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Iraque é o maior problema para reeleição de Blair


Da AFP

02/05/2005 | 13:40


O Iraque continua sendo um problema na campanha de reeleição de Tony Blair, que na próxima quinta-feira tenta seu terceiro mandato como primeiro-ministro da Grã-Bretanha. A notícia da morte de outro soldado britânico no Iraque, a três dias da eleição, piorou a situação do trabalhista. No total, já são 87 oficiais mortos desde o início da invasão, em março de 2003.

Por mais que tenha tentado forçar o esquecimento da guerra e destacar a economia, acusando seus adversários conservadores e liberal-democratas de se concentrar no conflito iraquiano por não ter nada a mais a falar, o Iraque voltou ao centro das atenções há algumas semanas para perseguir Blair. Na reta final da votação, o primeiro-ministro atua na defensiva, enfrentando várias vezes ao dia as acusações de ter levado o país a uma guerra ilegal.

No fim de semana, depois que um novo documento secreto vazou para a imprensa, revelando que o premiê apoiava a guerra no Iraque, as acusações se intensificaram. O relatório detalha reuniões celebradas por Blair nas quais, oito meses antes da guerra, o primeiro-ministro já apoiava o plano do presidente George W. Bush de derrubar pela força o ditador iraquiano Saddam Hussein.

A divulgação deste documento deu mais armas à oposição para denunciar a falta de integridade de Blair, sobretudo porque aconteceu três dias depois da divulgação pelo governo, após pressões de todos os lados, de um relatório do procurador-geral que apontava a ilegalidade da guerra sem uma autorização da ONU.

No entanto, a polêmica sobre o Iraque, que afetará seu legado como premiê, não parece que custará sua derrota nas urnas. As últimas pesquisas publicadas nesta segunda-feira mostram uma cômoda vantagem de Blair, que venceria o líder conservador Michael Howard, seu principal adversário, por mais de 10 pontos de diferença.

Os trabalhistas conseguiriam 42% dos votos, contra 29% para os conservadores e 21% para os liberal-democratas, a terceira força política do país, segundo uma pesquisa do Instituto Populus feita a pedido do jornal Times e da rede de televisão ITV.

Segundo as pesquisas, apesar da campanha ter sido dominada nos últimos dias pelo Iraque, a guerra no país árabe ocupa apenas o 11º lugar na lista de principais preocupações dos eleitores, que têm como tema dominante a saúde.

Mesmo assim, o primeiro-ministro voltou a insistir nesta segunda-feira que as eleições não estão decididas.



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Iraque é o maior problema para reeleição de Blair

Da AFP

02/05/2005 | 13:40


O Iraque continua sendo um problema na campanha de reeleição de Tony Blair, que na próxima quinta-feira tenta seu terceiro mandato como primeiro-ministro da Grã-Bretanha. A notícia da morte de outro soldado britânico no Iraque, a três dias da eleição, piorou a situação do trabalhista. No total, já são 87 oficiais mortos desde o início da invasão, em março de 2003.

Por mais que tenha tentado forçar o esquecimento da guerra e destacar a economia, acusando seus adversários conservadores e liberal-democratas de se concentrar no conflito iraquiano por não ter nada a mais a falar, o Iraque voltou ao centro das atenções há algumas semanas para perseguir Blair. Na reta final da votação, o primeiro-ministro atua na defensiva, enfrentando várias vezes ao dia as acusações de ter levado o país a uma guerra ilegal.

No fim de semana, depois que um novo documento secreto vazou para a imprensa, revelando que o premiê apoiava a guerra no Iraque, as acusações se intensificaram. O relatório detalha reuniões celebradas por Blair nas quais, oito meses antes da guerra, o primeiro-ministro já apoiava o plano do presidente George W. Bush de derrubar pela força o ditador iraquiano Saddam Hussein.

A divulgação deste documento deu mais armas à oposição para denunciar a falta de integridade de Blair, sobretudo porque aconteceu três dias depois da divulgação pelo governo, após pressões de todos os lados, de um relatório do procurador-geral que apontava a ilegalidade da guerra sem uma autorização da ONU.

No entanto, a polêmica sobre o Iraque, que afetará seu legado como premiê, não parece que custará sua derrota nas urnas. As últimas pesquisas publicadas nesta segunda-feira mostram uma cômoda vantagem de Blair, que venceria o líder conservador Michael Howard, seu principal adversário, por mais de 10 pontos de diferença.

Os trabalhistas conseguiriam 42% dos votos, contra 29% para os conservadores e 21% para os liberal-democratas, a terceira força política do país, segundo uma pesquisa do Instituto Populus feita a pedido do jornal Times e da rede de televisão ITV.

Segundo as pesquisas, apesar da campanha ter sido dominada nos últimos dias pelo Iraque, a guerra no país árabe ocupa apenas o 11º lugar na lista de principais preocupações dos eleitores, que têm como tema dominante a saúde.

Mesmo assim, o primeiro-ministro voltou a insistir nesta segunda-feira que as eleições não estão decididas.

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