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Dos demitidos na região neste ano, 25% tinham de 30 a 39 anos

Pixabay Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Dados do Caged mostram ainda que a maioria possuía ensino médio completo e atuava em serviços


Tauana Marin
Do Diário do Grande ABC

28/08/2020 | 00:05


Do total de pessoas que foram demitidas no Grande ABC de janeiro a julho, 25,31% têm entre 30 e 39 anos. De janeiro até o mês passado, o saldo do mercado de trabalho ficou negativo em 33.607 vagas, resultado de 127.307 admissões e 160.914 desligamentos nas sete cidades. Os dados são de levantamento do Painel de Informações do novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), elaborado pela Agência de Desenvolvimento Econômico do Grande ABC em conjunto com o Consórcio Intermunicipal do Grande ABC.

Segundo Sandro Maskio, coordenador do Observatório Econômico da Universidade Metodista de São Paulo, o que pode explicar o fato de, do total de dispensados, a maioria (8.812) ter de 30 a 39 anos é que, em uma empresa, profissionais dessa faixa etária não possuem os menores salários, como os recém-formados e, ao mesmo tempo, também não são aqueles com maior experiência, já que tendem a ter entre dez e 12 anos de formado. Pelo fato de custarem mais às companhias, esse é o segundo grupo que mais perdeu o emprego neste ano, com 8.705 profissionais de 50 a 64 anos.

“Isso nos mostra o tamanho do desafio da economia regional nos próximos anos. Quanto tempo será preciso para que o mercado de trabalho reabsorva essas pessoas? Aliás, mesmo em um crescimento com sustância, fica a dúvida se essas pessoas terão emprego novamente”, questiona. O único grupo que registrou aumento nas contratações foi o de quem tinha até 17 anos, com saldo positivo de 1.200 trabalhadores.

Ao analisar o sexo dos profissionais que perderam o emprego com carteira assinada em 2020 nas sete cidades, 19.819 eram homens e, 13.788, mulheres. Quanto ao grau de instrução, a maioria dos desempregados neste ano (19.105) tinha ensino médio completo.

O setor em que houve o maior volume de demissões foi o de serviços, vendedores de comércio em lojas e mercados, com baixa de 12.201 profissionais. Na sequência, aparecem os funcionários de serviços administrativos, com 9.153 cortes.

Santo André foi a cidade que teve o maior número de desempregados, de janeiro e julho, com 11.245 cortes. Os dados se explicam pelo fato de haver maior concentração de serviços, segmento bastante afetado pela crise originada pela pandemia do novo coronavírus. Além disso, Maskio aponta que, neste cenário, apenas as empresas mais fortes sobreviveram. “Em São Bernardo e Mauá (na região do Sertãozinho, por exemplo) há polos industriais muito robustos, que, apesar das perdas, têm mais fôlego para segurar mais os empregos.” A indústria eliminou 9.033 postos no período.  



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Dos demitidos na região neste ano, 25% tinham de 30 a 39 anos

Dados do Caged mostram ainda que a maioria possuía ensino médio completo e atuava em serviços

Tauana Marin
Do Diário do Grande ABC

28/08/2020 | 00:05


Do total de pessoas que foram demitidas no Grande ABC de janeiro a julho, 25,31% têm entre 30 e 39 anos. De janeiro até o mês passado, o saldo do mercado de trabalho ficou negativo em 33.607 vagas, resultado de 127.307 admissões e 160.914 desligamentos nas sete cidades. Os dados são de levantamento do Painel de Informações do novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), elaborado pela Agência de Desenvolvimento Econômico do Grande ABC em conjunto com o Consórcio Intermunicipal do Grande ABC.

Segundo Sandro Maskio, coordenador do Observatório Econômico da Universidade Metodista de São Paulo, o que pode explicar o fato de, do total de dispensados, a maioria (8.812) ter de 30 a 39 anos é que, em uma empresa, profissionais dessa faixa etária não possuem os menores salários, como os recém-formados e, ao mesmo tempo, também não são aqueles com maior experiência, já que tendem a ter entre dez e 12 anos de formado. Pelo fato de custarem mais às companhias, esse é o segundo grupo que mais perdeu o emprego neste ano, com 8.705 profissionais de 50 a 64 anos.

“Isso nos mostra o tamanho do desafio da economia regional nos próximos anos. Quanto tempo será preciso para que o mercado de trabalho reabsorva essas pessoas? Aliás, mesmo em um crescimento com sustância, fica a dúvida se essas pessoas terão emprego novamente”, questiona. O único grupo que registrou aumento nas contratações foi o de quem tinha até 17 anos, com saldo positivo de 1.200 trabalhadores.

Ao analisar o sexo dos profissionais que perderam o emprego com carteira assinada em 2020 nas sete cidades, 19.819 eram homens e, 13.788, mulheres. Quanto ao grau de instrução, a maioria dos desempregados neste ano (19.105) tinha ensino médio completo.

O setor em que houve o maior volume de demissões foi o de serviços, vendedores de comércio em lojas e mercados, com baixa de 12.201 profissionais. Na sequência, aparecem os funcionários de serviços administrativos, com 9.153 cortes.

Santo André foi a cidade que teve o maior número de desempregados, de janeiro e julho, com 11.245 cortes. Os dados se explicam pelo fato de haver maior concentração de serviços, segmento bastante afetado pela crise originada pela pandemia do novo coronavírus. Além disso, Maskio aponta que, neste cenário, apenas as empresas mais fortes sobreviveram. “Em São Bernardo e Mauá (na região do Sertãozinho, por exemplo) há polos industriais muito robustos, que, apesar das perdas, têm mais fôlego para segurar mais os empregos.” A indústria eliminou 9.033 postos no período.  

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