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Covid-19 mata 75 pessoas a cada 100 mil habitantes na região

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Taxa põe Grande ABC à frente dos números de Brasil e Argentina somados; mortalidade só é menor do que em três países do mundo


Flavia Kurotori
Aline Melo
do Diário do Grande ABC

24/08/2020 | 07:41


O Grande ABC tem 75 mortes por Covid a cada 100 mil habitantes. O índice é maior do que os registrados pelo Brasil e a vizinha Argentina somados, cujo resultado é 69 óbitos a cada 100 mil habitantes. Caso a região fosse um país, seria o quarto no ranking mundial que considera este indicador, de acordo com dados da Universidade Johns Hopkins e das prefeituras. As informações consideram os boletins epidemiológicos divulgados na sexta-feira.

Renato Grinbaum, infectologista e professor do curso de medicina da Unicid (Universidade Cidade de São Paulo) explica que a taxa mostra se o sistema de saúde das cidades está “dando conta” do problema. “Tendo boa atenção à saúde, o número de mortes é mais baixo. Se faltam leitos ou tem outros problemas, acaba morrendo mais gente. Ela (média de óbitos por 100 mil habitantes) mostra a capacidade de acolher os doentes”, detalhou o especialista.

Grinbaum cita o exemplo do Estado do Amazonas, onde o sistema de saúde enfrentou diversos problemas e entrou em colapso entre os meses de abril e maio, e a média é de 86 mortes a cada 100 mil habitantes, conforme dados do Ministério da Saúde. Já no Estado de São Paulo, onde o sistema de saúde não chegou a colapsar no pico da pandemia, o índice é de 61 óbitos a cada 100 mil residentes – 29% menos do que no Estado do Norte.

Já segundo Munir Akar Ayub, consultor da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia) e professor da FMABC (Faculdade de Medicina ABC), este número não reflete o avanço da pandemia em determinado local. “Se considerarmos cidades com maioria idosa, este número será maior”, explicou.

Conforme publicado pelo Diário, no Grande ABC, a ocupação dos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e enfermaria destinados ao tratamento de pacientes com Covid não ultrapassa 63% atualmente, percentual considerado seguro. “Felizmente isso está acontecendo pelo maior número de testagem. Há várias campanhas de testes rápidos, prevenindo que os casos não cheguem ao quadro crônico (porque o diagnóstico pode ocorrer antes de os sintomas aparecerem)”, explicou Flavia Biscaia, coordenadora do curso de enfermagem da Anhanguera Industrial, em Santo André.

Por causa da baixa ocupação, Santo André anunciou, sábado, o fechamento do hospital de campanha do Estádio Bruno Daniel – a cidade ainda mantém estruturas no Complexo Pedro Dell’Antonia e no ginásio da UFABC (Universidade Federal do ABC). Mauá já havia fechado o hospital de campanha no dia 10. São Caetano projeta encerrar os serviços da estrutura provisória montada no Hospital São Caetano até o fim do mês.

Na avaliação de Ayub, outro problema é a subnotificação, já que em alguns casos, o paciente morre de Covid, mas não chega a ser diagnosticado. Embora não haja estimativa do quanto isso possa representar na região, o Diário mostrou, na última semana, que há divergência de até 30% em relação ao número de óbitos divulgados pelo Estado e pelas prefeituras. 

Brasil chega a 3,6 milhões de casos da doença

O Brasil chegou ontem a 3.605.783 casos de Covid-19. Já são 114.744 mortes em decorrência da contaminação pelo novo coronavírus. Segundo o Ministério da Saúde, o País já tem 2.739.035 pessoas recuperadas da doença e 752.004 pacientes seguem em acompanhamento médico.

Nas últimas 24h, foram registradas 494 mortes nos sistemas oficiais, a maior parte aconteceu em outros períodos, mas tiveram conclusão das investigações com confirmações das causas por Covid-19 apenas ontem. Assim, 156 óbitos, de fato, ocorreram nos últimos três dias. Outros 3.126 seguem em investigação.

A doença está presente em 98,9% dos municípios brasileiros. Contudo, mais da metade das cidades (3.865) possuem entre dois e 100 casos. Em relação aos óbitos, 3.917 municípios tiveram registros (70,3%), sendo que 852 deles apresentaram apenas uma morte confirmada. 

No Estado de São Paulo, são 754.129 casos confirmados da doença, com 28.467 óbitos. Entre o total de casos diagnosticados de Covid-19, 556.798 pessoas estão recuperadas, sendo que 85.415 foram internadas e tiveram alta hospitalar.

As taxas de ocupação dos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva)são de 54,3% na Região Metropolitana e 56,2% no Estado. O número de pacientes internados é de 11.373, sendo 6.276 em enfermarias e 5.097 em unidades de terapia intensiva. 

Entre as pessoas que já tiveram confirmação para o novo coronavírus estão 351.146 homens e 396.936 mulheres. Não consta informação de sexo para 6.047 casos. Entre as vítimas fatais estão 16.414 homens e 12.053 mulheres. Os óbitos continuam concentrados em pacientes com 60 anos ou mais, totalizando 75,6% das mortes.

GRANDE ABC

Na região. as sete cidades atingiram ontem a marca de 52.418 casos confirmados e 2.057 mortes. São Bernardo é a cidade com maior número de pacientes infectados e responde por 45% do total de infectados (23.673), seguido por Santo André (14.421), Diadema (6.902), São Caetano (3.065), Mauá (3.032), Ribeirão Pires (887) e Rio Grande da Serra (438). Como normalmente acontece, Diadema e Mauá não divulgaram os dados de novos casos e mortes no fim de semana.

ESPECIAL

Na quarta-feira, o Grande ABC ultrapassou 2.000 mortes em razão do coronavírus. O Diário está contando a história de sete das vítimas na minissérie Vidas: Histórias que a Covid Mudou no Grande ABC, produção da DGABC TV. Em cada um dos sete episódios, familiares e amigos contaram quem foram Sérgio, Cleonice, Ariel, Wilson, Mauro, José e Basilia. Utilize o QR Code acima para acessar o capítulo publicado hoje, sobre Mauro Rocha de Macedo, 40 anos, de Mauá. 



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Covid-19 mata 75 pessoas a cada 100 mil habitantes na região

Taxa põe Grande ABC à frente dos números de Brasil e Argentina somados; mortalidade só é menor do que em três países do mundo

Flavia Kurotori
Aline Melo
do Diário do Grande ABC

24/08/2020 | 07:41


O Grande ABC tem 75 mortes por Covid a cada 100 mil habitantes. O índice é maior do que os registrados pelo Brasil e a vizinha Argentina somados, cujo resultado é 69 óbitos a cada 100 mil habitantes. Caso a região fosse um país, seria o quarto no ranking mundial que considera este indicador, de acordo com dados da Universidade Johns Hopkins e das prefeituras. As informações consideram os boletins epidemiológicos divulgados na sexta-feira.

Renato Grinbaum, infectologista e professor do curso de medicina da Unicid (Universidade Cidade de São Paulo) explica que a taxa mostra se o sistema de saúde das cidades está “dando conta” do problema. “Tendo boa atenção à saúde, o número de mortes é mais baixo. Se faltam leitos ou tem outros problemas, acaba morrendo mais gente. Ela (média de óbitos por 100 mil habitantes) mostra a capacidade de acolher os doentes”, detalhou o especialista.

Grinbaum cita o exemplo do Estado do Amazonas, onde o sistema de saúde enfrentou diversos problemas e entrou em colapso entre os meses de abril e maio, e a média é de 86 mortes a cada 100 mil habitantes, conforme dados do Ministério da Saúde. Já no Estado de São Paulo, onde o sistema de saúde não chegou a colapsar no pico da pandemia, o índice é de 61 óbitos a cada 100 mil residentes – 29% menos do que no Estado do Norte.

Já segundo Munir Akar Ayub, consultor da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia) e professor da FMABC (Faculdade de Medicina ABC), este número não reflete o avanço da pandemia em determinado local. “Se considerarmos cidades com maioria idosa, este número será maior”, explicou.

Conforme publicado pelo Diário, no Grande ABC, a ocupação dos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e enfermaria destinados ao tratamento de pacientes com Covid não ultrapassa 63% atualmente, percentual considerado seguro. “Felizmente isso está acontecendo pelo maior número de testagem. Há várias campanhas de testes rápidos, prevenindo que os casos não cheguem ao quadro crônico (porque o diagnóstico pode ocorrer antes de os sintomas aparecerem)”, explicou Flavia Biscaia, coordenadora do curso de enfermagem da Anhanguera Industrial, em Santo André.

Por causa da baixa ocupação, Santo André anunciou, sábado, o fechamento do hospital de campanha do Estádio Bruno Daniel – a cidade ainda mantém estruturas no Complexo Pedro Dell’Antonia e no ginásio da UFABC (Universidade Federal do ABC). Mauá já havia fechado o hospital de campanha no dia 10. São Caetano projeta encerrar os serviços da estrutura provisória montada no Hospital São Caetano até o fim do mês.

Na avaliação de Ayub, outro problema é a subnotificação, já que em alguns casos, o paciente morre de Covid, mas não chega a ser diagnosticado. Embora não haja estimativa do quanto isso possa representar na região, o Diário mostrou, na última semana, que há divergência de até 30% em relação ao número de óbitos divulgados pelo Estado e pelas prefeituras. 

Brasil chega a 3,6 milhões de casos da doença

O Brasil chegou ontem a 3.605.783 casos de Covid-19. Já são 114.744 mortes em decorrência da contaminação pelo novo coronavírus. Segundo o Ministério da Saúde, o País já tem 2.739.035 pessoas recuperadas da doença e 752.004 pacientes seguem em acompanhamento médico.

Nas últimas 24h, foram registradas 494 mortes nos sistemas oficiais, a maior parte aconteceu em outros períodos, mas tiveram conclusão das investigações com confirmações das causas por Covid-19 apenas ontem. Assim, 156 óbitos, de fato, ocorreram nos últimos três dias. Outros 3.126 seguem em investigação.

A doença está presente em 98,9% dos municípios brasileiros. Contudo, mais da metade das cidades (3.865) possuem entre dois e 100 casos. Em relação aos óbitos, 3.917 municípios tiveram registros (70,3%), sendo que 852 deles apresentaram apenas uma morte confirmada. 

No Estado de São Paulo, são 754.129 casos confirmados da doença, com 28.467 óbitos. Entre o total de casos diagnosticados de Covid-19, 556.798 pessoas estão recuperadas, sendo que 85.415 foram internadas e tiveram alta hospitalar.

As taxas de ocupação dos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva)são de 54,3% na Região Metropolitana e 56,2% no Estado. O número de pacientes internados é de 11.373, sendo 6.276 em enfermarias e 5.097 em unidades de terapia intensiva. 

Entre as pessoas que já tiveram confirmação para o novo coronavírus estão 351.146 homens e 396.936 mulheres. Não consta informação de sexo para 6.047 casos. Entre as vítimas fatais estão 16.414 homens e 12.053 mulheres. Os óbitos continuam concentrados em pacientes com 60 anos ou mais, totalizando 75,6% das mortes.

GRANDE ABC

Na região. as sete cidades atingiram ontem a marca de 52.418 casos confirmados e 2.057 mortes. São Bernardo é a cidade com maior número de pacientes infectados e responde por 45% do total de infectados (23.673), seguido por Santo André (14.421), Diadema (6.902), São Caetano (3.065), Mauá (3.032), Ribeirão Pires (887) e Rio Grande da Serra (438). Como normalmente acontece, Diadema e Mauá não divulgaram os dados de novos casos e mortes no fim de semana.

ESPECIAL

Na quarta-feira, o Grande ABC ultrapassou 2.000 mortes em razão do coronavírus. O Diário está contando a história de sete das vítimas na minissérie Vidas: Histórias que a Covid Mudou no Grande ABC, produção da DGABC TV. Em cada um dos sete episódios, familiares e amigos contaram quem foram Sérgio, Cleonice, Ariel, Wilson, Mauro, José e Basilia. Utilize o QR Code acima para acessar o capítulo publicado hoje, sobre Mauro Rocha de Macedo, 40 anos, de Mauá. 

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