadores (Paulinho Serra, Airton Bíscaro, Marcelo Chehade e Marcos Medeiros), com ligeira vantagem para Serra, outros três nomes podem concorrer ao Executivo: o empresário Sérgio Denadai, o ex-prefeito Newton Brandão e o médico Vanderley de Paula, que, neste ano, embora não tenha sido eleito, foi o candidato a deputado federal mais votado da legenda no município. Em conversas informais, tucanos admitem que hoje nenhum dos possíveis candidatos leva vantagem significativa na corrida ao Executivo.

A disputa no PMDB deve ser, novamente, desgastante. O vereador Sargento Juliano, atual presidente da legenda na cidade, não esconde sua vontade de disputar o governo andreense em 2008. Seja na condição de candidato a prefeito ou mesmo, dizem alguns, como vice-prefeito. Aliás, o racha ocorrido no partido em 2004, que culminou com a intervenção por parte da Executiva Estadual, foi motivado por esse mesmo dilema. Enquanto uma ala do PMDB pretendia lançar candidatura própria, Juliano foi um dos defensores de que o partido deveria se juntar ao PT – ele chegou até mesmo a ser cotado para ser vice de Avamileno. Ao final, o PMDB rachou e lançou o empresário Wilson Bianchi a prefeito. Mais tarde, ele seria responsável pela intervenção no diretório.

Bianchi, que não foi eleito deputado estadual em outubro, já colocou oficialmente seu nome para a Prefeitura. “Que eu saiba, o Juliano é candidato a vereador. Se ele quiser concorrer à Prefeitura também, vamos disputar (a preferência dos filiados)”, disse. Juliano, por sua vez, trata o assunto com ironia. “Ele tem de acordar deste sonho. Quer ser candidato para perder novamente?”, retrucou.

Legislativo – Por falta de lideranças fortes, muitos dos possíveis candidatos à sucessão devem sair da Câmara. Nos últimos dias, a especulação que ganhou força é a possível dobrada entre os vereadores Aidan Ravin (PPS) e Luiz Zacarias (PL). Eles se uniriam, ainda não se sabe em quais circunstâncias (se ficariam ou sairiam de seus respectivos partidos) para acabar com a hegemonia petista no município. Fala-se até mesmo que Sargento Juliano já estaria tentando costurar uma dobrada com Ravin, hoje um dos homens com mais votos na cidade.

O fato é que Ravin e Zacarias têm votação considerável em regiões carentes, onde está concentrada a maioria dos eleitores do PT. Além disso, conta a favor de Ravin o fato de ter sido o vereador mais bem votado de Santo André em 2004, com 10. 019 votos (a segunda maior votação da região). Ravin e Zacarias ainda foram bem votados na eleição para a Assembléia Legislativa este ano, embora não tenham conseguido se eleger.

Esta alternativa é apontada como uma das principais soluções da oposição, cujo dilema é não ter um nome forte, com votação considerável, para derrotar o PT. “Só temos candidatos de 30 mil votos”, lamentou um oposicionista.

De todos os nomes que começam a ser ventilados para a sucessão andreense, Celso Russomanno (PP) é considerado nos bastidores petistas como o maior rival em 2008. Deputado federal, reeleito com 573.524 votos, o desafeto de Paulo Maluf deve novamente tentar a Prefeitura de Santo André.

Outro possível candidato-vereador é Carlos Raposo (PV).Ele até ensaiou sua ida ao PP visando a eleição de 2008. Mas, ao que tudo indica, as tratativas com Russomanno, o qual Raposo conversaria sobre a possibilidade até mesmo de ser vice na chapa – ou mesmo candidato oficial do partido – não avançaram.

Certo mesmo é que Raposo não ficará no PV e deve procurar uma legenda que lhe dê espaço. Com a saída do parlamentar da legenda, que sempre teve uma relação tensa com a direção do partido, o caminho fica aberto para o empresário Ajan Marques disputar a sucessão.

Apesar de boatos darem conta de que Bruno Daniel concorrerá à Prefeitura em 2008 pelo Psol, o que é praticamente descartado pela legenda, quem realmente deve ser o candidato do partido daqui a dois anos é o ex-vereador e professor Ricardo Alvarez, que cuida da estruturação do Psol no município.



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