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Boxeadora norueguesa pode quebrar recorde de 70 anos do lendário Joe Louis



14/08/2020 | 09:00


Nascida em Cartagena, Colômbia, a pugilista Cecilia Braekhus mora na Noruega desde os primeiros meses de vida. Aos 38 anos, a campeã mundial unificada dos pesos meio-médios pode quebrar, neste sábado, em Tulsa, nos Estados Unidos, o recorde mundial de 25 defesas de cinturão obtido pelo lendário Joe Louis na década de 40. Ela vai enfrentar a norte-americana Jessica McCaskill, campeã dos pesos meio-médios-ligeiros, e o evento, sem público, terá transmissão pelo DAZN.

Campeã desde 2009, Cecilia é dona dos quatro principais títulos internacionais do boxe, ao reunir os cinturões do Conselho Mundial (CMB), Associação Mundial (AMB), Federação Internacional (FIB) e Organização Mundial (OMB). Ela nunca perdeu em 13 anos de profissionalismo. São 36 vitórias, com nove nocautes. McCaskill, de 35 anos, tem uma cartel de oito vitórias (três nocautes) e duas derrotas.

Em entrevista exclusiva ao Estadão, Cecilia Braekhus afirmou que a nova marca de defesas de títulos vai elevar o nível e o interesse pelo boxe feminino. Confira os melhores momentos.

Como foi "enfrentar" a pandemia do coronavírus para se manter em forma?

Eu tenho uma equipe muito boa, que me ajuda em todos os aspectos. Consegui me manter em atividade e com boa alimentação. Meu técnico (Abel Sánchez) é muito experiente, então foi um período difícil, mas que conseguimos superar.

Qual sua opinião sobre o momento atual do boxe feminino?

Está cada vez melhor, com muitas lutadoras de alto nível. Com isso, ganhamos espaço em eventos grandes e é nossa responsabilidade proporcionar as melhores lutas.

Como você se sente com a possibilidade de conseguir quebrar um recorde de mais de 70 anos do lendário Joe Louis?

Lógico que fico feliz, mas acho que são conquistas como essa que poderão colocar o boxe feminino em destaque. Se eu conseguir a vitória, não vai ser apenas uma conquista minha. Será de todas as lutadoras.

Você nasceu na Colômbia, mora na Noruega e já lutou na Rússia, Dinamarca, Mônaco, Alemanha, Finlândia, Estados Unidos... quando virá lutar na América do Sul?

Já fui duas vezes ao Brasil a passeio. A Colômbia está muito longe do mundo que vivo atualmente. Não sei falar espanhol. Espero um dia poder conhecer todos esses lugares.

Você vai completar 39 anos no mês que vem. Quantos anos você ainda pretende ter de carreira?

Não penso em anos. Penso em lutas. Quero enfrentar as melhores e fazer grandes espetáculos. Tenho uma carreira sólida e quero enfrentar ainda grandes desafios.

Qual a sua previsão para o duelo com Jessia McCaskill?

Não sou de fazer previsões. Como sempre, estou muito bem preparada e pronta para fazer uma grande luta. Sei que vai ser difícil, pois a minha adversária tem fome de conquistas e sabe o que fazer no ringue. Ao mesmo tempo, sei que sou melhor. Estou confiante em mais uma vitória.



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Boxeadora norueguesa pode quebrar recorde de 70 anos do lendário Joe Louis


14/08/2020 | 09:00


Nascida em Cartagena, Colômbia, a pugilista Cecilia Braekhus mora na Noruega desde os primeiros meses de vida. Aos 38 anos, a campeã mundial unificada dos pesos meio-médios pode quebrar, neste sábado, em Tulsa, nos Estados Unidos, o recorde mundial de 25 defesas de cinturão obtido pelo lendário Joe Louis na década de 40. Ela vai enfrentar a norte-americana Jessica McCaskill, campeã dos pesos meio-médios-ligeiros, e o evento, sem público, terá transmissão pelo DAZN.

Campeã desde 2009, Cecilia é dona dos quatro principais títulos internacionais do boxe, ao reunir os cinturões do Conselho Mundial (CMB), Associação Mundial (AMB), Federação Internacional (FIB) e Organização Mundial (OMB). Ela nunca perdeu em 13 anos de profissionalismo. São 36 vitórias, com nove nocautes. McCaskill, de 35 anos, tem uma cartel de oito vitórias (três nocautes) e duas derrotas.

Em entrevista exclusiva ao Estadão, Cecilia Braekhus afirmou que a nova marca de defesas de títulos vai elevar o nível e o interesse pelo boxe feminino. Confira os melhores momentos.

Como foi "enfrentar" a pandemia do coronavírus para se manter em forma?

Eu tenho uma equipe muito boa, que me ajuda em todos os aspectos. Consegui me manter em atividade e com boa alimentação. Meu técnico (Abel Sánchez) é muito experiente, então foi um período difícil, mas que conseguimos superar.

Qual sua opinião sobre o momento atual do boxe feminino?

Está cada vez melhor, com muitas lutadoras de alto nível. Com isso, ganhamos espaço em eventos grandes e é nossa responsabilidade proporcionar as melhores lutas.

Como você se sente com a possibilidade de conseguir quebrar um recorde de mais de 70 anos do lendário Joe Louis?

Lógico que fico feliz, mas acho que são conquistas como essa que poderão colocar o boxe feminino em destaque. Se eu conseguir a vitória, não vai ser apenas uma conquista minha. Será de todas as lutadoras.

Você nasceu na Colômbia, mora na Noruega e já lutou na Rússia, Dinamarca, Mônaco, Alemanha, Finlândia, Estados Unidos... quando virá lutar na América do Sul?

Já fui duas vezes ao Brasil a passeio. A Colômbia está muito longe do mundo que vivo atualmente. Não sei falar espanhol. Espero um dia poder conhecer todos esses lugares.

Você vai completar 39 anos no mês que vem. Quantos anos você ainda pretende ter de carreira?

Não penso em anos. Penso em lutas. Quero enfrentar as melhores e fazer grandes espetáculos. Tenho uma carreira sólida e quero enfrentar ainda grandes desafios.

Qual a sua previsão para o duelo com Jessia McCaskill?

Não sou de fazer previsões. Como sempre, estou muito bem preparada e pronta para fazer uma grande luta. Sei que vai ser difícil, pois a minha adversária tem fome de conquistas e sabe o que fazer no ringue. Ao mesmo tempo, sei que sou melhor. Estou confiante em mais uma vitória.

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