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Deputados do PSOL pedem força-tarefa para acompanhar gestão de Damares Alves

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


02/09/2020 | 16:26


A bancada do PSOL apresentou representação à Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, do Ministério Público Federal, contra a gestão da ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos Damares Alves. Os deputados pedem a instalação de uma força-tarefa para acompanhar políticas da pasta no combate à violência contra crianças e adolescentes.

Segundo os parlamentares, Damares ''não possui uma política estruturada para a proteção da criança e do adolescente'', e os programas existentes estariam ''deficientes'' por questões orçamentárias.

Os deputados citam Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte (PPCAAM), que atua em 17 Estados do País. O programa foi oferecido à menina de dez anos que foi vítima de abuso sexual no Espírito Santo e precisou passar por um aborto em julho.

Apesar da importância do programa, a verba destinada foi reduzida pela metade no Espírito Santo em comparação ao ano passado, caindo de R$ 1,4 milhão para R$ 736 mil, segundo informou o Ministério da Mulher em resposta a pedido de Lei de Acesso à Informação enviado pelo deputado Ivan Valente.

"De acordo com os dados encaminhados pela pasta, Acre, Alagoas, Amazonas e Ceará não receberam recursos para o programa em 2019. Situação que se repetiu com o Amazonas em 2020 e também ocorreu com o Estado de Minas Gerais", apontam os deputados. "Amapá, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Piauí, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins sequer constam na lista do Ministério, o que constitui um forte indicativo da fragilidade da proteção de crianças e adolescentes ameaçados nessas unidades da federação".

Segundo o Ministério da Mulher, os Estados que não são cobertos pelo PPCAAM contam com um núcleo técnico federal que auxiliam nos termos do programa.

Entre os pedidos da bancada do PSOL à Procuradoria é a criação de uma força-tarefa formada pelo Ministério Público Federal, Tribunal de Contas da União e Controladoria-Geral da República para ''acompanhamento e monitoramento orçamentário e financeiro'' dos atos da gestão Damares.

Os deputados também pedem ''apuração sobre a responsabilidade'' da ministra ''pela precariedade das políticas de enfrentamento à violência contra crianças e adolescentes em âmbito federal''.

COM A PALAVRA, O MINISTÉRIO DA MULHER, FAMÍLIA E DOS DIREITOS HUMANOS

Até a publicação desta matéria, a reportagem não havia recebido uma resposta do Ministério da Mulher, Família e dos Direitos Humanos. O espaço permanece aberto a manifestações.



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Deputados do PSOL pedem força-tarefa para acompanhar gestão de Damares Alves


02/09/2020 | 16:26


A bancada do PSOL apresentou representação à Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, do Ministério Público Federal, contra a gestão da ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos Damares Alves. Os deputados pedem a instalação de uma força-tarefa para acompanhar políticas da pasta no combate à violência contra crianças e adolescentes.

Segundo os parlamentares, Damares ''não possui uma política estruturada para a proteção da criança e do adolescente'', e os programas existentes estariam ''deficientes'' por questões orçamentárias.

Os deputados citam Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte (PPCAAM), que atua em 17 Estados do País. O programa foi oferecido à menina de dez anos que foi vítima de abuso sexual no Espírito Santo e precisou passar por um aborto em julho.

Apesar da importância do programa, a verba destinada foi reduzida pela metade no Espírito Santo em comparação ao ano passado, caindo de R$ 1,4 milhão para R$ 736 mil, segundo informou o Ministério da Mulher em resposta a pedido de Lei de Acesso à Informação enviado pelo deputado Ivan Valente.

"De acordo com os dados encaminhados pela pasta, Acre, Alagoas, Amazonas e Ceará não receberam recursos para o programa em 2019. Situação que se repetiu com o Amazonas em 2020 e também ocorreu com o Estado de Minas Gerais", apontam os deputados. "Amapá, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Piauí, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins sequer constam na lista do Ministério, o que constitui um forte indicativo da fragilidade da proteção de crianças e adolescentes ameaçados nessas unidades da federação".

Segundo o Ministério da Mulher, os Estados que não são cobertos pelo PPCAAM contam com um núcleo técnico federal que auxiliam nos termos do programa.

Entre os pedidos da bancada do PSOL à Procuradoria é a criação de uma força-tarefa formada pelo Ministério Público Federal, Tribunal de Contas da União e Controladoria-Geral da República para ''acompanhamento e monitoramento orçamentário e financeiro'' dos atos da gestão Damares.

Os deputados também pedem ''apuração sobre a responsabilidade'' da ministra ''pela precariedade das políticas de enfrentamento à violência contra crianças e adolescentes em âmbito federal''.

COM A PALAVRA, O MINISTÉRIO DA MULHER, FAMÍLIA E DOS DIREITOS HUMANOS

Até a publicação desta matéria, a reportagem não havia recebido uma resposta do Ministério da Mulher, Família e dos Direitos Humanos. O espaço permanece aberto a manifestações.

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