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S.Bernardo põe em risco funcionários e crianças em casa de acolhimento

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Servidores denunciam retenção de exames da Covid, revezamento de EPIs entre a equipe e falta de área de isolamento; prefeitura nega


Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

15/08/2020 | 00:01


Servidores que atuam em uma das três casas de acolhimento para crianças e adolescentes, mantidas pela Fundação Criança, em São Bernardo, denunciam que a Prefeitura tem falhado nas medidas de prevenção à Covid-19 no equipamento. Segundo relatos feitos ao Diário, a coordenação da Casa de Acolhimento Andança, no bairro Nova Petrópolis, reteve os resultados de testes realizados nas 17 crianças e adolescentes que estão abrigados, assim como nos funcionários, inclusive demorando para atestar e afastar contaminados.

Segundo os denunciantes, os exames foram feitos dia 30 de julho e só dia 7 de agosto foi passado o resultado de uma funcionária, que testou positivo para a doença. A colaboradora trabalhou todos esses dias e foi a última a saber do resultado, quando chegou no local, todos os outros funcionários já haviam sido informados de que ela estava contaminada. “Ela foi afastada de modo vexatório e humilhante perante as outras pessoas”, alegou um colaborador, que pediu para não ser identificado. 

A equipe passou, então, a cobrar os outros resultados dos teses. “Se tinha alguém contaminado, por que os exames não foram divulgados? Como a gente vai saber quem precisa ficar em isolamento? E, mesmo assim, a casa não tem espaço adequado para isolar nenhuma das crianças”, completou servidor, que disse que mais quatro pessoas foram afastadas com Covid.

Os funcionários alegaram, ainda, que não há álcool gel suficiente para higienização das mãos e que foram entregues quatro máscaras de acrílico para uso conjunto da equipe, composta por 20 pessoas. “O nome já diz, equipamento de proteção individual, não é o tipo de coisa que a gente deve compartilhar”, afirmou o colaborador. “A gente vê que falta a efetivação dos direitos das crianças, do próprio ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), de respeito e humanidade”, concluiu o denunciante.

Em nota, a Prefeitura de São Bernardo informou que os exames realizados nos funcionários do serviço de acolhimento foram emitidos pelo laboratório dia 10 de agosto, portanto, não procede a informação de que os mesmos foram retidos. Sobre a funcionária que apresentou resultado positivo para a doença, a administração relatou que o serviço seguiu os protocolos, a fim de que todos tomassem medidas necessárias de isolamento, sobretudo no que se refere à proteção integral das crianças e adolescentes. 

O comunicado afirma que o serviço tem disponibilizado máscaras de tecido aos funcionários e, apesar de não serem equipamentos imprescindíveis para o cotidiano do serviço, as viseiras de acrílico estão à disposição da equipe de educadores. “Novos equipamentos também já foram requisitados. Há álcool gel disponível para funcionários, crianças e adolescentes em pelo menos três pontos no interior da unidade de acolhimento. Quanto ao isolamento de crianças e adolescentes, será instalado no Espaço Andança, em caráter emergencial, um local específico dedicado ao isolamento, construído por meio de estruturas de rápida instalação”, concluiu a nota.



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S.Bernardo põe em risco funcionários e crianças em casa de acolhimento

Servidores denunciam retenção de exames da Covid, revezamento de EPIs entre a equipe e falta de área de isolamento; prefeitura nega

Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

15/08/2020 | 00:01


Servidores que atuam em uma das três casas de acolhimento para crianças e adolescentes, mantidas pela Fundação Criança, em São Bernardo, denunciam que a Prefeitura tem falhado nas medidas de prevenção à Covid-19 no equipamento. Segundo relatos feitos ao Diário, a coordenação da Casa de Acolhimento Andança, no bairro Nova Petrópolis, reteve os resultados de testes realizados nas 17 crianças e adolescentes que estão abrigados, assim como nos funcionários, inclusive demorando para atestar e afastar contaminados.

Segundo os denunciantes, os exames foram feitos dia 30 de julho e só dia 7 de agosto foi passado o resultado de uma funcionária, que testou positivo para a doença. A colaboradora trabalhou todos esses dias e foi a última a saber do resultado, quando chegou no local, todos os outros funcionários já haviam sido informados de que ela estava contaminada. “Ela foi afastada de modo vexatório e humilhante perante as outras pessoas”, alegou um colaborador, que pediu para não ser identificado. 

A equipe passou, então, a cobrar os outros resultados dos teses. “Se tinha alguém contaminado, por que os exames não foram divulgados? Como a gente vai saber quem precisa ficar em isolamento? E, mesmo assim, a casa não tem espaço adequado para isolar nenhuma das crianças”, completou servidor, que disse que mais quatro pessoas foram afastadas com Covid.

Os funcionários alegaram, ainda, que não há álcool gel suficiente para higienização das mãos e que foram entregues quatro máscaras de acrílico para uso conjunto da equipe, composta por 20 pessoas. “O nome já diz, equipamento de proteção individual, não é o tipo de coisa que a gente deve compartilhar”, afirmou o colaborador. “A gente vê que falta a efetivação dos direitos das crianças, do próprio ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), de respeito e humanidade”, concluiu o denunciante.

Em nota, a Prefeitura de São Bernardo informou que os exames realizados nos funcionários do serviço de acolhimento foram emitidos pelo laboratório dia 10 de agosto, portanto, não procede a informação de que os mesmos foram retidos. Sobre a funcionária que apresentou resultado positivo para a doença, a administração relatou que o serviço seguiu os protocolos, a fim de que todos tomassem medidas necessárias de isolamento, sobretudo no que se refere à proteção integral das crianças e adolescentes. 

O comunicado afirma que o serviço tem disponibilizado máscaras de tecido aos funcionários e, apesar de não serem equipamentos imprescindíveis para o cotidiano do serviço, as viseiras de acrílico estão à disposição da equipe de educadores. “Novos equipamentos também já foram requisitados. Há álcool gel disponível para funcionários, crianças e adolescentes em pelo menos três pontos no interior da unidade de acolhimento. Quanto ao isolamento de crianças e adolescentes, será instalado no Espaço Andança, em caráter emergencial, um local específico dedicado ao isolamento, construído por meio de estruturas de rápida instalação”, concluiu a nota.

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