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Parte da ala progressista do partido critica escolha de vice feita por Biden

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


13/08/2020 | 07:08


Parte da ala progressista do Partido Democrata, que ganhou relevância nos últimos anos com a ascensão do senador Bernie Sanders e da senadora Elizabeth Warren, atacou na quarta-feira, 12, a escolha de Kamala Harris como vice-presidente na chapa de Joe Biden para a eleição americana.

Embora os líderes da facção mais radical do partido, como Sanders, Warren e a deputada Alexandria Ocasio-Cortez tenham elogiado a escolha de Kamala, algumas figuras proeminentes da ala progressista expressaram frustração. "Biden mostrou o dedo do meio para os progressistas, manifestantes do Black Lives Matter e eleitores negros com menos de 50 anos ao escolher Harris", escreveu o jornalista Michael Tracey, fundador de um influente site investigativo e apoiador de Sanders.

Briahna Joy Gray, que foi assessora de imprensa de Sanders, também não gostou da escolha. "Estamos no meio do maior movimento de protesto da história americana, contra os excessos da ação policial, e o Partido Democrata escolhe uma policial para nos salvar de Trump", disse Briahna, em referência ao passado de Kamala como procuradora do Estado da Califórnia.

"Autor de um projeto de lei sobre crime, Joe Biden seleciona a ''grande policial'' Kamala Harris para vice-presidente enquanto os protestos contra a justiça racial e a abolição da polícia continuam em todo o país", escreveu o jornalista progressista Walker Bragman.

"O fato de Warren e Sanders não terem sido considerados seriamente (para o cargo) reflete algo sobre Joe Biden", disse Bhaskar Sunkara, fundador da revista socialista Jacobin e ex-vice-presidente do grupo esquerdista Democratas Socialistas da América.

Uma parte da ala esquerda do partido, porém, apesar da frustração, aceitou a indicação de Biden e demonstrou certo alívio pelo fato de ele não ter escolhido alguém mais centrista. Um ponto positivo em comum, na maioria das reações, é o elogio ao fato de Kamala ser a primeira mulher negra a compor uma chapa presidencial.

Ontem, Biden e Kamala fizeram juntos a primeira aparição pública e o primeiro ato de campanha, em breve evento em Wilmington, no Estado de Delaware, onde mora o ex-vice-presidente americano. A dupla entrou de máscara e fez da pandemia um tema central dos discursos.

"Permita-me dizer, como alguém que já apresentou argumentos perante um tribunal: o caso contra Donald Trump e Mike Pence está pronto para ser julgado. Basta ver onde eles nos levaram", disse Kamala. "A recusa dele em colocar os testes em funcionamento. A mudança dele sobre distanciamento social e uso de máscaras. A crença delirante de que ele sabe mais do que os especialistas. Tudo isso é o motivo que faz um americano morrer de covid-19 a cada 80 segundos."

Já Biden classificou a eleição como um ponto de inflexão e uma possibilidade de "mudança de vida". Ao apresentar Kamala, ele disse que ela está "pronta para trabalhar desde o primeiro dia" e saiu em defesa da companheira de chapa, que vem sendo atacada pelo presidente desde que o anúncio foi feito. "Alguém está surpreso que Donald Trump tenha um problema com uma mulher forte e com mulheres fortes de uma maneira geral?", disse o candidato democrata.

Ataques

Trump criticou a escolha de Biden. Em entrevista a uma rádio conservadora, pouco antes do anúncio, ele chegou a dizer que a indicação de uma mulher para o cargo de vice poderia "insultar" os homens. Depois, em vídeo postado no Twitter, ele chama a senadora de "hipócrita".

"Fiquei mais surpreendido porque ela foi muito medíocre durante a campanha das primárias do Partido Democrata", disse o presidente. "Ela sempre criticou Biden por sua política de direita. É normal que a chamem hipócrita." (Com agências internacionais)

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



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Parte da ala progressista do partido critica escolha de vice feita por Biden


13/08/2020 | 07:08


Parte da ala progressista do Partido Democrata, que ganhou relevância nos últimos anos com a ascensão do senador Bernie Sanders e da senadora Elizabeth Warren, atacou na quarta-feira, 12, a escolha de Kamala Harris como vice-presidente na chapa de Joe Biden para a eleição americana.

Embora os líderes da facção mais radical do partido, como Sanders, Warren e a deputada Alexandria Ocasio-Cortez tenham elogiado a escolha de Kamala, algumas figuras proeminentes da ala progressista expressaram frustração. "Biden mostrou o dedo do meio para os progressistas, manifestantes do Black Lives Matter e eleitores negros com menos de 50 anos ao escolher Harris", escreveu o jornalista Michael Tracey, fundador de um influente site investigativo e apoiador de Sanders.

Briahna Joy Gray, que foi assessora de imprensa de Sanders, também não gostou da escolha. "Estamos no meio do maior movimento de protesto da história americana, contra os excessos da ação policial, e o Partido Democrata escolhe uma policial para nos salvar de Trump", disse Briahna, em referência ao passado de Kamala como procuradora do Estado da Califórnia.

"Autor de um projeto de lei sobre crime, Joe Biden seleciona a ''grande policial'' Kamala Harris para vice-presidente enquanto os protestos contra a justiça racial e a abolição da polícia continuam em todo o país", escreveu o jornalista progressista Walker Bragman.

"O fato de Warren e Sanders não terem sido considerados seriamente (para o cargo) reflete algo sobre Joe Biden", disse Bhaskar Sunkara, fundador da revista socialista Jacobin e ex-vice-presidente do grupo esquerdista Democratas Socialistas da América.

Uma parte da ala esquerda do partido, porém, apesar da frustração, aceitou a indicação de Biden e demonstrou certo alívio pelo fato de ele não ter escolhido alguém mais centrista. Um ponto positivo em comum, na maioria das reações, é o elogio ao fato de Kamala ser a primeira mulher negra a compor uma chapa presidencial.

Ontem, Biden e Kamala fizeram juntos a primeira aparição pública e o primeiro ato de campanha, em breve evento em Wilmington, no Estado de Delaware, onde mora o ex-vice-presidente americano. A dupla entrou de máscara e fez da pandemia um tema central dos discursos.

"Permita-me dizer, como alguém que já apresentou argumentos perante um tribunal: o caso contra Donald Trump e Mike Pence está pronto para ser julgado. Basta ver onde eles nos levaram", disse Kamala. "A recusa dele em colocar os testes em funcionamento. A mudança dele sobre distanciamento social e uso de máscaras. A crença delirante de que ele sabe mais do que os especialistas. Tudo isso é o motivo que faz um americano morrer de covid-19 a cada 80 segundos."

Já Biden classificou a eleição como um ponto de inflexão e uma possibilidade de "mudança de vida". Ao apresentar Kamala, ele disse que ela está "pronta para trabalhar desde o primeiro dia" e saiu em defesa da companheira de chapa, que vem sendo atacada pelo presidente desde que o anúncio foi feito. "Alguém está surpreso que Donald Trump tenha um problema com uma mulher forte e com mulheres fortes de uma maneira geral?", disse o candidato democrata.

Ataques

Trump criticou a escolha de Biden. Em entrevista a uma rádio conservadora, pouco antes do anúncio, ele chegou a dizer que a indicação de uma mulher para o cargo de vice poderia "insultar" os homens. Depois, em vídeo postado no Twitter, ele chama a senadora de "hipócrita".

"Fiquei mais surpreendido porque ela foi muito medíocre durante a campanha das primárias do Partido Democrata", disse o presidente. "Ela sempre criticou Biden por sua política de direita. É normal que a chamem hipócrita." (Com agências internacionais)

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