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Julinho Fuzari elogia diálogo com Morando, mas nega ser governista

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Vereador diz ser contra ‘jargões’, vê qualidades no prefeito e cita que pandemia ‘adiou sonho’


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

18/08/2020 | 00:01


Julinho Fuzari (DEM) parte para sua tentativa de reeleição em cenário diferente de 2012, quando pela primeira vez chegou à Câmara de São Bernardo, e de 2016, um dos mais votados na cidade. Próximo do prefeito Orlando Morando (PSDB), Julinho não enfrentará eleição como oposicionista, embora também não se considere governista.

Em visita ao Diário, o democrata elogiou o diálogo estabelecido com Morando após três anos de duras críticas ao tucano, porém, refutou a alcunha de vereador da situação. “O que é oposição e situação? Sempre cumpri meu papel de parlamentar, nunca abri mão de cumprir minha prerrogativa de parlamentar. Continuo fazendo. Mas não gosto, nunca gostei, desses jargões. Sempre rejeitei esses jargões, mesmo quando eu me destacava (como parlamentar crítico)”, disse. Questionado, então, como classifica sua atuação no Legislativo, declarou: “Sou vereador que representa a nova política. Eu me considero alguém com liberdade de dizer o que é bom e aquilo que é ruim. Como, por exemplo, não concordo com a volta dos radares móveis. Eu, por exemplo, não participo da reunião da bancada”.

Como oposicionista, desde a gestão de Luiz Marinho (PT) até boa parte da gestão Morando, Julinho se cacifava para ser candidato a prefeito neste ano. Em 2018, concorreu a deputado estadual, recebendo 30,3 mil votos, desempenho considerado surpreendente à ocasião. Porém, em vez de confirmar uma candidatura ao Paço, mudou de legenda (estava no Cidadania, cujo expoente é o deputado federal Alex Manente) para partido governista, o DEM.

O parlamentar admitiu que a pandemia atrapalhou qualquer voo maior na política. Declarou que o governo Morando deu resposta positiva durante a crise sanitária e que a quarentena impediu a realização de conversas que poderiam pavimentar um projeto eleitoral mais robusto. “A pandemia só adiou meus sonhos, mas a população de São Bernardo mostrou, na última eleição, que quer ver a nova política na Assembleia Legislativa ou na Câmara Federal.”

“Eu não serei mais candidato a vereador. Meu sonho é poder levar essa nova política que represento para outras esferas de poder. Claro que sonho estar à frente da nossa cidade. E o DEM tem o tamanho dos meus sonhos”, emendou Julinho, ao enaltecer o papel do vice-governador Rodrigo Garcia (DEM) em sua transferência partidária. “Quero poder continuar crescendo, minha votação é crescente. Ser o vereador mais bem votado não é minha meta, mas minha meta é poder ver nas urnas o resultado de todo trabalho que temos feito. E recordes estão aí para serem quebrados”, considerou o democrata, em referência à votação de Alex, hoje desafeto político, na eleição em 2004, quando ele obteve 12,5 mil votos, melhor desempenho regional até hoje.

Nos três primeiros anos, Julinho foi duro nas críticas a Morando ao passo que as operações da PF (Polícia Federal) e do MPF (Ministério Público Federal) avançavam sobre o governo. Próximo do tucano, disse ver qualidades no fato de Morando “reagir às denúncias”. “Marinho defendeu a Cleuza (Repulho, ex-secretária de Educação). Ela saiu com evento glamuroso e porque ela quis. O tratamento dado pelo Orlando aos indicados foi bem diferente.” 



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Julinho Fuzari elogia diálogo com Morando, mas nega ser governista

Vereador diz ser contra ‘jargões’, vê qualidades no prefeito e cita que pandemia ‘adiou sonho’

Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

18/08/2020 | 00:01


Julinho Fuzari (DEM) parte para sua tentativa de reeleição em cenário diferente de 2012, quando pela primeira vez chegou à Câmara de São Bernardo, e de 2016, um dos mais votados na cidade. Próximo do prefeito Orlando Morando (PSDB), Julinho não enfrentará eleição como oposicionista, embora também não se considere governista.

Em visita ao Diário, o democrata elogiou o diálogo estabelecido com Morando após três anos de duras críticas ao tucano, porém, refutou a alcunha de vereador da situação. “O que é oposição e situação? Sempre cumpri meu papel de parlamentar, nunca abri mão de cumprir minha prerrogativa de parlamentar. Continuo fazendo. Mas não gosto, nunca gostei, desses jargões. Sempre rejeitei esses jargões, mesmo quando eu me destacava (como parlamentar crítico)”, disse. Questionado, então, como classifica sua atuação no Legislativo, declarou: “Sou vereador que representa a nova política. Eu me considero alguém com liberdade de dizer o que é bom e aquilo que é ruim. Como, por exemplo, não concordo com a volta dos radares móveis. Eu, por exemplo, não participo da reunião da bancada”.

Como oposicionista, desde a gestão de Luiz Marinho (PT) até boa parte da gestão Morando, Julinho se cacifava para ser candidato a prefeito neste ano. Em 2018, concorreu a deputado estadual, recebendo 30,3 mil votos, desempenho considerado surpreendente à ocasião. Porém, em vez de confirmar uma candidatura ao Paço, mudou de legenda (estava no Cidadania, cujo expoente é o deputado federal Alex Manente) para partido governista, o DEM.

O parlamentar admitiu que a pandemia atrapalhou qualquer voo maior na política. Declarou que o governo Morando deu resposta positiva durante a crise sanitária e que a quarentena impediu a realização de conversas que poderiam pavimentar um projeto eleitoral mais robusto. “A pandemia só adiou meus sonhos, mas a população de São Bernardo mostrou, na última eleição, que quer ver a nova política na Assembleia Legislativa ou na Câmara Federal.”

“Eu não serei mais candidato a vereador. Meu sonho é poder levar essa nova política que represento para outras esferas de poder. Claro que sonho estar à frente da nossa cidade. E o DEM tem o tamanho dos meus sonhos”, emendou Julinho, ao enaltecer o papel do vice-governador Rodrigo Garcia (DEM) em sua transferência partidária. “Quero poder continuar crescendo, minha votação é crescente. Ser o vereador mais bem votado não é minha meta, mas minha meta é poder ver nas urnas o resultado de todo trabalho que temos feito. E recordes estão aí para serem quebrados”, considerou o democrata, em referência à votação de Alex, hoje desafeto político, na eleição em 2004, quando ele obteve 12,5 mil votos, melhor desempenho regional até hoje.

Nos três primeiros anos, Julinho foi duro nas críticas a Morando ao passo que as operações da PF (Polícia Federal) e do MPF (Ministério Público Federal) avançavam sobre o governo. Próximo do tucano, disse ver qualidades no fato de Morando “reagir às denúncias”. “Marinho defendeu a Cleuza (Repulho, ex-secretária de Educação). Ela saiu com evento glamuroso e porque ela quis. O tratamento dado pelo Orlando aos indicados foi bem diferente.” 

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