Fechar
Publicidade

Domingo, 20 de Setembro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Economia

soraiapedrozo@dgabc.com.br | 4435-8057

Produção de alimentos cresce 2,7% no primeiro semestre

Isolamento puxa demanda; ao mesmo tempo, setor automotivo amarga tombo de 50,5%


Tauana Marin
Do Diário do Grande ABC

13/08/2020 | 00:10


Em meio à pandemia do novo coronavírus, a indústria de alimentos seguiu na direção contrária da maior parte dos setores, abalados pela intensa crise desencadeada pelo isolamento físico. Enquanto que a produção de alimentos e bebidas registrou crescimento de 2,7% na produção e de 0,8% no faturamento no primeiro semestre em relação ao mesmo período do ano passado, segundo a Abia (Associação Brasileira da Indústria de Alimentos), o setor automotivo – fortemente presente na região – apontou queda de 50,5% no volume de veículos produzidos de janeiro a junho ante igual período do ano passado, conforme a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores).

A demanda por alimentos cresceu por causa da quarentena e da adoção do trabalho em home office, que até hoje mantém famílias inteiras em casa. A Coop, rede supermercadista com sede instalada em Santo André, é prova de que durante o isolamento físico, devido à Covid-19, o ritmo de consumo aumentou. Exemplo é que, do início da pandemia (segunda quinzena de março) até o atual momento, houve aumento de 29,6% no tíquete médio por pessoa (hoje em R$ 100), assim como o gasto médio no mês, que subiu 18,2% (R$ 385,20). Entre os itens mais consumidos durante a quarentena estão peixes, batatas e pão de queijo congelados; chás; aves resfriadas e congeladas; energéticos; massas frescas e chocolates. De acordo com o levantamento da Abia, os setores que mais se destacaram no período em volume de produção, considerando o mercado interno e as exportações, foram: açúcar (22,6%), óleos vegetais (3,9%) e carnes (1,9%).

“Embora a indústria de alimentos esteja enfrentando os impactos da pandemia, a produção e o abastecimento da população não foram interrompidos, não só pelo fato de se tratar de uma atividade essencial, como também pelas iniciativas tomadas pelo setor, promovendo o monitoramento e o controle dos estoques no varejo e investindo em estruturas de proteção e segurança dos colaboradores nas fábricas e escritórios, entre outras”, declarou João Dornellas, presidente executivo da Abia.

Além dos alimentos, a Coop aponta que também cresceu a demanda por telefone celular, utilidades domésticas para cozinhar e produtos de limpeza.
 



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Produção de alimentos cresce 2,7% no primeiro semestre

Isolamento puxa demanda; ao mesmo tempo, setor automotivo amarga tombo de 50,5%

Tauana Marin
Do Diário do Grande ABC

13/08/2020 | 00:10


Em meio à pandemia do novo coronavírus, a indústria de alimentos seguiu na direção contrária da maior parte dos setores, abalados pela intensa crise desencadeada pelo isolamento físico. Enquanto que a produção de alimentos e bebidas registrou crescimento de 2,7% na produção e de 0,8% no faturamento no primeiro semestre em relação ao mesmo período do ano passado, segundo a Abia (Associação Brasileira da Indústria de Alimentos), o setor automotivo – fortemente presente na região – apontou queda de 50,5% no volume de veículos produzidos de janeiro a junho ante igual período do ano passado, conforme a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores).

A demanda por alimentos cresceu por causa da quarentena e da adoção do trabalho em home office, que até hoje mantém famílias inteiras em casa. A Coop, rede supermercadista com sede instalada em Santo André, é prova de que durante o isolamento físico, devido à Covid-19, o ritmo de consumo aumentou. Exemplo é que, do início da pandemia (segunda quinzena de março) até o atual momento, houve aumento de 29,6% no tíquete médio por pessoa (hoje em R$ 100), assim como o gasto médio no mês, que subiu 18,2% (R$ 385,20). Entre os itens mais consumidos durante a quarentena estão peixes, batatas e pão de queijo congelados; chás; aves resfriadas e congeladas; energéticos; massas frescas e chocolates. De acordo com o levantamento da Abia, os setores que mais se destacaram no período em volume de produção, considerando o mercado interno e as exportações, foram: açúcar (22,6%), óleos vegetais (3,9%) e carnes (1,9%).

“Embora a indústria de alimentos esteja enfrentando os impactos da pandemia, a produção e o abastecimento da população não foram interrompidos, não só pelo fato de se tratar de uma atividade essencial, como também pelas iniciativas tomadas pelo setor, promovendo o monitoramento e o controle dos estoques no varejo e investindo em estruturas de proteção e segurança dos colaboradores nas fábricas e escritórios, entre outras”, declarou João Dornellas, presidente executivo da Abia.

Além dos alimentos, a Coop aponta que também cresceu a demanda por telefone celular, utilidades domésticas para cozinhar e produtos de limpeza.
 

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;