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Mauá ainda não computa infectados do hospital de campanha

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Dez dias depois de desmontar estrutura, cidade não conseguiu incluir no boletim epidemiológico todos os dados dos 8.000 moradores atendidos


Anderson Fattori
Do Diário do Grande ABC

21/08/2020 | 00:01


Dez dias depois de desmontar o hospital de campanha, que dava suporte ao combate à Covid-19, a Prefeitura de Mauá ainda não apresentou os dados obtidos dos cerca de 8.000 pacientes que foram atendidos no equipamento provisório, que custou R$ 4,3 milhões aos cofres municipais e esteve imerso em investigações de superfaturamento. O número de usuários infectados ainda não foi incluído no boletim epidemiológico emitido diariamente pela cidade, o que gera subnotificação.

Em nota, a Prefeitura argumenta que ainda não conseguiu contabilizar o número de resultados positivos para incluir no boletim. “Estamos compilando todos os dados e haverá uma mudança significativa ao fim deste trabalho. O hospital de campanha apresentou o seu balanço após o encerramento das atividades. Vale lembrar que nele foram realizados mais de 8.000 testes e que a quantidade de confirmados está sendo parametrizada com os dados da vigilância epidemiológica. Estes dados tendem a se ajustar nos próximos dias”, informou a administração, em nota.

A situação gera desencontro de informações. No boletim epidemiológico divulgado ontem, por exemplo, a cidade divulga que tem 3.806 pacientes atendidos no hospital de campanha e que já estão livres do novo coronavírus, mas não inclui o número de contaminados. Com isso, somados aos 2.505 pacientes recuperados após internações na rede pública convencional, a cidade tem 6.311 altas médicas e apenas 2.945 moradores infectados, número 53,4% menor.

Situações como essas impulsionaram o vereador Fernando Rubinelli (PTB) a entrar com representação junto ao MP (Ministério Público) contra o prefeito Atila Jacomussi (PSB). Ele pede que seja investigada eventual prática de subnotificação de casos de Covid-19. A medida, de acordo com o documento formalizado no dia 22 de junho na Promotoria, tem o objetivo de corrigir o problema e ter diagnóstico preciso da real situação da cidade diante da crise sanitária. A ação segue em andamento no MP.

De domingo até ontem, segundo os dados enviados pela Prefeitura, Mauá acumula 14 mortes e 414 casos do novo coronavírus. No total, 250 moradores já perderam a luta para a doença.  



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Mauá ainda não computa infectados do hospital de campanha

Dez dias depois de desmontar estrutura, cidade não conseguiu incluir no boletim epidemiológico todos os dados dos 8.000 moradores atendidos

Anderson Fattori
Do Diário do Grande ABC

21/08/2020 | 00:01


Dez dias depois de desmontar o hospital de campanha, que dava suporte ao combate à Covid-19, a Prefeitura de Mauá ainda não apresentou os dados obtidos dos cerca de 8.000 pacientes que foram atendidos no equipamento provisório, que custou R$ 4,3 milhões aos cofres municipais e esteve imerso em investigações de superfaturamento. O número de usuários infectados ainda não foi incluído no boletim epidemiológico emitido diariamente pela cidade, o que gera subnotificação.

Em nota, a Prefeitura argumenta que ainda não conseguiu contabilizar o número de resultados positivos para incluir no boletim. “Estamos compilando todos os dados e haverá uma mudança significativa ao fim deste trabalho. O hospital de campanha apresentou o seu balanço após o encerramento das atividades. Vale lembrar que nele foram realizados mais de 8.000 testes e que a quantidade de confirmados está sendo parametrizada com os dados da vigilância epidemiológica. Estes dados tendem a se ajustar nos próximos dias”, informou a administração, em nota.

A situação gera desencontro de informações. No boletim epidemiológico divulgado ontem, por exemplo, a cidade divulga que tem 3.806 pacientes atendidos no hospital de campanha e que já estão livres do novo coronavírus, mas não inclui o número de contaminados. Com isso, somados aos 2.505 pacientes recuperados após internações na rede pública convencional, a cidade tem 6.311 altas médicas e apenas 2.945 moradores infectados, número 53,4% menor.

Situações como essas impulsionaram o vereador Fernando Rubinelli (PTB) a entrar com representação junto ao MP (Ministério Público) contra o prefeito Atila Jacomussi (PSB). Ele pede que seja investigada eventual prática de subnotificação de casos de Covid-19. A medida, de acordo com o documento formalizado no dia 22 de junho na Promotoria, tem o objetivo de corrigir o problema e ter diagnóstico preciso da real situação da cidade diante da crise sanitária. A ação segue em andamento no MP.

De domingo até ontem, segundo os dados enviados pela Prefeitura, Mauá acumula 14 mortes e 414 casos do novo coronavírus. No total, 250 moradores já perderam a luta para a doença.  

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