Fechar
Publicidade

Domingo, 20 de Setembro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Setecidades

setecidades@dgabc.com.br | 4435-8319

Calçada tira sono de moradores do Baeta Neves

Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Há seis anos, rompimento de tubulação alagou residência e interrompeu o trânsito de pedestre


Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

11/08/2020 | 00:01


Quem passa pelo número de 105 da Rua Fiorentino Felipe, no bairro Baeta Neves, tem que se arriscar e andar pela rua, em um ponto onde os veículos fazem a curva em alta velocidade quando estão subindo a via. Há seis anos, o estouro de tubulação de água danificou a calçada, que desde então é só um buraco e se transformou em um grande perigo para os pedestres.

Após o rompimento da tubulação, a casa onde vivia a família do autônomo Everton Paiva, 31 anos, ficou alagada e inutilizada. Todos se mudaram para imóvel próximo e, desde então, tentam vender a antiga residência, sem sucesso. Segundo Paiva, a indenização recebida da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) foi insuficiente para custear os gastos de uma obra de recuperação. “O valor que foi pago não dava nem para a metade”, alegou o munícipe.

Os vizinhos têm tentado junto à Prefeitura de São Bernardo algum tipo de intervenção, para que, ao menos, a segurança dos pedestres seja garantida. “Fica a Sabesp e a Prefeitura jogando uma para a outra e ninguém resolve nada”, reclamou a dona de casa Luiza Maria da Silva, 57, que mora em frente ao imóvel. Para a dona de casa Gracia Araújo, 70, o transtorno é ainda maior. Vizinha da casa afetada, ela tem assistido há anos a umidade na parede da sua sala aumentar e atribui o problema ao fato de a residência e do terreno ainda terem restos de lama.

Os vizinhos também se preocupam com a segurança, porque desde que está abandonada, a casa tem servido de abrigo para pessoas em situação de rua e também para consumo de drogas. “De noite a gente escuta os barulhos de gente aí dentro e também dá para sentir o cheiro de maconha. Nunca entraram na minha casa nem nada, mas a gente fica cismado”, relatou o metalúrgico aposentado Mario Hamano, 63.

A Sabesp alegou que na ocasião da ocorrência foi aberto processo administrativo de sinistro e efetuado pagamento ao proprietário. Que o ressarcimento efetuado em 2014 contemplava os danos estruturais ao imóvel, reconstrução do muro de divisa, conserto da calçada e demais perdas materiais alegadas pelo cliente. “Portanto, neste caso, o conserto da calçada não é de responsabilidade da empresa porque o valor para realizar o reparo foi pago diretamente ao proprietário.”

A Prefeitura de São Bernardo informou que o imóvel citado já foi acionado pela administração municipal para execução dos reparos, bem como dos serviços de limpeza e capinagem, mas que não houve resposta do proprietário. “Diante disso, foi emitido o auto de infração ao mesmo. A Secretaria de Serviços Urbanos segue fiscalizando o caso e tomando providências para que os serviços sejam executados com urgência”, completou o comunicado. 



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Calçada tira sono de moradores do Baeta Neves

Há seis anos, rompimento de tubulação alagou residência e interrompeu o trânsito de pedestre

Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

11/08/2020 | 00:01


Quem passa pelo número de 105 da Rua Fiorentino Felipe, no bairro Baeta Neves, tem que se arriscar e andar pela rua, em um ponto onde os veículos fazem a curva em alta velocidade quando estão subindo a via. Há seis anos, o estouro de tubulação de água danificou a calçada, que desde então é só um buraco e se transformou em um grande perigo para os pedestres.

Após o rompimento da tubulação, a casa onde vivia a família do autônomo Everton Paiva, 31 anos, ficou alagada e inutilizada. Todos se mudaram para imóvel próximo e, desde então, tentam vender a antiga residência, sem sucesso. Segundo Paiva, a indenização recebida da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) foi insuficiente para custear os gastos de uma obra de recuperação. “O valor que foi pago não dava nem para a metade”, alegou o munícipe.

Os vizinhos têm tentado junto à Prefeitura de São Bernardo algum tipo de intervenção, para que, ao menos, a segurança dos pedestres seja garantida. “Fica a Sabesp e a Prefeitura jogando uma para a outra e ninguém resolve nada”, reclamou a dona de casa Luiza Maria da Silva, 57, que mora em frente ao imóvel. Para a dona de casa Gracia Araújo, 70, o transtorno é ainda maior. Vizinha da casa afetada, ela tem assistido há anos a umidade na parede da sua sala aumentar e atribui o problema ao fato de a residência e do terreno ainda terem restos de lama.

Os vizinhos também se preocupam com a segurança, porque desde que está abandonada, a casa tem servido de abrigo para pessoas em situação de rua e também para consumo de drogas. “De noite a gente escuta os barulhos de gente aí dentro e também dá para sentir o cheiro de maconha. Nunca entraram na minha casa nem nada, mas a gente fica cismado”, relatou o metalúrgico aposentado Mario Hamano, 63.

A Sabesp alegou que na ocasião da ocorrência foi aberto processo administrativo de sinistro e efetuado pagamento ao proprietário. Que o ressarcimento efetuado em 2014 contemplava os danos estruturais ao imóvel, reconstrução do muro de divisa, conserto da calçada e demais perdas materiais alegadas pelo cliente. “Portanto, neste caso, o conserto da calçada não é de responsabilidade da empresa porque o valor para realizar o reparo foi pago diretamente ao proprietário.”

A Prefeitura de São Bernardo informou que o imóvel citado já foi acionado pela administração municipal para execução dos reparos, bem como dos serviços de limpeza e capinagem, mas que não houve resposta do proprietário. “Diante disso, foi emitido o auto de infração ao mesmo. A Secretaria de Serviços Urbanos segue fiscalizando o caso e tomando providências para que os serviços sejam executados com urgência”, completou o comunicado. 

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;