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Bolsonaro diz que Anvisa vai facilitar acesso a medicamentos defendidos por ele

Reprodução/Instagram Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


13/08/2020 | 20:14


O presidente Jair Bolsonaro anunciou, na noite desta quinta-feira, 13, que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vai facilitar o acesso à hidroxicloroquina e ivermectina, medicamentos defendidos por ele para tratamento do novo coronavírus, mesmo sem ter eficácia comprovada para a doença. A partir de agora, segundo Bolsonaro, não será mais necessária a retenção da receita no local da compra.

"O presidente da Anvisa acabou de confirmar a informação sobre a hidroxicloroquina e a ivermectina. Você já pode comprar com uma receita simples, caso o seu médico recomende para você, obviamente", disse Bolsonaro durante a transmissão semanal que faz em suas redes sociais. Até o momento, era necessária a apresentação de receita em duas vias. Agora, será preciso apenas uma que poderá ficar com o comprador.

Em seguida, o presidente afirmou que tomou a cloroquina após contrair o novo coronavírus e relatou que "12 horas depois estava com sintomas curados". Pouco antes, na mesma live, no entanto, ele admitiu que isso pode ter sido apenas uma "coincidência", já que pesquisas indicam que a maior parte das pessoas que contraem covid-19 não apresentam sintomas da doença.

No início da transmissão, Bolsonaro apresentou o pedreiro Manoel Cardoso de Araújo, de 101 anos, que é pai de um de seus seguranças e contraiu covid-19, mas foi medicado com outros fármacos que não a cloroquina. Ao comentar o caso, o presidente disse que pode ter sido uma "coincidência" ele ter se sentido melhor após tomar o medicamento. "Pode ter sido uma coincidência, mas o pessoal que tem tomado (cloroquina) no início dos sintomas tem tido sucesso no tratamento."

Ainda assim, o presidente voltou a mostrar uma caixa de cloroquina e a defender o medicamento mais uma vez, ponderando que é preciso ter prescrição médica para o uso. "Para comprar isso aqui (medicamento) precisava da prescrição médica. Ainda precisa (de receita), porque é tarja vermelha. Só que criou-se, naquela época, para evitar a compra para fazer negócio, revender ou fazer estoque em casa, começou a faltar a hidroxicloroquina... A Anvisa tomou uma decisão que precisava de uma receita com dupla via, com retenção. (Ainda) vai precisar da receita", disse.

Bolsonaro rebateu as críticas de que o Exército produziu cloroquina em excesso durante a pandemia. "Alguns estavam criticando que o presidente mandou o Exército fabricar comprimidos e estão com uma reserva de 4 milhões. É mais ou menos isso que tem, mas o nosso consumo anual da hidroxicloroquina para malária, lúpus, artrite reumatoide, dá 3 milhões de comprimidos por ano. Nada vai ser jogado fora. Tudo vai ser aproveitado de uma forma ou de outra", justificou.



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Bolsonaro diz que Anvisa vai facilitar acesso a medicamentos defendidos por ele


13/08/2020 | 20:14


O presidente Jair Bolsonaro anunciou, na noite desta quinta-feira, 13, que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vai facilitar o acesso à hidroxicloroquina e ivermectina, medicamentos defendidos por ele para tratamento do novo coronavírus, mesmo sem ter eficácia comprovada para a doença. A partir de agora, segundo Bolsonaro, não será mais necessária a retenção da receita no local da compra.

"O presidente da Anvisa acabou de confirmar a informação sobre a hidroxicloroquina e a ivermectina. Você já pode comprar com uma receita simples, caso o seu médico recomende para você, obviamente", disse Bolsonaro durante a transmissão semanal que faz em suas redes sociais. Até o momento, era necessária a apresentação de receita em duas vias. Agora, será preciso apenas uma que poderá ficar com o comprador.

Em seguida, o presidente afirmou que tomou a cloroquina após contrair o novo coronavírus e relatou que "12 horas depois estava com sintomas curados". Pouco antes, na mesma live, no entanto, ele admitiu que isso pode ter sido apenas uma "coincidência", já que pesquisas indicam que a maior parte das pessoas que contraem covid-19 não apresentam sintomas da doença.

No início da transmissão, Bolsonaro apresentou o pedreiro Manoel Cardoso de Araújo, de 101 anos, que é pai de um de seus seguranças e contraiu covid-19, mas foi medicado com outros fármacos que não a cloroquina. Ao comentar o caso, o presidente disse que pode ter sido uma "coincidência" ele ter se sentido melhor após tomar o medicamento. "Pode ter sido uma coincidência, mas o pessoal que tem tomado (cloroquina) no início dos sintomas tem tido sucesso no tratamento."

Ainda assim, o presidente voltou a mostrar uma caixa de cloroquina e a defender o medicamento mais uma vez, ponderando que é preciso ter prescrição médica para o uso. "Para comprar isso aqui (medicamento) precisava da prescrição médica. Ainda precisa (de receita), porque é tarja vermelha. Só que criou-se, naquela época, para evitar a compra para fazer negócio, revender ou fazer estoque em casa, começou a faltar a hidroxicloroquina... A Anvisa tomou uma decisão que precisava de uma receita com dupla via, com retenção. (Ainda) vai precisar da receita", disse.

Bolsonaro rebateu as críticas de que o Exército produziu cloroquina em excesso durante a pandemia. "Alguns estavam criticando que o presidente mandou o Exército fabricar comprimidos e estão com uma reserva de 4 milhões. É mais ou menos isso que tem, mas o nosso consumo anual da hidroxicloroquina para malária, lúpus, artrite reumatoide, dá 3 milhões de comprimidos por ano. Nada vai ser jogado fora. Tudo vai ser aproveitado de uma forma ou de outra", justificou.

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