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Oposição em S.Bernardo defende representação sobre atuação do MP paulista

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Medida ao conselho nacional questiona morosidade de processos contra Morando


Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

13/08/2020 | 00:02


Lideranças de oposição em São Bernardo defendem representação formalizada junto ao CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) que pleiteia que o órgão, espécie de agente fiscalizador da entidade, analise a conduta de profissionais do setor em processos envolvendo o prefeito Orlando Morando (PSDB). De acordo com o pedido de investigação, denúncias contra o tucano “não avançam” na instituição. A solicitação abrange promotores que atuam no município e também de profissionais da área no MP paulista.

Vereador e pré-candidato ao Paço pelo PSL, Rafael Demarchi considerou “extremamente importante” a medida. Segundo o parlamentar, denúncias que chegaram juntas ao MP estadual e ao MPF (Ministério Público Federal) tiveram caminhos diferentes – uma andou, gerou acusação formal, e a outra foi arquivada. “É válida até porque vemos na imprensa que o MP no Estado tem tratamento complacente com denúncias envolvendo todos os tucanos. Parece haver cemitério de denúncias de tucanos. Tudo isso é muito estranho e é por isso que defendo essa investigação.”

O pedido foi oficializado por munícipe na segunda-feira, no mesmo dia em que o Diário relatou que a PGJ (Procuradoria-Geral de Justiça), instância máxima do MP, determinou o arquivamento de parte do inquérito que averigua se Morando lavou dinheiro com transações imobiliárias – o fim da investigação se deu sobre a deputada Carla Morando (PSDB), mulher do prefeito. O caso, nas mãos do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), engloba Morando, o vereador afastado Mario de Abreu (PDT, ex-PSDB) e o empresário Clóvis Rueda, doador da campanha de ambos em 2016.

Na corrida pelo cargo ao Executivo de São Bernardo, o ex-prefeito Luiz Marinho (PT) registrou em suas redes sociais que “é gravíssima a denúncia de morosidade da atuação do MP no município, com indícios de beneficiamento” a Morando. “Apoiamos a denúncia e fazemos coro no pedido de apuração do Conselho Nacional do MP. Um órgão sério, necessário, não pode ter sua imagem maculada desta forma”, pontuou. Ao Diário, o petista sustentou que a única alternativa que resta ao tucano “para concluir o mandato é apostar nesta suposta blindagem”.

Postulante à Prefeitura pelo PSB, Leandro Altrão observou que nas denúncias envolvendo tucanos o MP “vai devagar”. “O Ministério Público fez acordo de leniência com a CCR e eles vão devolver mais de R$ 80 milhões aos cofres públicos. Isso se refere a problemas nas gestões do PSDB em São Paulo. E não vimos até agora nenhum político do PSDB pagando por isso”, disse, referindo-se ao ajuste firmado com a Promotoria no fim de 2018, que trata de caixa dois às campanhas eleitorais dos tucanos Geraldo Alckmin e José Serra – hoje senador. (Colaborou Raphael Rocha) 



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Oposição em S.Bernardo defende representação sobre atuação do MP paulista

Medida ao conselho nacional questiona morosidade de processos contra Morando

Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

13/08/2020 | 00:02


Lideranças de oposição em São Bernardo defendem representação formalizada junto ao CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) que pleiteia que o órgão, espécie de agente fiscalizador da entidade, analise a conduta de profissionais do setor em processos envolvendo o prefeito Orlando Morando (PSDB). De acordo com o pedido de investigação, denúncias contra o tucano “não avançam” na instituição. A solicitação abrange promotores que atuam no município e também de profissionais da área no MP paulista.

Vereador e pré-candidato ao Paço pelo PSL, Rafael Demarchi considerou “extremamente importante” a medida. Segundo o parlamentar, denúncias que chegaram juntas ao MP estadual e ao MPF (Ministério Público Federal) tiveram caminhos diferentes – uma andou, gerou acusação formal, e a outra foi arquivada. “É válida até porque vemos na imprensa que o MP no Estado tem tratamento complacente com denúncias envolvendo todos os tucanos. Parece haver cemitério de denúncias de tucanos. Tudo isso é muito estranho e é por isso que defendo essa investigação.”

O pedido foi oficializado por munícipe na segunda-feira, no mesmo dia em que o Diário relatou que a PGJ (Procuradoria-Geral de Justiça), instância máxima do MP, determinou o arquivamento de parte do inquérito que averigua se Morando lavou dinheiro com transações imobiliárias – o fim da investigação se deu sobre a deputada Carla Morando (PSDB), mulher do prefeito. O caso, nas mãos do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), engloba Morando, o vereador afastado Mario de Abreu (PDT, ex-PSDB) e o empresário Clóvis Rueda, doador da campanha de ambos em 2016.

Na corrida pelo cargo ao Executivo de São Bernardo, o ex-prefeito Luiz Marinho (PT) registrou em suas redes sociais que “é gravíssima a denúncia de morosidade da atuação do MP no município, com indícios de beneficiamento” a Morando. “Apoiamos a denúncia e fazemos coro no pedido de apuração do Conselho Nacional do MP. Um órgão sério, necessário, não pode ter sua imagem maculada desta forma”, pontuou. Ao Diário, o petista sustentou que a única alternativa que resta ao tucano “para concluir o mandato é apostar nesta suposta blindagem”.

Postulante à Prefeitura pelo PSB, Leandro Altrão observou que nas denúncias envolvendo tucanos o MP “vai devagar”. “O Ministério Público fez acordo de leniência com a CCR e eles vão devolver mais de R$ 80 milhões aos cofres públicos. Isso se refere a problemas nas gestões do PSDB em São Paulo. E não vimos até agora nenhum político do PSDB pagando por isso”, disse, referindo-se ao ajuste firmado com a Promotoria no fim de 2018, que trata de caixa dois às campanhas eleitorais dos tucanos Geraldo Alckmin e José Serra – hoje senador. (Colaborou Raphael Rocha) 

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