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De Sto.André a Brasília sem sair da própria casa

Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Após maratona no quintal, Antônio de Souza, 58 anos, pedala 1.000 quilômetros no rolo livre


Dérek Bittencourt
Do Diário do Grande ABC

11/08/2020 | 23:57


Antônio Odivaldo de Souza já pode acrescentar a palavra desafio ao seu sobrenome. Isso porque, depois de correr uma maratona (ou 704 voltas) no quintal de sua casa, o andreense aposentado de 58 anos acabou de alcançar outro feito um tanto quanto grandioso: pedalou praticamente a distância de Santo André até Brasília, Capital Federal, ou seja, 1.000 quilômetros, mas com um detalhe: sem sair de sua residência. Ele dividiu o montante e pedalou 100 quilômetros por dia, durante dez dias seguidos sobre um rolo livre, onde posicionou sua bicicleta.

Foram, em média, dez horas pedaladas por dia – posicionando a estrutura em diversos cômodos da casa –, em velocidade superior a 20 km/h, para alcançar o objetivo. “Foi muito desafiador, pois tive de pedalar o tempo todo. Ou seja, foram 1.000 quilômetros realmente pedalados, pelo fato de não ter descidas nem planos. No rolo livre, quando o ciclista para, a bicicleta também para”, conta Toninho, que utilizou uma bicicleta comum, simples, de quadro de ferro, para mostrar que qualquer pessoa – desde que preparada – pode cumprir o desafio. “A ideia surgiu para motivar as pessoas a mostrar que é possível praticar esta modalidade em casa e, assim, manter os treinos, o condicionamento físico, o bem-estar e a saúde para superar esses momentos de pandemia”, explica o aposentado, que está acostumado a encarar longas distâncias sobre a magrela – já percorreu, por exemplo, 1.214 quilômetros pelo Caminho da Luz, até o Espírito Santo, junto da mulher e companheira de cicloturismo, Patrícia Catisse.

Toninho conta que segue seguindo as recomendações das autoridades em razão da pandemia e permanece recluso. “Ainda continuo restrito em casa, pois não me sinto confortável a voltar com minhas atividades fora, tais como academia, ruas, parques e clubes.”

E, apesar dessa restrição, o aposentado ganhou amizades e fãs com o primeiro desafio cumprido, o que deverá aumentar ainda mais agora. “A maratona no quintal me presenteou com muitas entrevistas e pedidos de amizades em minhas redes sociais, demonstrando grande reconhecimento ao meu projeto de incentivo à prática de atividades físicas”, diz. “Acredito que, quando temos algo de bom a oferecer, devemos ir em frente e colocar em prática. Os comentários favoráveis aos meus desafios mostram que estou no caminho certo e devo continuar, porque oferecer bons exemplos e inspirar as pessoas a fazer algo saudável nos fazem crescer como seres humanos e aumentam muito nossa autoestima”, conclui Toninho. 



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De Sto.André a Brasília sem sair da própria casa

Após maratona no quintal, Antônio de Souza, 58 anos, pedala 1.000 quilômetros no rolo livre

Dérek Bittencourt
Do Diário do Grande ABC

11/08/2020 | 23:57


Antônio Odivaldo de Souza já pode acrescentar a palavra desafio ao seu sobrenome. Isso porque, depois de correr uma maratona (ou 704 voltas) no quintal de sua casa, o andreense aposentado de 58 anos acabou de alcançar outro feito um tanto quanto grandioso: pedalou praticamente a distância de Santo André até Brasília, Capital Federal, ou seja, 1.000 quilômetros, mas com um detalhe: sem sair de sua residência. Ele dividiu o montante e pedalou 100 quilômetros por dia, durante dez dias seguidos sobre um rolo livre, onde posicionou sua bicicleta.

Foram, em média, dez horas pedaladas por dia – posicionando a estrutura em diversos cômodos da casa –, em velocidade superior a 20 km/h, para alcançar o objetivo. “Foi muito desafiador, pois tive de pedalar o tempo todo. Ou seja, foram 1.000 quilômetros realmente pedalados, pelo fato de não ter descidas nem planos. No rolo livre, quando o ciclista para, a bicicleta também para”, conta Toninho, que utilizou uma bicicleta comum, simples, de quadro de ferro, para mostrar que qualquer pessoa – desde que preparada – pode cumprir o desafio. “A ideia surgiu para motivar as pessoas a mostrar que é possível praticar esta modalidade em casa e, assim, manter os treinos, o condicionamento físico, o bem-estar e a saúde para superar esses momentos de pandemia”, explica o aposentado, que está acostumado a encarar longas distâncias sobre a magrela – já percorreu, por exemplo, 1.214 quilômetros pelo Caminho da Luz, até o Espírito Santo, junto da mulher e companheira de cicloturismo, Patrícia Catisse.

Toninho conta que segue seguindo as recomendações das autoridades em razão da pandemia e permanece recluso. “Ainda continuo restrito em casa, pois não me sinto confortável a voltar com minhas atividades fora, tais como academia, ruas, parques e clubes.”

E, apesar dessa restrição, o aposentado ganhou amizades e fãs com o primeiro desafio cumprido, o que deverá aumentar ainda mais agora. “A maratona no quintal me presenteou com muitas entrevistas e pedidos de amizades em minhas redes sociais, demonstrando grande reconhecimento ao meu projeto de incentivo à prática de atividades físicas”, diz. “Acredito que, quando temos algo de bom a oferecer, devemos ir em frente e colocar em prática. Os comentários favoráveis aos meus desafios mostram que estou no caminho certo e devo continuar, porque oferecer bons exemplos e inspirar as pessoas a fazer algo saudável nos fazem crescer como seres humanos e aumentam muito nossa autoestima”, conclui Toninho. 

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