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Sindicância sobre agressões na Fundação Casa não foi concluída


Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

14/08/2020 | 00:01


Um mês após o Diário noticiar que internos da Fundação Casa de Diadema denunciaram que estavam sendo vítimas de agressões por parte de funcionários, a sindicância instaurada pela corregedoria geral da instituição não foi concluída. Em 9 de julho, a reportagem mostrou trechos de cartas escritas pelos jovens, dois rapazes de 15 e 16 anos, relatando episódios em que foram agredidos com chutes e socos.

Na ocasião, a Fundação Casa confirmou que a corregedoria recebeu cópias de cartas e que estava apurando as denúncias. Um funcionário, que remeteu as cartas para o MP (Ministério Público) e para a corregedoria, foi transferido para outra unidade na região, pois havia indícios de que ele pudesse ter incentivado os adolescentes a fazer as denúncias falsas. O diretor e o coordenador da unidade, que foram acusados pelos internos, não foram afastados.

Passados 30 dias, a Fundação Casa informa que, após o término da investigação em sindicância, a corregedoria geral instaurou processo administrativo contra o servidor, por indícios de que ele teria coagido adolescente a escrever cartas sobre supostas agressões. Que durante a verificação, o adolescente negou qualquer tipo de agressão e que a corregedoria aguarda a defesa do servidor.

No entanto, nesta semana, a Fundação Casa recebeu novas informações, onde o adolescente contradiz o relato feito à corregedoria à época e agora alega a agressão. “Devido à contradição apresentada, a corregedoria geral instaurou nova sindicância para apurar a veracidade do ocorrido”, relatou a nota.

O conselho tutelar de Diadema, que informou à época que iria acompanhar as denúncias, relatou que segue o caso, mas as informações são sigilosas. O Diário mostrou que os conselheiros haviam recebido outras duas denúncias semelhantes e que teriam sido impedidos de entrar na unidade. A Fundação Casa destacou que houve reunião com os conselheiros e foram realizadas ações no centro.

“Em oficio enviado à Fundação Casa dia 13 de julho, o conselho tutelar menciona que o órgão sempre teve bom relacionamento com a gestão do Casa Diadema e não houve qualquer tipo de impedimento na execução de suas atribuições”, completou a nota. O Condepe (Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana) também acompanha as apurações. 



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Sindicância sobre agressões na Fundação Casa não foi concluída

Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

14/08/2020 | 00:01


Um mês após o Diário noticiar que internos da Fundação Casa de Diadema denunciaram que estavam sendo vítimas de agressões por parte de funcionários, a sindicância instaurada pela corregedoria geral da instituição não foi concluída. Em 9 de julho, a reportagem mostrou trechos de cartas escritas pelos jovens, dois rapazes de 15 e 16 anos, relatando episódios em que foram agredidos com chutes e socos.

Na ocasião, a Fundação Casa confirmou que a corregedoria recebeu cópias de cartas e que estava apurando as denúncias. Um funcionário, que remeteu as cartas para o MP (Ministério Público) e para a corregedoria, foi transferido para outra unidade na região, pois havia indícios de que ele pudesse ter incentivado os adolescentes a fazer as denúncias falsas. O diretor e o coordenador da unidade, que foram acusados pelos internos, não foram afastados.

Passados 30 dias, a Fundação Casa informa que, após o término da investigação em sindicância, a corregedoria geral instaurou processo administrativo contra o servidor, por indícios de que ele teria coagido adolescente a escrever cartas sobre supostas agressões. Que durante a verificação, o adolescente negou qualquer tipo de agressão e que a corregedoria aguarda a defesa do servidor.

No entanto, nesta semana, a Fundação Casa recebeu novas informações, onde o adolescente contradiz o relato feito à corregedoria à época e agora alega a agressão. “Devido à contradição apresentada, a corregedoria geral instaurou nova sindicância para apurar a veracidade do ocorrido”, relatou a nota.

O conselho tutelar de Diadema, que informou à época que iria acompanhar as denúncias, relatou que segue o caso, mas as informações são sigilosas. O Diário mostrou que os conselheiros haviam recebido outras duas denúncias semelhantes e que teriam sido impedidos de entrar na unidade. A Fundação Casa destacou que houve reunião com os conselheiros e foram realizadas ações no centro.

“Em oficio enviado à Fundação Casa dia 13 de julho, o conselho tutelar menciona que o órgão sempre teve bom relacionamento com a gestão do Casa Diadema e não houve qualquer tipo de impedimento na execução de suas atribuições”, completou a nota. O Condepe (Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana) também acompanha as apurações. 

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