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Famílias de renda mais baixa são as mais afetadas por inflação de julho, diz Ipea



14/08/2020 | 11:04


Pelo segundo mês consecutivo, em julho, o Indicador de Inflação por Faixa de Renda demonstrou uma aceleração dos preços na margem para todas as classes de renda pesquisadas. O índice, calculado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), apontou ainda que o grupo que mais afetado foi o de menor poder aquisitivo (inferior a R$ 900), com alta de 0,38% no mês. Já a inflação para os de renda mais alta (superior a R$ 9 mil) foi de 0,27%.

Para o grupo de renda baixa (de R$ 900 a R$ 1,35 mil), a inflação foi de 0,36%; para o de renda média-baixa (de R$ 1,35 mil a R$ 2,25 mil), de 0,36%; para o de renda média (de R$ 2,25 mil a R$ 4,5 mil), de 0,35%; e para o de renda média-alta (de R$ 4,5 mil a R$ 9 mil), de 0,31%.

Apesar de ainda ter sido registrada alguma pressão por parte dos alimentos no domicílio, especialmente das carnes (3,7%) e de leites e derivados (3,8%), o grupo habitação foi o principal foco inflacionário para as camadas mais pobres da população.

Os reajustes de 2,6% da tarifa de energia elétrica e de 0,53% dos aluguéis geraram uma contribuição de 0,19 ponto porcentual para o grupo habitação, respondendo por 50% da variação total da inflação desse segmento de renda .

Em menor escala, a alta do grupo transportes, por conta do aumento de 3,1% dos combustíveis e de 0,94% das tarifas de metrô, também ajuda a explicar o quadro inflacionário para a faixa de renda mais baixa.

Para a classe de renda mais alta, o peso dos combustíveis na cesta de consumo fez com que o impacto de 0,17 pp do grupo transporte respondesse por quase 65% de toda a inflação registrada por esse segmento. Mas esse movimento foi em parte aliviado pela queda nos preços das passagens aéreas (-4,2%) e do transporte por aplicativo (-8,2%).

O Ipea destaca ainda que o comportamento dos itens que compõem o grupo despesas pessoais originou um impacto completamente distinto entre as camadas da população. Enquanto as deflações dos itens empregada doméstica (-0,52%), clube (-1,46%) e hospedagem (-0,95%) geraram uma contribuição negativa de 0,06 pp para a inflação da faixa de renda mais alta, o reajuste de 1,3% nos preços dos cigarros propiciou uma contribuição positiva de 0,01 pp para o segmento de renda mais baixa.

Com a incorporação do resultado de julho, ao longo de 2020, continua inalterada a trajetória de uma inflação mais amena para as classes mais altas (0,03%), em comparação aos segmentos de renda mais baixa (1,2%).

Da mesma forma, o comportamento da inflação em 12 meses voltou a apresentar um movimento de aceleração em todos os segmentos de renda, com os índices observados em julho deste ano situando-se abaixo dos registrados no mesmo mês do ano anterior. A inflação dos segmentos de renda mais baixa aponta alta de 2,9%, em nível superior ao das famílias de maior poder aquisitivo (1,7%).



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Famílias de renda mais baixa são as mais afetadas por inflação de julho, diz Ipea


14/08/2020 | 11:04


Pelo segundo mês consecutivo, em julho, o Indicador de Inflação por Faixa de Renda demonstrou uma aceleração dos preços na margem para todas as classes de renda pesquisadas. O índice, calculado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), apontou ainda que o grupo que mais afetado foi o de menor poder aquisitivo (inferior a R$ 900), com alta de 0,38% no mês. Já a inflação para os de renda mais alta (superior a R$ 9 mil) foi de 0,27%.

Para o grupo de renda baixa (de R$ 900 a R$ 1,35 mil), a inflação foi de 0,36%; para o de renda média-baixa (de R$ 1,35 mil a R$ 2,25 mil), de 0,36%; para o de renda média (de R$ 2,25 mil a R$ 4,5 mil), de 0,35%; e para o de renda média-alta (de R$ 4,5 mil a R$ 9 mil), de 0,31%.

Apesar de ainda ter sido registrada alguma pressão por parte dos alimentos no domicílio, especialmente das carnes (3,7%) e de leites e derivados (3,8%), o grupo habitação foi o principal foco inflacionário para as camadas mais pobres da população.

Os reajustes de 2,6% da tarifa de energia elétrica e de 0,53% dos aluguéis geraram uma contribuição de 0,19 ponto porcentual para o grupo habitação, respondendo por 50% da variação total da inflação desse segmento de renda .

Em menor escala, a alta do grupo transportes, por conta do aumento de 3,1% dos combustíveis e de 0,94% das tarifas de metrô, também ajuda a explicar o quadro inflacionário para a faixa de renda mais baixa.

Para a classe de renda mais alta, o peso dos combustíveis na cesta de consumo fez com que o impacto de 0,17 pp do grupo transporte respondesse por quase 65% de toda a inflação registrada por esse segmento. Mas esse movimento foi em parte aliviado pela queda nos preços das passagens aéreas (-4,2%) e do transporte por aplicativo (-8,2%).

O Ipea destaca ainda que o comportamento dos itens que compõem o grupo despesas pessoais originou um impacto completamente distinto entre as camadas da população. Enquanto as deflações dos itens empregada doméstica (-0,52%), clube (-1,46%) e hospedagem (-0,95%) geraram uma contribuição negativa de 0,06 pp para a inflação da faixa de renda mais alta, o reajuste de 1,3% nos preços dos cigarros propiciou uma contribuição positiva de 0,01 pp para o segmento de renda mais baixa.

Com a incorporação do resultado de julho, ao longo de 2020, continua inalterada a trajetória de uma inflação mais amena para as classes mais altas (0,03%), em comparação aos segmentos de renda mais baixa (1,2%).

Da mesma forma, o comportamento da inflação em 12 meses voltou a apresentar um movimento de aceleração em todos os segmentos de renda, com os índices observados em julho deste ano situando-se abaixo dos registrados no mesmo mês do ano anterior. A inflação dos segmentos de renda mais baixa aponta alta de 2,9%, em nível superior ao das famílias de maior poder aquisitivo (1,7%).

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