Fechar
Publicidade

Quarta-Feira, 23 de Setembro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Cultura & Lazer

cultura@dgabc.com.br | 4435-8364

Ossa apresentará vídeo que fala sobre isolamento

Reprodução Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Três curta-metragens serão exibidos a partir de hoje, às 19h, no canal do YouTube da secretaria de Cultura da cidade


Do Diário do Grande ABC

14/08/2020 | 11:20


A Ossa (Orquestra Sinfônica de Santo André) preparou uma surpresa para o público. Trata-se da Trilogia Trancafiada,  obra em formato vídeo-arte que reúne um conjunto de três curta-metragens que visam expressar artisticamente os sentimentos experimentados por todos em decorrência do isolamento social. O trabalho, realizado em parceria com a artista visual Luisa Almeida, estabeleceu os conceitos que nomeiam cada um dos capítulos: Ansiedade, Adaptação e Acolhimento. As apresentações serão hoje, amanhã e domingo, sempre às 19h, no canal do YouTube da secretaria de Cultura da cidade.

A atuação dos músicos é constante nos três episódios, mas eles somente tocam seus instrumentos no “passado”, nas gravações já existentes do acervo da orquestra e utilizadas como base sonora para a trilogia. Para fazer valer a tradição da OSSA de valorizar a produção musical nacional, para servir de base musical para cada um dos vídeos foram escolhidas peças de compositores brasileiros: a Abertura Festiva de Mozart Camargo Guarnieri, nome importante na história recente de música orquestral nacional, o Episódio Sinfônico de Ronaldo Miranda, compositor atuante no cenário nacional atual, e Vivaldiana, de Denise Garcia, compositora também atuante no cenário nacional e autora de Ouro Preto – Mariana, escrita especialmente para a Sinfônica de Santo André.

 Para o maestro Abel Rocha, assim como o compositor organiza notas musicais no tempo e as distribui pelos timbres de uma orquestra, a artista visual mineira Luisa Almeida, convidada para o trabalho, estabeleceu um conjunto de ações visuais específicas, realizadas pelos músicos da orquestra para, então, compor visualmente o resultado da trilogia, organizando-as numa montagem rica de sentido e significados.

A trilogia – A Trilogia Trancafiada é dividida em três episódios: A Ansiedade abre a série pois talvez seja o sentimento inaugural experimentado por muitos no contexto da quarentena. A consciência da necessidade da suspensão intercalada com a diária preparação e a prontidão para o momento do retorno da rotina. Mas quando esse retorno? Não há respostas, há somente a espera, a incerteza e o decorrente incômodo. Para compor visualmente este vídeo considerou-se o relacionamento de um músico com seu instrumento, para além do fenômeno da produção sonora propriamente dita. Afinal, cada instrumento demanda um cuidado específico, e isso dificilmente transparece diante do público nos momentos de apresentação.

A Adaptação é o segundo momento. Um processo nem sempre saboroso, muitas vezes confuso e conturbado, no qual é difícil se situar, embora situar-se nele seja necessário. Contudo, aos poucos, os turbilhões vão tomando formas, as simultaneidades, desembaraçando-se, e as distâncias, tornando-se palpáveis. O vídeo abusa da sobreposição de imagens, para produzir o desconforto causado pelo acúmulo de tarefas, e reproduzindo, através da ágil altercação das cenas, a sensação de ser absorvido pelas novas rotinas de casa, de higiene e autocuidado, sem poder perder de vista as antigas: a prática do instrumento.

O Acolhimento é o terceiro e último momento, que se inicia de maneira agridoce. Objetos ordinários, cotidianos e outrora ignorados ser tornam companheiros e simultaneamente espectadores dos processos de transformação, íntimos e pessoais. Ao mesmo tempo, a incerteza quanto ao retorno se cristaliza em espera serena. Todo quanto aparecera cinza em Ansiedade, agora surge colorido: acolher a dor também pode gerar uma abertura para enxergar o mundo com novas cores, sendo essa vivência o mote para encerrar o percurso proposto pela Trilogia.



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Ossa apresentará vídeo que fala sobre isolamento

Três curta-metragens serão exibidos a partir de hoje, às 19h, no canal do YouTube da secretaria de Cultura da cidade

Do Diário do Grande ABC

14/08/2020 | 11:20


A Ossa (Orquestra Sinfônica de Santo André) preparou uma surpresa para o público. Trata-se da Trilogia Trancafiada,  obra em formato vídeo-arte que reúne um conjunto de três curta-metragens que visam expressar artisticamente os sentimentos experimentados por todos em decorrência do isolamento social. O trabalho, realizado em parceria com a artista visual Luisa Almeida, estabeleceu os conceitos que nomeiam cada um dos capítulos: Ansiedade, Adaptação e Acolhimento. As apresentações serão hoje, amanhã e domingo, sempre às 19h, no canal do YouTube da secretaria de Cultura da cidade.

A atuação dos músicos é constante nos três episódios, mas eles somente tocam seus instrumentos no “passado”, nas gravações já existentes do acervo da orquestra e utilizadas como base sonora para a trilogia. Para fazer valer a tradição da OSSA de valorizar a produção musical nacional, para servir de base musical para cada um dos vídeos foram escolhidas peças de compositores brasileiros: a Abertura Festiva de Mozart Camargo Guarnieri, nome importante na história recente de música orquestral nacional, o Episódio Sinfônico de Ronaldo Miranda, compositor atuante no cenário nacional atual, e Vivaldiana, de Denise Garcia, compositora também atuante no cenário nacional e autora de Ouro Preto – Mariana, escrita especialmente para a Sinfônica de Santo André.

 Para o maestro Abel Rocha, assim como o compositor organiza notas musicais no tempo e as distribui pelos timbres de uma orquestra, a artista visual mineira Luisa Almeida, convidada para o trabalho, estabeleceu um conjunto de ações visuais específicas, realizadas pelos músicos da orquestra para, então, compor visualmente o resultado da trilogia, organizando-as numa montagem rica de sentido e significados.

A trilogia – A Trilogia Trancafiada é dividida em três episódios: A Ansiedade abre a série pois talvez seja o sentimento inaugural experimentado por muitos no contexto da quarentena. A consciência da necessidade da suspensão intercalada com a diária preparação e a prontidão para o momento do retorno da rotina. Mas quando esse retorno? Não há respostas, há somente a espera, a incerteza e o decorrente incômodo. Para compor visualmente este vídeo considerou-se o relacionamento de um músico com seu instrumento, para além do fenômeno da produção sonora propriamente dita. Afinal, cada instrumento demanda um cuidado específico, e isso dificilmente transparece diante do público nos momentos de apresentação.

A Adaptação é o segundo momento. Um processo nem sempre saboroso, muitas vezes confuso e conturbado, no qual é difícil se situar, embora situar-se nele seja necessário. Contudo, aos poucos, os turbilhões vão tomando formas, as simultaneidades, desembaraçando-se, e as distâncias, tornando-se palpáveis. O vídeo abusa da sobreposição de imagens, para produzir o desconforto causado pelo acúmulo de tarefas, e reproduzindo, através da ágil altercação das cenas, a sensação de ser absorvido pelas novas rotinas de casa, de higiene e autocuidado, sem poder perder de vista as antigas: a prática do instrumento.

O Acolhimento é o terceiro e último momento, que se inicia de maneira agridoce. Objetos ordinários, cotidianos e outrora ignorados ser tornam companheiros e simultaneamente espectadores dos processos de transformação, íntimos e pessoais. Ao mesmo tempo, a incerteza quanto ao retorno se cristaliza em espera serena. Todo quanto aparecera cinza em Ansiedade, agora surge colorido: acolher a dor também pode gerar uma abertura para enxergar o mundo com novas cores, sendo essa vivência o mote para encerrar o percurso proposto pela Trilogia.

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;