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Diretor de documentário sobre 'Os Trapalhões' busca financiamento coletivo para finalizar produção

Reprodução Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Rafael Spaca quer lançar título que reconta história do quarteto mais famoso do humor brasileiro, protagonistas do programa encerrado há 25 anos


Miriam Gimenes
Do Diário do Grande ABC

27/08/2020 | 14:26


Há um quarto de século chegava ao fim um dos programas de maior sucesso do humor brasileiro: Os Trapalhões. Depois disso, nenhum outro ganhou a notoriedade e sucesso do formato protagonizado pelo quarteto Didi, Dedé, Mussum e Zacarias. Especialista no assunto e ciente da importância de repassar essa história para o maior número de pessoas possível - eles ficaram 26 anos no ar -, o jornalista Rafal Spaca, autor dos livros ''''''''As HQs dos Trapalhões'''''''' e ''''''''O Cinema dos Trapalhões'''''''', batalha para finalizar o documentário ''''Trapalhadas Sem Fim''''. Para tanto, acaba de lançar um financiamento coletivo (www.catarse.me/trapalhadas_sem_fim_2020) com o objetivo de arrecadar R$ 500 mil. A ideia é lançar o trabalho até o fim do primeiro semestre de 2021.

O dinheiro, segundo o diretor, será utilizado para adquirir imagens de arquivo para o longa. "Para você ter ideia, para um minuto de imagem de arquivo da Globo custa R$ 6 mil. É muito caro trabalhar com audiovisual no Brasil. Quero intercalar as entrevistas que fizemos com essas imagens e precisamos de dinheiro para isso", justifica. O jornalista se vale da importância da produção para conseguir custear essa fase. "Este é um trabalho gerou expectativa por parte do público, polêmica e curiosidade. Saiu em diversas mídias. E, por incrível que pareça, mesmo com toda esse repercssão, até agora não apareceu nenhuma emissora com coragem para exibir esse filme", questiona.

Spaca já esteve em reunião com diversos canais, inclusive quase fechou a negociação com uma plataforma de streaming, mas a conversa não avançou. Ele acredita estar sendo boicotado. "Classifico esse filme, que ainda não existe, como o mais controverso e que cria mais expectativa antes de existir. E ele contraria o ego do Renato Aragão. Ele é um cara que se colocou à frente disso e tem tentado nos dificultar", afirma. Isso porque, acrescenta, a produção mostra um lado do humorista que ele não quer. "Fala sobre a separação do grupo, como ele agiu na ocasião, como tratou os outros três, a questão da relação artística e financeira. Como era ele quem dirigia, as melhores piadas tinham sempre de partir dele, tinha de ter mais destaque e, consequentemente, ele ganhava muito mais que os outros", afirma. 

O documentário trará depoimentos de personalidades como Angélica, Tony Ramos, Caetano Veloso, Regina Duarte, Fábio Jr., Elba Ramalho, Ary Toledo, Ney Matogrosso e Sergio Mallandro. A edição, completa o diretor, que estudou na Universidade Metodista, de São Bernardo, deverá ser feita em parceria com faculdades que tenham cursos de comunicação, como Rádio e TV, Jornalismo e Publicidade e Propaganda. "Faríamos com que o documentário virasse uma espécie de TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) em que o aluno de Rádio e TV editasse, o de Jornalismo fosse assessor de imprensa e o de Publicidade ajudasse a divulgar o filme. E, é claro, eles teriam os devidos créditos, além de um trabalho de portfólio quando fosse procurar emprego, já formado", explica. Esta fase também está em negociação. Os bastidores do documentário podem ser vistos em @trapadoc. 



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Diretor de documentário sobre 'Os Trapalhões' busca financiamento coletivo para finalizar produção

Rafael Spaca quer lançar título que reconta história do quarteto mais famoso do humor brasileiro, protagonistas do programa encerrado há 25 anos

Miriam Gimenes
Do Diário do Grande ABC

27/08/2020 | 14:26


Há um quarto de século chegava ao fim um dos programas de maior sucesso do humor brasileiro: Os Trapalhões. Depois disso, nenhum outro ganhou a notoriedade e sucesso do formato protagonizado pelo quarteto Didi, Dedé, Mussum e Zacarias. Especialista no assunto e ciente da importância de repassar essa história para o maior número de pessoas possível - eles ficaram 26 anos no ar -, o jornalista Rafal Spaca, autor dos livros ''''''''As HQs dos Trapalhões'''''''' e ''''''''O Cinema dos Trapalhões'''''''', batalha para finalizar o documentário ''''Trapalhadas Sem Fim''''. Para tanto, acaba de lançar um financiamento coletivo (www.catarse.me/trapalhadas_sem_fim_2020) com o objetivo de arrecadar R$ 500 mil. A ideia é lançar o trabalho até o fim do primeiro semestre de 2021.

O dinheiro, segundo o diretor, será utilizado para adquirir imagens de arquivo para o longa. "Para você ter ideia, para um minuto de imagem de arquivo da Globo custa R$ 6 mil. É muito caro trabalhar com audiovisual no Brasil. Quero intercalar as entrevistas que fizemos com essas imagens e precisamos de dinheiro para isso", justifica. O jornalista se vale da importância da produção para conseguir custear essa fase. "Este é um trabalho gerou expectativa por parte do público, polêmica e curiosidade. Saiu em diversas mídias. E, por incrível que pareça, mesmo com toda esse repercssão, até agora não apareceu nenhuma emissora com coragem para exibir esse filme", questiona.

Spaca já esteve em reunião com diversos canais, inclusive quase fechou a negociação com uma plataforma de streaming, mas a conversa não avançou. Ele acredita estar sendo boicotado. "Classifico esse filme, que ainda não existe, como o mais controverso e que cria mais expectativa antes de existir. E ele contraria o ego do Renato Aragão. Ele é um cara que se colocou à frente disso e tem tentado nos dificultar", afirma. Isso porque, acrescenta, a produção mostra um lado do humorista que ele não quer. "Fala sobre a separação do grupo, como ele agiu na ocasião, como tratou os outros três, a questão da relação artística e financeira. Como era ele quem dirigia, as melhores piadas tinham sempre de partir dele, tinha de ter mais destaque e, consequentemente, ele ganhava muito mais que os outros", afirma. 

O documentário trará depoimentos de personalidades como Angélica, Tony Ramos, Caetano Veloso, Regina Duarte, Fábio Jr., Elba Ramalho, Ary Toledo, Ney Matogrosso e Sergio Mallandro. A edição, completa o diretor, que estudou na Universidade Metodista, de São Bernardo, deverá ser feita em parceria com faculdades que tenham cursos de comunicação, como Rádio e TV, Jornalismo e Publicidade e Propaganda. "Faríamos com que o documentário virasse uma espécie de TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) em que o aluno de Rádio e TV editasse, o de Jornalismo fosse assessor de imprensa e o de Publicidade ajudasse a divulgar o filme. E, é claro, eles teriam os devidos créditos, além de um trabalho de portfólio quando fosse procurar emprego, já formado", explica. Esta fase também está em negociação. Os bastidores do documentário podem ser vistos em @trapadoc. 

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