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Caixa d'água desaba no bairro Serraria, em Diadema; não há feridos

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Reservatório invadiu a Avenida Afonso Monteiro da Cruz, na altura do número 1778


Anderson Fattori
Do Diário do Grande ABC

23/08/2020 | 16:00


Atualizada às 19h20

Uma grande caixa d''''''''água desabou no início da tarde deste domingo (23), no bairro Serraria, em Diadema. O reservatório, que estava desativado, invadiu a Avenida Afonso Monteiro da Cruz, 1778. Segundo informações do Corpo de Bombeiros, três viaturas foram deslocadas para prestar atendimento e não há vítimas. Pelo menos nove carros foram atingidos e o muro de um condomínio também desmoronou parcialmente com o impacto. 

O reservatório estava sendo retirado pela GG Demolidora, quando desabou. Moradores dizem que haviam alertado os funcionários da empresa do risco, já que o serviço começou pela parte de baixo da caixa d''''''''água, mas não adiantou e o reservatório acabou desabando. 

Síndico do Condomínio Mata Virgem 2, que fica ao lado do local de onde o reservatório caiu, Givanildo Feliciano, 61 anos, relatou que há semanas vêm pedindo intervenção da Defesa Civil de Diadema e de São Paulo, uma vez que a área é límitrofe entre as duas cidades, além de ter acionado a GCM (Guarda Civil Municipal) de Diadema. "Ninguém veio. Hoje, quando vimos que estavam quebrando o reservatório por baixo, chamamos de novo, mas eles só vêem depois que a tragédia já aconteceu", lamentou.

O vigilante Marcio Rene de Lima, 43, e o autônomo Willian Silva, Oliveira, 31, moram no mesmo condomínio que Feliciano e tiveram os carros atingidos pela caixa d´água. O veículo de Lima ficou completamente amassado. Do outro lado da rua, onde o reservatório parou ao danificar o muro do Condomínio Santa Vitória, o operador de máquina José Ivan Bento, 45, também lamentava ver seu carro parcialmente destruído. "Não sei se o seguro vai cobrir", afirmou.

Um dos síndicos do Condomínio Vitória, Tomaz Batista dos Santos, 42, afirmou que as obras para demolição dos reservatórios começaram há pelo menos quatro meses. O primeiro foi retirado sem maiores transtornos, mas há cerca de um mês, a atuação no canteiro de obras estava paralisada. "Voltaram hoje e desde 9h estavam quebrando o concreto. A gente chegou a falar com uma pessoa que se apresentou como engenheira responsável, que quebrar por baixo ia trazer problemas, mas ela respondeu que sabia o que estava fazendo", afirmou. A funcionária pública Leila Camargo, 60, relatou que no momento da queda, seu apartamento, que fica no 5º andar, chegou a tremer e algumas louças caíram do armário. "Foi um impacto muito grande", relembrou.

A obra estava sendo executada à pedido da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano). Por meio de nota, a companhia informou que contratou o consórcio Nor Brasil TPD para fazer a demolição de duas caixas d´água desativadas, que antigamente serviam para abastecer um condomínio da companhia. A empresa alegou que imediatamente à queda da estrutura enviou uma equipe de técnicos para o local para acompanhar a situação e informou que vai acionar o seguro contratado para a execução da obra para indenizar os proprietários dos veículos. O consórcio prosseguirá com as obras de demolição, bem como fará a limpeza do local afetado pelo desmoronamento.

O Diário entrou em contato com uma responsável pela GG Demolidora, que executava a obra, mas ela não quis se identificar nem dar entrevista. Por conta do rompimento de diversos fios de alta tensão, a região está sem abastecimento de energia elétrica. A Enel Distribuidora já estava na área realizando os consertos.

 



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Caixa d'água desaba no bairro Serraria, em Diadema; não há feridos

Reservatório invadiu a Avenida Afonso Monteiro da Cruz, na altura do número 1778

Anderson Fattori
Do Diário do Grande ABC

23/08/2020 | 16:00


Atualizada às 19h20

Uma grande caixa d''''''''água desabou no início da tarde deste domingo (23), no bairro Serraria, em Diadema. O reservatório, que estava desativado, invadiu a Avenida Afonso Monteiro da Cruz, 1778. Segundo informações do Corpo de Bombeiros, três viaturas foram deslocadas para prestar atendimento e não há vítimas. Pelo menos nove carros foram atingidos e o muro de um condomínio também desmoronou parcialmente com o impacto. 

O reservatório estava sendo retirado pela GG Demolidora, quando desabou. Moradores dizem que haviam alertado os funcionários da empresa do risco, já que o serviço começou pela parte de baixo da caixa d''''''''água, mas não adiantou e o reservatório acabou desabando. 

Síndico do Condomínio Mata Virgem 2, que fica ao lado do local de onde o reservatório caiu, Givanildo Feliciano, 61 anos, relatou que há semanas vêm pedindo intervenção da Defesa Civil de Diadema e de São Paulo, uma vez que a área é límitrofe entre as duas cidades, além de ter acionado a GCM (Guarda Civil Municipal) de Diadema. "Ninguém veio. Hoje, quando vimos que estavam quebrando o reservatório por baixo, chamamos de novo, mas eles só vêem depois que a tragédia já aconteceu", lamentou.

O vigilante Marcio Rene de Lima, 43, e o autônomo Willian Silva, Oliveira, 31, moram no mesmo condomínio que Feliciano e tiveram os carros atingidos pela caixa d´água. O veículo de Lima ficou completamente amassado. Do outro lado da rua, onde o reservatório parou ao danificar o muro do Condomínio Santa Vitória, o operador de máquina José Ivan Bento, 45, também lamentava ver seu carro parcialmente destruído. "Não sei se o seguro vai cobrir", afirmou.

Um dos síndicos do Condomínio Vitória, Tomaz Batista dos Santos, 42, afirmou que as obras para demolição dos reservatórios começaram há pelo menos quatro meses. O primeiro foi retirado sem maiores transtornos, mas há cerca de um mês, a atuação no canteiro de obras estava paralisada. "Voltaram hoje e desde 9h estavam quebrando o concreto. A gente chegou a falar com uma pessoa que se apresentou como engenheira responsável, que quebrar por baixo ia trazer problemas, mas ela respondeu que sabia o que estava fazendo", afirmou. A funcionária pública Leila Camargo, 60, relatou que no momento da queda, seu apartamento, que fica no 5º andar, chegou a tremer e algumas louças caíram do armário. "Foi um impacto muito grande", relembrou.

A obra estava sendo executada à pedido da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano). Por meio de nota, a companhia informou que contratou o consórcio Nor Brasil TPD para fazer a demolição de duas caixas d´água desativadas, que antigamente serviam para abastecer um condomínio da companhia. A empresa alegou que imediatamente à queda da estrutura enviou uma equipe de técnicos para o local para acompanhar a situação e informou que vai acionar o seguro contratado para a execução da obra para indenizar os proprietários dos veículos. O consórcio prosseguirá com as obras de demolição, bem como fará a limpeza do local afetado pelo desmoronamento.

O Diário entrou em contato com uma responsável pela GG Demolidora, que executava a obra, mas ela não quis se identificar nem dar entrevista. Por conta do rompimento de diversos fios de alta tensão, a região está sem abastecimento de energia elétrica. A Enel Distribuidora já estava na área realizando os consertos.

 

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