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Queda da aversão a risco externa permite alta do Ibovespa



11/08/2020 | 11:12


A busca por ativos de risco é vista no exterior e não deve ser diferente no Brasil. Expectativa de retomada nas negociações do pacote fiscal nos EUA, anúncio do primeiro registro de uma vacina contra a covid-19, pela Rússia, e novos indicadores reforçando retomada da economia mundial são alguns dos alicerces os mercados hoje. Somado a isso, há relatos de que o ministro da Economia, Paulo Guedes, quer promover um roadshow para falar da importância de manutenção do teto de gastos. No entanto, o assunto segue acompanhado com cautela.

Ainda no âmbito interno, o investidor avalia a ata do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada esta manhã, para explicar o corte de 0,25 ponto na Selic, a 2,00%, na semana passada.

O documento enfatizou que novas reduções do juro básico exigiriam cautela e gradualismo adicionais. Segundo o Banco Central, eventuais novos recuos não ocorreriam em reuniões consecutivas do colegiado. No entanto, na B3, o assunto pode ter pouco efeito, com o exterior prevalecendo.

A expectativa de um novo pacote de ajuda aos EUA é um dos principais pilares dos ganhos nas bolsas internacionais, diante do impasse entre republicanos e democratas para avançar no plano. Ontem, o Secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, garantiu que a Casa Branca está disposta a retomar o diálogo.

Como os bancos centrais mundiais têm deixado explícito que continuará injetando recursos até as economias se recuperarem, Roberto Attuch Jr., fundador e CEO da Omninvest, avalia que o ambiente para ativos de risco deve continuar favorável, diante da abundante liquidez. "Não tem economia que esteja tão forte retomada que leve os bcs a mudarem a política de juros", afirma.

A despeito da notícia sobre a vacina gerar algum desconforto em alguns, Attuch Jr. avalia que quanto mais houver a crença que há um medicamento para combater a pandemia do novo coronavíus, mais cresce a expectativa em relação à retomada, ante a volta à "normalidade". Além disso, acrescenta que pode ocorrer uma mudança nos investimentos de ações de tecnologia para papéis de outros setores.

Às 10h56, o Ibovespa subia 0,45%, aos 103.909,96, enquanto em Nova York o Nasdaq caía 0,43% e o Dow Jones (1,11%) e o S&P 500 (0,36%) subiam.

Do lado dos sinais de retomada, hoje, nos EUA, foi informado o índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês), que avançou 0,6% em julho ante junho, superando a expectativa de 0,3% do PPI no último mês. Já na Alemanha o índice de expectativas econômicas subir 71,5 em agosto, ante previsão de 54,5.

Em tempo: minério de ferro negociado no porto chinês de Qingdao subiu 1,58%, fechando a US$ 121,09 a tonelada, enquanto o petróleo sobe acima de 1% no mercado internacional. As altas favorecem ganhos de Vale ON (0,14%) e de Petrobras 0,98% (PN) e 1,20% (ON). Já BTG Unit avançava 2,20%, após informar lucro líquido de R$ 977 milhões no segundo trimestre, praticamente igual ao visto ante o mesmo período de 2019, de R$ 972 milhões.



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Queda da aversão a risco externa permite alta do Ibovespa


11/08/2020 | 11:12


A busca por ativos de risco é vista no exterior e não deve ser diferente no Brasil. Expectativa de retomada nas negociações do pacote fiscal nos EUA, anúncio do primeiro registro de uma vacina contra a covid-19, pela Rússia, e novos indicadores reforçando retomada da economia mundial são alguns dos alicerces os mercados hoje. Somado a isso, há relatos de que o ministro da Economia, Paulo Guedes, quer promover um roadshow para falar da importância de manutenção do teto de gastos. No entanto, o assunto segue acompanhado com cautela.

Ainda no âmbito interno, o investidor avalia a ata do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada esta manhã, para explicar o corte de 0,25 ponto na Selic, a 2,00%, na semana passada.

O documento enfatizou que novas reduções do juro básico exigiriam cautela e gradualismo adicionais. Segundo o Banco Central, eventuais novos recuos não ocorreriam em reuniões consecutivas do colegiado. No entanto, na B3, o assunto pode ter pouco efeito, com o exterior prevalecendo.

A expectativa de um novo pacote de ajuda aos EUA é um dos principais pilares dos ganhos nas bolsas internacionais, diante do impasse entre republicanos e democratas para avançar no plano. Ontem, o Secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, garantiu que a Casa Branca está disposta a retomar o diálogo.

Como os bancos centrais mundiais têm deixado explícito que continuará injetando recursos até as economias se recuperarem, Roberto Attuch Jr., fundador e CEO da Omninvest, avalia que o ambiente para ativos de risco deve continuar favorável, diante da abundante liquidez. "Não tem economia que esteja tão forte retomada que leve os bcs a mudarem a política de juros", afirma.

A despeito da notícia sobre a vacina gerar algum desconforto em alguns, Attuch Jr. avalia que quanto mais houver a crença que há um medicamento para combater a pandemia do novo coronavíus, mais cresce a expectativa em relação à retomada, ante a volta à "normalidade". Além disso, acrescenta que pode ocorrer uma mudança nos investimentos de ações de tecnologia para papéis de outros setores.

Às 10h56, o Ibovespa subia 0,45%, aos 103.909,96, enquanto em Nova York o Nasdaq caía 0,43% e o Dow Jones (1,11%) e o S&P 500 (0,36%) subiam.

Do lado dos sinais de retomada, hoje, nos EUA, foi informado o índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês), que avançou 0,6% em julho ante junho, superando a expectativa de 0,3% do PPI no último mês. Já na Alemanha o índice de expectativas econômicas subir 71,5 em agosto, ante previsão de 54,5.

Em tempo: minério de ferro negociado no porto chinês de Qingdao subiu 1,58%, fechando a US$ 121,09 a tonelada, enquanto o petróleo sobe acima de 1% no mercado internacional. As altas favorecem ganhos de Vale ON (0,14%) e de Petrobras 0,98% (PN) e 1,20% (ON). Já BTG Unit avançava 2,20%, após informar lucro líquido de R$ 977 milhões no segundo trimestre, praticamente igual ao visto ante o mesmo período de 2019, de R$ 972 milhões.

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