Fechar
Publicidade

Segunda-Feira, 28 de Setembro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

diarinho@dgabc.com.br | 4435-8396

Animais domésticos podem ter o novo coronavírus?


Luís Felipe Soares

29/08/2020 | 23:59


Entre os meses de janeiro e agosto deste ano, menos de 30 animais de estimação em todo o mundo apresentaram resultados positivos para a Covid-19, sendo que nenhum desses casos ocorreu no Brasil. Os relatório oficiais que analisam os casos indicam que esses bichos acabaram infectados por causa de contato direto com pessoas que tiveram – ou ainda têm – a doença. Não existe confirmação de morte desses cães e gatos domésticos devido a complicações motivadas pelo novo coronavírus.

Apesar de pouco se falar sobre o assunto, em termos de divulgação de notícias, especialistas do tema afirmam que existem vários estudos de coronavírus em animais. É importante destacar que os grupos desse tipo de doença que acometem animais domésticos são os chamados alfacoronavírus, diferentes dos que ‘atacam’ os seres humanos, conhecidos como betacoronavírus. Nunca houve evidência de pets que tenham ocasionado doença no homem, com o fato ao contrário também não gerando preocupação. 

Os dados recentes mostram que a infecção em cães e gatos pode ser caracterizada como ocasional e de baixo ou nenhum risco. Em teoria, um tutor infectado pode passar a Covid-19 para seu pet por meio de espirros ou tosse. Os animais que circulam ou tiveram acesso a áreas contaminadas na rua também teriam como levar o vírus para dentro de casa. Não há estudos que mostrem a permanência do vírus nos tecidos cutâneos, ou seja, a pele e os pelos, e que seja capaz dele ser repassado para outros indivíduos que têm contato com o bicho.

Todas as mudanças trazidas para a vida das pessoas por causa da pandemia acabam não trazendo alterações nos cuidados com os pets. Sempre é recomendável a higienização das patas e do focinho com combinação de água e/ou sabão neutro com um pano umedecido depois de um passeio por área externa da casa. O álcool em gel ou o álcool líquido devem ser evitados, uma vez que podem ser abrasivos para a pele e ocasionar em lesões, casos de alergias sérias. As clínicas veterinárias são classificadas como atividades essenciais e estão sempre abertas para consultas rotineiras ou atendimentos emergenciais.

Um ponto que tem ganhado força durante a quarentena é como a presença de animais de estimação tem estimulado de maneira positiva as pessoas nos últimos meses. Alguns estudos e trabalhos científicos comportamentais apontam os benefícios de se ter um pet em casa, com resultados bons para a saúde física e mental dos tutores e famílias ao redor, com destaque para ajuda em solidão e tristeza, tanto de crianças e jovens quanto de adultos e idosos de várias idades. 

Consultoria de Paulo Abilio Varella Lisboa, médico veterinário e pesquisador do ICICT (Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde)/Fiocruz-RJ, e de Jessika Caroline Ferreira da Silva, médica-veterinária e pesquisadora de saúde coletiva do ICTB (Instituto de Ciência e Tecnologia em Biomodelos)/Fiocruz-RJ.  



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Animais domésticos podem ter o novo coronavírus?

Luís Felipe Soares

29/08/2020 | 23:59


Entre os meses de janeiro e agosto deste ano, menos de 30 animais de estimação em todo o mundo apresentaram resultados positivos para a Covid-19, sendo que nenhum desses casos ocorreu no Brasil. Os relatório oficiais que analisam os casos indicam que esses bichos acabaram infectados por causa de contato direto com pessoas que tiveram – ou ainda têm – a doença. Não existe confirmação de morte desses cães e gatos domésticos devido a complicações motivadas pelo novo coronavírus.

Apesar de pouco se falar sobre o assunto, em termos de divulgação de notícias, especialistas do tema afirmam que existem vários estudos de coronavírus em animais. É importante destacar que os grupos desse tipo de doença que acometem animais domésticos são os chamados alfacoronavírus, diferentes dos que ‘atacam’ os seres humanos, conhecidos como betacoronavírus. Nunca houve evidência de pets que tenham ocasionado doença no homem, com o fato ao contrário também não gerando preocupação. 

Os dados recentes mostram que a infecção em cães e gatos pode ser caracterizada como ocasional e de baixo ou nenhum risco. Em teoria, um tutor infectado pode passar a Covid-19 para seu pet por meio de espirros ou tosse. Os animais que circulam ou tiveram acesso a áreas contaminadas na rua também teriam como levar o vírus para dentro de casa. Não há estudos que mostrem a permanência do vírus nos tecidos cutâneos, ou seja, a pele e os pelos, e que seja capaz dele ser repassado para outros indivíduos que têm contato com o bicho.

Todas as mudanças trazidas para a vida das pessoas por causa da pandemia acabam não trazendo alterações nos cuidados com os pets. Sempre é recomendável a higienização das patas e do focinho com combinação de água e/ou sabão neutro com um pano umedecido depois de um passeio por área externa da casa. O álcool em gel ou o álcool líquido devem ser evitados, uma vez que podem ser abrasivos para a pele e ocasionar em lesões, casos de alergias sérias. As clínicas veterinárias são classificadas como atividades essenciais e estão sempre abertas para consultas rotineiras ou atendimentos emergenciais.

Um ponto que tem ganhado força durante a quarentena é como a presença de animais de estimação tem estimulado de maneira positiva as pessoas nos últimos meses. Alguns estudos e trabalhos científicos comportamentais apontam os benefícios de se ter um pet em casa, com resultados bons para a saúde física e mental dos tutores e famílias ao redor, com destaque para ajuda em solidão e tristeza, tanto de crianças e jovens quanto de adultos e idosos de várias idades. 

Consultoria de Paulo Abilio Varella Lisboa, médico veterinário e pesquisador do ICICT (Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde)/Fiocruz-RJ, e de Jessika Caroline Ferreira da Silva, médica-veterinária e pesquisadora de saúde coletiva do ICTB (Instituto de Ciência e Tecnologia em Biomodelos)/Fiocruz-RJ.  

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;