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Polícia descobre estúdio de pornografia infantil na zona oeste do Rio



13/08/2020 | 20:59


A Polícia Civil do Rio de Janeiro descobriu nesta quinta-feira, 13, uma casa que abrigava um estúdio de pornografia infantil em Santíssimo (zona oeste da capital). De acordo com a investigação, o imóvel era usado por um grupo liderado pelo alemão Klaus Berno Fischer, de 73 anos, que aliciava crianças e adolescentes e fazia filmes e fotos das vítimas. O material era vendido pela internet. Ninguém foi preso.

A Justiça decretou a prisão do alemão, que tinha visto permanente para morar no Brasil porque é dono de uma agência de viagens em Copacabana, mas ele fugiu abandonando documentos e todo o equipamento de filmagem.

Segundo o delegado Luiz Maurício Armond, da 35ª DP (Campo Grande), na última terça-feira, 11, uma mulher foi à delegacia com as filhas de 12 e 14 anos e denunciou o crime. Junto com ela estava uma amiga, cuja filha tem 5 anos e também teria sido vítima. A partir da denúncia, os policiais conseguiram localizar a casa, em uma área de mata vizinha da favela Cavalo de Aço, e obtiveram a ordem de prisão para Klaus Berno Fischer. No entanto, ele fugiu, pouco antes da chegada da polícia. Os policiais suspeitam que ele tenha sido alertado por outros envolvidos no esquema.

Ainda de acordo com o delegado, Fischer contava com a ajuda de outros dois homens, que circulavam por favelas para abordar crianças e adolescentes, oferecendo presentes e dinheiro, convencê-los a ir até a casa. Quando chegavam lá, as vítimas eram filmadas e fotografadas. A polícia já identificou vítimas com idades entre 5 e 14 anos.

Nas três salas equipadas como estúdios, havia objetos infantis, como balanços, gangorras, fantasias e piscina inflável, e objetos para práticas sexuais. Em uma parede falsa foram encontrados cerca 30 mil arquivos com filmagens de pornografia infantil. A polícia já sabe que os vídeos eram vendidos pela deep web, uma parte da internet que não é indexada pelos mecanismos de busca, como o Google, e por isso fica oculta à maioria do público. Como o Fischer tem uma agência de turismo, a polícia investiga se a empresa oferecia turismo sexual aos clientes.



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Polícia descobre estúdio de pornografia infantil na zona oeste do Rio


13/08/2020 | 20:59


A Polícia Civil do Rio de Janeiro descobriu nesta quinta-feira, 13, uma casa que abrigava um estúdio de pornografia infantil em Santíssimo (zona oeste da capital). De acordo com a investigação, o imóvel era usado por um grupo liderado pelo alemão Klaus Berno Fischer, de 73 anos, que aliciava crianças e adolescentes e fazia filmes e fotos das vítimas. O material era vendido pela internet. Ninguém foi preso.

A Justiça decretou a prisão do alemão, que tinha visto permanente para morar no Brasil porque é dono de uma agência de viagens em Copacabana, mas ele fugiu abandonando documentos e todo o equipamento de filmagem.

Segundo o delegado Luiz Maurício Armond, da 35ª DP (Campo Grande), na última terça-feira, 11, uma mulher foi à delegacia com as filhas de 12 e 14 anos e denunciou o crime. Junto com ela estava uma amiga, cuja filha tem 5 anos e também teria sido vítima. A partir da denúncia, os policiais conseguiram localizar a casa, em uma área de mata vizinha da favela Cavalo de Aço, e obtiveram a ordem de prisão para Klaus Berno Fischer. No entanto, ele fugiu, pouco antes da chegada da polícia. Os policiais suspeitam que ele tenha sido alertado por outros envolvidos no esquema.

Ainda de acordo com o delegado, Fischer contava com a ajuda de outros dois homens, que circulavam por favelas para abordar crianças e adolescentes, oferecendo presentes e dinheiro, convencê-los a ir até a casa. Quando chegavam lá, as vítimas eram filmadas e fotografadas. A polícia já identificou vítimas com idades entre 5 e 14 anos.

Nas três salas equipadas como estúdios, havia objetos infantis, como balanços, gangorras, fantasias e piscina inflável, e objetos para práticas sexuais. Em uma parede falsa foram encontrados cerca 30 mil arquivos com filmagens de pornografia infantil. A polícia já sabe que os vídeos eram vendidos pela deep web, uma parte da internet que não é indexada pelos mecanismos de busca, como o Google, e por isso fica oculta à maioria do público. Como o Fischer tem uma agência de turismo, a polícia investiga se a empresa oferecia turismo sexual aos clientes.

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