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Andreense ‘quebra promessa’ para ter vida salva no Bruno Daniel

Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Filho do ex-presidente Jairo Livolis, Severo Neto retornou ao estádio como paciente da Covid-19


Dérek Bittencourt
Do Diário do Grande ABC

29/08/2020 | 00:59


O publicitário andreense Severo Livolis Neto, 54 anos, teve recentemente um reencontro que ele não necessariamente desejava. Aliás, muito pelo contrário. Em 2007, ele fizera uma promessa: jamais pisaria novamente no Estádio Bruno Daniel, onde por quatro décadas comparecia para torcer pelo Santo André. Filho do ex-presidente do Ramalhão, Jairo Livolis, que morreu há três anos, tinha seus motivos para prometer não voltar ao local – os quais prefere manter em segredo. Ainda assim, dia 19 de junho, lá estava ele adentrando a praça esportiva em uma condição muito específica, como paciente da Covid-19, para ser tratado no hospital de campanha montado sobre o gramado.

Aquele mesmo campo onde Severo assistiu jogar os maiores ídolos ramalhinos, como Tulica, Arnaldinho, Esquerdinha e Sandro Gaúcho, foi o mesmo onde ficou por exatamente uma semana até receber alta e o fez deixar de lado o que prometera 13 anos antes. “Ocorreram atitudes que me desagradaram à época, as quais prefiro não comentar, mas essa postura minha foi respeitada por meu pai. Essa ‘quebra’ (da promessa) ocorreu por um motivo maior: salvar minha vida”, resumiu-se a dizer o andreense. “Graças a Deus não tive nenhuma sintomatologia mais grave, exceto uma alteração de saturação de oxigenação no primeiro dia, portanto meu período de internação foi, felizmente, bem tranquilo, na medida do possível para alguém que foi internado com coronavírus, claro”, explicou ele, que desconhece como contraiu o vírus.

Severo afirmou que começou a frequentar o Brunão entre 1975 e 1976 e recorda dos jogos pelo Brasileirão de 1984, do acesso à Série A-1 do Paulista em 2001 (no inesquecível pênalti de Adãozinho), das campanhas da Copa São Paulo de Futebol Júnior de 2003, da Copa do Brasil de 2004 e da Libertadores de 2005, mas a partir de agora terá outros personagens para se lembrar quando pensar no estádio. “Todos, tanto pacientes quanto equipe do hospital, mantinham uma corrente de apoio que, com certeza, ajudava a otimizar a recuperação. A equipe, entre médicos, enfermeiros, psicólogos, limpeza e tantos outros, foi o ponto alto dessa equação toda. Não é fácil você chegar em um ambiente de perigo de saúde, na frente de uma batalha contra uma pandemia que assusta o mundo inteiro, e se colocar em risco sem piscar, mesmo considerando o medo que tudo isso causa. Essa equipe vinha todos os dias com o astral no máximo, não importando o quanto isso fosse difícil, e isso era, definitivamente, o melhor dos remédios a nós ministrado. Sem essa força extra, com certeza, minha internação teria sido muito mais complicada, e por isso sou extremamente agradecido a todos que fizeram parte do hospital de campanha do Bruno Daniel”, exaltou.

Severo acredita que a montagem da estrutura no estádio vai tornar a casa ramalhina ainda mais especial. “Com toda certeza o hospital de campanha fará parte como mais uma vitória desse estádio. Foi muito importante sua utilização neste momento de pandemia e, agora, ele retorna ao seu propósito maior, que é ser a casa do Ramalhão”, concluiu. 



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Andreense ‘quebra promessa’ para ter vida salva no Bruno Daniel

Filho do ex-presidente Jairo Livolis, Severo Neto retornou ao estádio como paciente da Covid-19

Dérek Bittencourt
Do Diário do Grande ABC

29/08/2020 | 00:59


O publicitário andreense Severo Livolis Neto, 54 anos, teve recentemente um reencontro que ele não necessariamente desejava. Aliás, muito pelo contrário. Em 2007, ele fizera uma promessa: jamais pisaria novamente no Estádio Bruno Daniel, onde por quatro décadas comparecia para torcer pelo Santo André. Filho do ex-presidente do Ramalhão, Jairo Livolis, que morreu há três anos, tinha seus motivos para prometer não voltar ao local – os quais prefere manter em segredo. Ainda assim, dia 19 de junho, lá estava ele adentrando a praça esportiva em uma condição muito específica, como paciente da Covid-19, para ser tratado no hospital de campanha montado sobre o gramado.

Aquele mesmo campo onde Severo assistiu jogar os maiores ídolos ramalhinos, como Tulica, Arnaldinho, Esquerdinha e Sandro Gaúcho, foi o mesmo onde ficou por exatamente uma semana até receber alta e o fez deixar de lado o que prometera 13 anos antes. “Ocorreram atitudes que me desagradaram à época, as quais prefiro não comentar, mas essa postura minha foi respeitada por meu pai. Essa ‘quebra’ (da promessa) ocorreu por um motivo maior: salvar minha vida”, resumiu-se a dizer o andreense. “Graças a Deus não tive nenhuma sintomatologia mais grave, exceto uma alteração de saturação de oxigenação no primeiro dia, portanto meu período de internação foi, felizmente, bem tranquilo, na medida do possível para alguém que foi internado com coronavírus, claro”, explicou ele, que desconhece como contraiu o vírus.

Severo afirmou que começou a frequentar o Brunão entre 1975 e 1976 e recorda dos jogos pelo Brasileirão de 1984, do acesso à Série A-1 do Paulista em 2001 (no inesquecível pênalti de Adãozinho), das campanhas da Copa São Paulo de Futebol Júnior de 2003, da Copa do Brasil de 2004 e da Libertadores de 2005, mas a partir de agora terá outros personagens para se lembrar quando pensar no estádio. “Todos, tanto pacientes quanto equipe do hospital, mantinham uma corrente de apoio que, com certeza, ajudava a otimizar a recuperação. A equipe, entre médicos, enfermeiros, psicólogos, limpeza e tantos outros, foi o ponto alto dessa equação toda. Não é fácil você chegar em um ambiente de perigo de saúde, na frente de uma batalha contra uma pandemia que assusta o mundo inteiro, e se colocar em risco sem piscar, mesmo considerando o medo que tudo isso causa. Essa equipe vinha todos os dias com o astral no máximo, não importando o quanto isso fosse difícil, e isso era, definitivamente, o melhor dos remédios a nós ministrado. Sem essa força extra, com certeza, minha internação teria sido muito mais complicada, e por isso sou extremamente agradecido a todos que fizeram parte do hospital de campanha do Bruno Daniel”, exaltou.

Severo acredita que a montagem da estrutura no estádio vai tornar a casa ramalhina ainda mais especial. “Com toda certeza o hospital de campanha fará parte como mais uma vitória desse estádio. Foi muito importante sua utilização neste momento de pandemia e, agora, ele retorna ao seu propósito maior, que é ser a casa do Ramalhão”, concluiu. 

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